Versos e Rimas
Em cada fio meu a longa espera...
As rimas onde te busco encontrar minha paixão tão antiga, meu sonho de primavera que o tempo nunca apagou
Poema - Meu Vício
Para fazer rimas
Sou mais um viciado
Se isso aqui é uma vacina
Estou 100% vacinado
Agora se for uma droga
Vou ficar drogado
Até pegar overdose
Eis aqui mais um viciado.
Mais um dia
Fazendo poesia
Fico a vontade
Faz parte
De noite para madrugada
As ideias são multiplicadas
Isso faz bem
Inspiração sempre vem.
É um dom divino
Um dos meus talentos
Por isso quando imagino
Já vou escrevendo
Alguns curtem e outros não
Rimo o que sai de dentro
Caneta e papel nas mãos
Isso é entretenimento.
Pelas mãos do poeta,
as palavras
saltitam felizes,
com suas rimas, emoções
e inspirações divinas.
A POESIA É A SUA PAIXÃO!
"Ela é graça!
Poesia curta e sem rimas;
Fácil de ler;
Difícil de entender..."
Haredita Angel
19.12.22
"Me chamam poeta.
Agradeço, mas poeta não sou.
Poeta se prende em prosas, rimas,
métricas, redondilhas...
Eu sou livre, irresponsável, solta!
Uso as palavras conforme sinto; e vou {...}"
Haredita Angel
30.03.18
CHICOS
O velho Chico é um poeta
Que alimenta o nordeste,
O Chico velho faz rimas,
Encanta primos e primas
Cantando histórias da vida,
Cantou a prima geny,
Idolatrou o meu guri
E ergueu sua construção
O Chico velho desce a canastra
Corre pra Bahia e pernambuco
O Chico velho viu negros,
Indios e mamelucos
Presos e mortos na ditadura
O velho chico tem uma candura
Que traz farturas e irrigação
O Chico velho já germinou
Tantos frutos no meu coração
entra pelas minhas narinas,
motivo de rimas lindas, carnificinas
e antes de mais nada, nada
sonho tanto com quase nada,
um guaraná, uma empada, o azul do céu,
satélites, andorinhas,estrelas, meteoros
misseis antas espaciais; porcos neons
o azul é o nada; e do passado a namorada
de tudo o que eu sabia;
um dia meu olhar se encontrará sozinho
a contemplar a estrela que é só uma ilusão mais nada,
assim como teus seios rijos
a espetar o ser latente na essência deste velho,
e o que é verdade entre o fogo e a água;
entre o que se bebe e o que se derrama,
nada se explica assim com tanta exatidão
que a ilusão se despe
e só nos resta a lógica fria e óbvia do nada
Sempre quando eu penso em nós dois as rimas fluem natural, sem nenhum esforço.
E penso como uma garota assim feito você, fez com que eu tirasse a corda do pescoço. Já estava sem esperança
Quase morrendo afogado no fundo do poço
É que já faz alguns meses que eu estava trancado no quarto e você tirou-me desse calabouço
Mas sempre quando eu penso em nós dois
E quando eu fecho os meus olhos sua voz eu ouço
E penso na obra de arte que foi criada em meus sonhos
E quando eu penso nisso, volto ao esboço
Moça?
Que que tá acontecendo, moça?
Terol
No meu celeiro de rimas
busquei e descobri uma
foto nossa bem antiga,
Respirei uma certa nostalgia
ao lembrar de uma noite
gauchesca que dançamos
o quase esquecido Terol,
as tuas esporas luziam,
potentes e acompanhavam
com percussão o ritmo,
e eu também te seguia,
balanço de saia de prenda
faceira no salão também é poesia.
Corrida de três pernas:
a poesia, o poema e os poetas
na direção das rimas
sem reticências nas querências
em tempo de Festa Junina
e dançando Quadrilha.
PRIMAVERA
Quando a primavera passar,
os versos insegurosdo meu poema
terão palavras vazias.
Involuntários, sem pressa,
com desdém, num gesto tímido,
sutilmente deslizarão num papel,
sem se ater com que minha alma sente.
Os seus substantivos estrangulados,
apenas se fartarão de algumas pobres rimas;
cores… resplendores… flores… amores…
Sem lamúrias, os versos indolores,
não dirão absolutamente nada,
daquilo que dilacera e queima a minha alma.
↠ Eu ↞
*
Desordenados versos e pensamentos,
miscigenam criações.
O que escrevo, inexiste julgamentos
humildemente manifesto: inspirações.
*
Frases, estrofes e rimas
são parte de percepções,
quiçá obras-primas
pela Força Divina: perfeições.
*
O pseudônimo, convenção ocasional
para expressar o cotidiano informal,
com modéstia, sem sutileza excepcional
não sou intelectual, apenas um ser normal.
" FIEIS "
Tu me darás, dos versos teus, a rima
no enredo que te faz poesia plena
conforme, a declamar, teu corpo encena
o que te torna, enfim, uma obra prima!
Assim me exposta, frágil, tão pequena,
poesia da mais alta, minha, estima
te deitarei canção posta por cima
a te exaltar no amor que nos condena.
Daremos, nós, inveja aos menestreis,
nas noites de luar, loucas, crueis,
entorpecidas das almas errantes…
Tu me darás a rima dos teus versos;
eu te darei meus textos controversos
e o tempo nos fará fieis amantes!
"JULGAMENTO"
Já fecha-me o semblante… É o julgamento
que faz dos versos fortes deste poeta
ou pela ilustração tão indiscreta
com que completo a ideia ao pensamento!
A opinião tão forte, tão seleta,
não vê a cruz me posta e o meu tormento
de aquilatar o mundo em sofrimento
e toda a insanidade que o completa.
Não quero que a poesia perca o rumo
por isso, ao lhe dar corpo, então, assumo
o risco deste julgamento errado…
O teu semblante, fecha-me em pudor
na crítica leviana a se compor
sem ver todo o teor do que postado!
Na minha adega guardo todo tipo de vinhos e versos... a situação trará a tona a garrafa que a situação exigir.
Eu não forneço nenhuma regra para que uma pessoa se torne poeta e escreva versos. E, em geral, tais regras não existem. Chama-se poeta justamente o homem que cria estas regras poéticas
