Versos para 18 anos
Daqui há pouco
completam dois
exaustivos anos
que o General
está preso sem
nenhuma prova,
Ele foi preso
no meio de uma
reunião pacífica.
Que ocorreu no
inesquecível dia
treze de março
que ele foi sem
nenhum motivo
à prisão levado,
repito sempre
como se repete
uma prece com
o santo rosário
doa a quem doer,
para que jamais
o esquecimento
encontre espaço.
A irmã, as filhas
e família estão
mui tristes e todos
que gostam dele
sentem a falta
que faz em liberdade,
e sem pedir licença
também sinto
como fizesse
da história parte.
Como não há
resposta sinto
muito por ele
e pela tropa,
E insisto
pelo milagre
da reconciliação
que os colocará
novamente
no caminho
da vida que foram
todos arrancados.
Da tropa e do General
que foi preso inocente
há quase dois anos
no dia treze de março
existe um poemário,
E venho contando
nas entrelinhas dos
meus versos dedicados
sobre os estilhaços
que tantos tiranos
estão a nos deixar,
Não vou parar por aí,
não posso ignorar,
É Pátria Grande
ou Pátria maior ainda.
Não há explicação
golpe é golpe,
O golpe na Bolívia
foi dado e um
informe da sucursal
do inferno que
leva como sigla
três letras a fraude
não conseguiu provar,
Não me canso
por este continente
um só minuto de gritar.
No exílio os líderes
se encontram
e estão convertidos
em milhões
que este golpe
não vão parar
de denunciar
pelo mundo e seus rincões.
Ao recordar
bem estes
seis muito
tristes anos
da partida
do Comandante,
porto a nostalgia
do princípio da
minha mocidade,
que não permite
jamais deixar
de sentir muito.
Carrego memória
e não admito
a indiferença
de sentir o fardo
da falsa acusação
contra o leal
e bom General.
Carrego o quê
dói nele em mim,
e sigo com
o sentimento
latinoamericanista
que arrebata de
forma continental.
Unidade poética,
luta entre idéias,
batalha por ideais
para irem muito
além de mil vitórias:
cada uma delas
deve vir de mãos
dadas com
a lealdade,
virtude essa
que só o amor
de verdade
ao povo pode
nos ofertar,
que bom seria
se a liberdade
voltasse ao seu lugar.
Relembro com
o peso dos anos
e o abatimento
físico do General
preso injustamente:
no final da noite
do dia primeiro,
recebi a visitação
própria desse dia
que não me permite
não parar de falar
que o mar ainda não
foi devolvido ao seu
povo de direito,
e ele por mim
não foi nenhum
pouco olvidado.
A poética diurna
não fluiu porque
chegou a notícia
de uma grave
enfermidade
que ceifou a vida
do infante com
nome de rei,
e a agressividade
alheia me roubou
com competência
por algumas horas
a minha poesia.
Por falta de moral
por parte de uns
que suscitam
o abandono
da sobriedade
corremos o risco
de viver uma
noite de agonia
prolongada mesmo
em dias de sol,
esta é a iminência
que nos encontramos,
e se quisermos que
daqui para frente
tudo de fato
seja diferente:
mudamos ou
nos entregamos
ao obscuro do ocaso.
O General continua preso
injustamente há mais
de quatros anos por causa
de uma falsa acusação
de instigação a rebelião,
e sem nenhuma previsão
de justiça simplesmente.
Há paisanos e militares
em trágica situação
igual onde as vidas
estão contando com
o milagre do encontro,
diálogo e da reconciliação.
Expresso preocupação
pela vida do velho tupamaro
em espírito de rebelião
que não come há vinte dias,
E preocupada com
as últimas notícias do que
dizem estar passando os presos
de consciência em Fuerte Tiuna
Separar os fatos é preciso,
devolver o território
à Venezuela é um imperativo
que a Corte Internacional deve
agir em nome do que é de Direito.
E no Achipo-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
(contando tudo isso e mais um pouco)
e nos outros onze tepuis habitam.
Rodeio 87 anos
Magnífica beleza fundada
em pleno Médio Vale do Itajaí,
amor tremendo por morar aqui
nesta cidade que pertence ao roteiro
do Vale Europeu Catarinense,
Dias e noites nos envolvem
e brindam com beleza infinita
iluminando lavouras de amor
deste rincão de Santa Catarina.
Rodeio amada que me brinda
com paz e eu homenageio
com fé, gratidão e poesia
por ter o privilégio ímpar
de poder continuar inspirando
e inspirada contigo sempre
por tudo o quê vejo e ouço
da virtude do teu povo herdeiro
e seguirei testemunhando.
Rodeio profunda Rodeio
cantando as canções
da nossa ancestralidade italiana
escutando o teu Canário-da-telha,
ave por esta terra eleita,
vou vivendo para escrever o poemário
da minha vida inteira sob a bênção
das tuas águas, dos montes
das florestas e do Pico do Montanhão
celebro o aniversário da sua existência
com o quê há de mais sublime no coração.
Os anos se passaram
e o florescer abundante
do amoroso Ipê-candeia
no Espírito Santo está
vivo na minha memória,
Algo me diz que juntos
nos dois faremos História.
Imigração Alemã no Brasil
(200 anos)
Os nossos antepassados
levando o azul prussiano
dos jardins de centáureas
na memória e num outro
tempo a sua Bandeira
tricolor das quais peguei
o negro, o amarelo e vermelho
para adornar o poema
feito de orgulho e esperança
desta herança florescida
em pleno Brasil Brasileiro.
Herança do povo alemão
que cruzou o azul
do Oceano Atlântico,
entregar a alma, o coração,
o sonho romântico
e construíram o Brasil como lar.
São dois séculos de imigração
alemã com muitas histórias
para contar, honrar e comemorar
a imigração alemã que elegeu
o Brasil para a vida toda entregar.
Pouco mais de oitenta
anos se passaram,
a tragédia marcha
como se fosse normal,
as tristezas da Lua
que choram pela Palestina
ninguém na Terra escuta.
Todos os monstros
que tentaram colocar
no meu coração por todos
estes anos eu fiz
questão de não alimentar,
e eu não mudei e nem vou mudar.
Sem saber quem és
sinto-me dentro
por todos estes anos
Cercada pela ausência,
e pelo seu silêncio
que fazem uma orquestra
da minh'alma, do peito,
do corpo e do pensamento.
(Poema dos sete sentidos)
O teu silêncio por anos,
a sombra envolvente,
Nunca duvidei mesmo
sem saber ao certo que tu és
e que do caos deste
mundo você me protege
como um Anjo da Guarda
me mostrando nas entrelinhas
que sou por ti muito amada.
Contaram que há
muitos anos perderam
o Birico de vista,
Ele narrava histórias
do Bumba-Meu-Boi,
Não tem problema,
quem encontrou
o desaparecido foi o poema.
Quando a reforma aconteceu, Calvino tinha apenas 9 anos de idade, não foi Lutero quem aderiu ao calvinismo, foi Calvino quem aderiu a reforma!
Os personagens da reforma são: John Wycliff (1325-1384), John Huss (1372-1415), Jerônimo Savonarola (1452-1498), conhecidos como pré-reformadores, combateram irregularidades e imoralidades do clero católico romano; já Martinho Lutero (1483-1546) foi quem colocou a reforma em curso, juntamente com Filipe Melanchton (1497-1560) e os professores de Wittemberg!!!
O calvinismo é apenas uma ramificação desajustada, deturpada e distorcida da reforma!!!
