Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues
Eu fico pensando se em algum momento ou em qual momento da minha vida vai aparecer um cara que preste, que me valorize, que me ame, que me aceite, que vá e volte logo, que brigue, mas que não me deixe só em momentos que eu preciso tanto de alguém, um cara que vá me entender, que saiba me ler, me desvendar, que não minta pra mim, e que eu, apenas eu seja boa o suficiente pra ele, que ele não precise buscar em outras qualquer falta, nem por mero capricho, infantilidade ou melhor dizendo desamor dele. Aquele que pode ir além debatendo comigo, batendo de frente, brigando, ficando contra mim as vezes, mas que me daria o mundo se fosse preciso, que me puxasse ao chão quando eu começasse a me alucinar e voar, aquele no qual eu confiarei de olhos fechados, e que fará valer a pena tudo o que eu vivi com os errados, que fará com que os outros não sejam nada, absolutamente nada. Aquele cara no qual vai ouvir os meu problemas e depois me ajudar a tomar a melhor decisão, aquele que vai entender minha TPM diária, o meu estresse diário, minha culpa diária. Um cara no qual muitos podem dizer que é um sonho ridículo e que homem assim só existe em filme, mas que no fundo eu sei que Deus guarda um desses, ou melhor pra mim, um especial. E eu sei que ainda vou quebrar muito a cara e o coração até chegar nele, mas irá compensar, saciar, e valer por tudo, espero.
E você foi escrevendo no livro da minha vida uma historia no entanto bonita, e ai você resolveu rabiscar as páginas fez isso tão intensamente, que riscou tudo que foi bom, e ai você resolveu escrever de novo, e conseguiu mas uma vez a rabiscá-la por inteira, não sei o que pensar sobre isso. Acho que se você resolveu rabiscar e rabiscar é por que aquela historia toda, aquelas coisas bonitas, e aquele amor, foi de mentirinha, era pra ser realmente deletado. É uma pena, ou não, na verdade eu não sei, as páginas da sua vida na qual eu escrevi, meio torto, meio feio, meio rápido, ou devagar demais, foi verdadeiro em cada letra, eu posso ter errado em colocar a vírgula ou até mesmo o ponto onde não devia, mais eu não a rabisquei de tal maneira. Hoje leio isso tudo como aprendizado, coisa que eu devo aprender para as minhas próximas páginas, coisas que você me ensinou. A ser mais fria, ou até mesmo a não desistir, a não acreditar que como cantava o é tcham ‘pau que nasce torto nunca se endireita’, a pedir perdão, ou até mesmo a perdoar, a tentar dar o melhor de mim, mas também exigir o melhor dos outros, a ser mais sutil, e não engolir sapos diariamente, e tantas e tantas coisas. Uma palavra pra definir o capítulo anterior seria ‘desesperado’, é o amor que eu sentia ia além de muita coisa, de tanta coisa que eu passei para estar com você, de ser por você, que eu abri mão por você, que eu ouvi por você. Hoje ‘decepção’ é a única que me vem a cabeça nesse ultimo capítulo de nós dois, alias de você, não sinto mais raiva, mais carinho, mais ódio, mais apresso. Você pediu, implorou, fez de tudo pra sair da minha vida assim, e é assim que você saiu, nada disso é da boca pra fora, e muito menos com a intenção de mudar algo, o que se já foi escrito, não se apaga. Peço a papai do céu para que eu consiga perdoar e aprender mais ainda com os rabiscos feitos por você, que ele me ajude a fazer isso constantemente, não apenas com você mais com todos que me afetaram, ou que acham que podem fazer isso. E eu escrevo meio sem jeito de começar esse novo capítulo, que eu perdoou se quiserem meu perdão, eu perdoou, eu perdoou, eu perdoou, repito para eu mesma ter certeza do que escrevo, mas esquecer de novo não, alias fingir que esqueci de novo não, mas isso também não vem ao caso. Ando num capítulo que pode-se se chamar de indefinido, é, ando bem, não sinto falta de coisas ou pessoas desnecessárias, de certa forma confusa e estressada em alguns momentos mas nada que tenha haver com os capítulos anteriores, vejo pessoas de leve vindo escrever coisas futuras, minha vida tomando um rumo novo, melhor, espero. E eu to aqui de pagina limpa, branquinha, de livro aberto, esperando que alguém escreva algo melhor que você, alguém que não borre tanto os traços da minha vida. E que depois que eu pare pra ler, leia com orgulho e não com desprezo.
E os apaixonados o idolatram, os sofredores não querem nem ouvir. Uns dizem que não precisam, outros dizem que só vivem com ele, a verdade é que todo mundo querendo ou não esta em busca de um amor, do amor. Quem quer namorar esta em busca de um amor, quem sai pra pegar geral no final das contas esta em busca de um amor, raramente alguém imagina a sua vida, sua velhice sozinho, ninguém quer estar só. A verdade é que muitos podem não reconhecer mais o amor esta no sorriso, no olhar, nos gestos, estar em um abrir mão, em um dar as mãos. A verdade é que o amor é bem mais complexo do que tudo e do que todos, muitos podem o rejeitar e o negar, muitos não querem o aceitar de forma alguma, por que ele é complicado, ou nós o complicamos, ele é doloroso às vezes, ou nós mesmos fazemos com que ele seja. A verdade é que ninguém vive (vive com intensidade, com ênfase, vive, não apenas existe) sem ele, precisamos amar a nós mesmos, amar a Deus, amar ao próximo, sem cobranças ou promessas, sem mentiras, com pureza, por que amar é a essência da vida, amar é evolução, amar é divino. Pena que muita gente torna o amor um monstro. Apesar de muitas vezes eu ter me decepcionado, ter quebrado a cara, ter tido meu coração em pedaços, quando eu oro a Deus, eu vejo que ninguém pode fazer com que eu deixe de amar apesar de tudo, e ninguém vai mudar o que eu penso, o que eu sei sobre o amor. A verdade que todos nós deveríamos saber é que o amor não é o vilão, o vilão é quem faz do amor a dor, o amor é a solução de muita coisa, a solução de um mundo melhor, de pessoas melhores, basta às pessoas acreditarem nisso.
E se...
...não tivesse feito a escolha errada.
Teria continuado se a seguir meu caminho sem ter vivido nada?
E se... não tivesse me apaixonado pelas pessoas erradas varias e varias vezes.
Será que teria encontrado a felicidade que encontrei com você?
E se... nunca tivesse caido um tombo antes.
Sera que saberia me levantar?
E se não tivesse chorado.
Poderia agora sorrir?
E se... nada tivesse sido t...ão dificil.
Poderia me achar forte hoje?
Não se arrependa pelo que fez,
mas por todas as vezes que deixou de fazer algo,
que não se permitiu chorar, amar ou ser feliz
com medo de errar!
Palavras que escrevo são as mesmas que esqueço
ao encontrar o seu olhar
memorias que vividas mesmo assim foram esquecidas
para parar de machucar
Quer saber como é sentir Deus?! Pense no amor... Você não pode vê-lo, não pode defini-lo, não pode tocá-lo, apenas senti-lo. Agora multiplique essa sensação infinitamente por 10, isso é sentir Deus!
Sem título. Que assim seja. O inverso contrariado. A minha fantasia dilacera as igualdades. Mal sei se isso tudo é igual. Mas espera até que os iguais se tornem diferentes. Tudo será igual novamente. Daí irão inventar outra diferença. O existir. Tenho medo. Mal sei eu se existo. Talvez eu seja apenas um rastro, um telhado de vidro, um quarto escuro ou até mesmo uma estrofe. Não sei, mal sei se isso tudo existe. E se fossemos apenas um mero acaso, uma simples coincidência? E se todos fossem apenas uma grande confusão. Atualmente, ando achando que nem metade das pessoas que conheço realmente possuem alguma existência. Talvez eu seja louca. Ou o sentido parou de fazer sentido. Mas meu Deus, eu mal faço sentido, mal sei do que se trata, a verdade não faz sentido. O sentido por um acaso existe? Estou cansada de não fazer sentido. Eu sinto, sinto, sinto e nunca faço sentido algum. O meu hálito é céu de não saber amar. Isto faz sentido? Isso cativa a minha estranha humanização perturbante? Isto é normal? O que hoje em dia podemos considerar fora do normal, o próprio normal? Como pode ver, e ler, eu mal sei o que quero dizer. Sei nem se tenho algo a dizer. Eu nunca tenho algo a dizer. Vivo repleta de silêncios e coisas que não tenho a dizer. Eu me entorto toda por culpa do silêncio. Nunca, jamais tinha me sentido tão solitária, mesmo a minha casa estando cheia. Cheia de silêncios. Ao todo, a minha vida se resume em silêncios. Pela simples certeza que sempre tive que; Não sou obrigada a dizer nada! Não quero me expor ao ridículo. Hoje já não tenho mais esse medo todo de ser ridículo. Eu estou em estado de introspecção. Eu estou em estado de percepção esgotada. Mal sei o que quero ver, se é que tenho algo a ver, com o decorrer do tempo poderia eu dizer que o mundo todo é algo que não se pode ver? Cubro meus olhos, mas minhas mãos são pequenas o suficiente para deixar que eu veja algo. Eu inteira sou pequena, de tamanho, de fé, de compreensão, de organização, de paciência. Sou pequena em todos os sentidos. Mas que sentido? Eu, ao todo, sou feita de mentiras. E exageros. Eu sei que eu não tenho nada á dizer, mas; Sempre acabo quebrando o silêncio, com uma piada, ou um assunto sem sentido. Olha eu aí querendo fazer sentido de novo. As vezes quebro o silêncio para não parecer tão eu confusa. Entende o que quero dizer? Quero fugir da confusão que me prende. Quero ser menos eu, mas afinal, quem sou eu? Quem fui eu? Passaram-se alguns segundos dês de que escrevi aquilo e eu nem sequer me lembro do que eu era enquanto escrevia tal coisa. Eu era uma mulher, pequena, escrevendo algo. Apenas isto? Sou feita apenas de fatos. Quase nunca a vejo, talvez as poucas vezes que eu a vi tenham sido apenas uma visão, imaginação minha. Talvez ela nem exista. Talvez ela não tenha forma e nem graça, e não tenha muito menos algum estado de compreensão. O reflexo na vitrine, ou em qualquer lugar que possa refletir sua palidez e seu cabelo claro, seja apenas coisas de minha dupla e múltipla imaginação. Eu não estou cega. Mas quase não me recordo do que fui ontem. Eu estava tomando café com minha mãe; sei apenas isto. Sou uma mulher, pequena, tomando café com sua mãe. Apreciando o jeito como ela mastiga o pão. E o jeito como não tenho nada em comum com ela. Até em matéria de mastigar alimentos sou discreta, mal faço barulho. Mas sou escandalosa enquanto durmo, grito como se ansiasse pela dor de acordar. Como se eu estivesse presa no sonho, mas não quisesse me libertar pois a realidade me aprisiona mais do que no sonho. Então, pode se concluir que estava eu gritando por não querer ser solta? Não sei. Me Deus, O que sei? Não quero e nem preciso saber. Mas a confusão me fez dissimulada. A imagem do que sou me contorce toda. Eu estava sentada á beira da lagoa lendo um livro que por sinal é tão confuso que parecia até que eu viajei no futuro e estava lendo o meu próprio livro. Que sei do futuro? Preciso parar de me perder. Eu não sei se faço sentido. Mas a menina tem uma ânsia em fazer sentido e uma necessidade absurda de parecer normal, contava verdades e sorria sempre. Que sentido faz tudo isso? Que dilema sei eu? A verdade mal faz sentido e o sorriso é só uma apresentação. Teu quarto é teu melhor amigo. Já parou pra pensar, ou melhor, já parou para apenas não pensar? Tenho que dizer algo, mas, mesmo quando escrevo parece que o resumo de tudo isso pode se concretizar em silêncios. Quando escrevo também nunca digo o que realmente queria, ou precisava ter dito. Tudo isso é uma grande dissimulação. Tudo isso é uma grande confusão, Todo mundo é uma grande confusão. Uma confusão querendo fazer sentido. Estou apenas arrastando um pouco de sanidade para a minha realidade. Mal sei se isso tudo é realidade, ou é apenas um texto sem revisão.
É impressionante, a cada discurso percebo o quão importante e influente a metáfora Paterna é na constituição da vida psíquica do sujeito, pois na ausência desta, a qual possa ser por via da denegação, foraclusão do Nome-do-Pai ou até mesmo pela omissão da metáfora, surgem as mazelas do inconsciente. E os danos podem ser indescritíveis!
Pena ser tão refém de minha racionalidade, em certos momentos queria que as pulsões humanas tirassem meu fôlego para fazer dos tolos aquilo que de fato os são!
Quando penso que as coisas passaram, o que passou-se foram as pessoas... os sentimentos continuam os mesmos, o que muda é para quem direcionamo-os. Por isso sofremos pelas mesmas coisas, pelos mesmos sentimentos, mesma desilusão e mesmas tristezas.
Soneto de uma triste vida
Colho dos cacos da noite
Um pouco do que restou de mim
Pedaços de um coração pulsante
Que aos poucos para por sofrer assim.
Restabeleço-me a cada dia
Fazendo deles dias todos iguais
Para que reste um pouco de energia
Vivo sem esperar nada a mais.
Não se faças tão triste ó vida minha
Estou como uma rosa a despetalar
Tu és só minha mesmo sem amar.
Sendo que sois minha e me amas
Não permitas que eu sofra assim
Volte vida a sorrir para mim.
A pureza do ser se perde no saber!
Como é triste a inocência correr ao ver a criança crescer.
Um olhar meigo e doce sujeito a ser o que o destino lhe oferecer.
O que outrora existiu, hoje se extinguiu.
Foi a pureza quem sumiu!
Crianças se perdendo no mundo.
E tão pequenas pondo tudo a perder.
Que triste; Imagine se puder.
Que mundo vai restar pra quem vier?!
Alegria simples, bolinha de gude e pião.
Muitas delas largaram disso, e estão com armas na mão.
Novamente digo que é triste; E imagine se puder.
Pequenas adolescentes, brutalmente se tornando mulher!
Aonde vamos parar se é que isso tem fim.
Se a única coisa que pensam, é o que vão tirar de mim.
De mim, de você, de todos nós.
Que bom seria se esse simples poema ganhasse voz...
Se algo pudesse eu no mundo mudar...
Mudaria tudo!
Mas no momento só posso mudar a mim.
Acho que já ajudaria muito agindo assim!
Uma noite e meus segredos
Gosto do gosto da noite.
O silêncio como uma bela canção de paz.
Gosto da sombra como fiel companheira.
Guardando íntimos segredos...
A meia luz trazendo o romantismo fazendo-me sentir apaixonado.
Gosto da noite, de me perder em sua escuridão.
Da sensação que ela nos proporciona de sermos todos iguais.
A beleza da noite é como um corpo nu no escuro.
Só se percebe quem pode senti-la.
O excitante poder de encontrar com sigo mesmo.
Vagarmos em nossos pensamentos.
Descobrindo e saboreando o que em nós esta oculta aos olhos alheios.
Gosto da noite por nos deixar livres.
De sermos quem somos sem que ninguém nos veja.
E assim estarmos livres de julgamentos.
Gosto da noite como se sentisse...
...Que ela também gosta de mim.
Os planos de Deus são tão perfeitos que a compreensão dos sábios se iguala ao entendimento dos tolos.
Percorreu meu corpo,sentiu tudo q necessitava,como o vento partiu e com duvidas e aflinções me atingiu.
''Cartas para Nicole ''
Vai dizer q o tempo não parou naquele momento,
vai dizer q o primeiro olhar não ti fez bambiar,
Vai dizer q no primeiro toque não quis me beijar,
Coração saltitante,beirando a boca.
Disparou!
Mais ao mesmo tempo se acalmou,
refletir em nós,é como ter o poder de voar,
como um vulcão em erupção sinto-me fervurar.
Em cada olhar...
Trago um abrigo nuclear,para de tão longe ti cuidar...
hoje acordei mais cedo e resolvi ti buscar,
fechei os olhos e busquei lá dentro...
o coração quis saltar,
engoli,fiz voltar...
pois sem ele não consigo sentir pulsar,
tudo aquilo q me faz desejar
Alma errada?!
Correndo
Correndo
Correndo....
Pausa prum precipício, me jogo...
Pausa prum retrato, falado...
Gritado.
É AZUL OS OLHOS DELE!!
É CASTANHO OS OLHOS DELA!!
Foi mais do que o suficiente para se formar um quadro mal traçado nos cantos, sem visão, sem razão, sem medidas.
É AMOR SIM!
Foi mais do que estranho...
Como eu vou saindo sem dar explicações? eu digo apenas que é um relato mal interpretado.
Por que?
Não sei também, querida.
Sei de tudo, menos do final...
