Versos de Solidão
fantasias do tempo e do espaço.
como então voar sobre o luar que sangra,
sentimentos de lagrimas esquecidas nessa vida,
sonhos esquecidos na loucura dessa existência...
crua loucura insana... diga que a magia do mundo,
começou ao amanhecer.
diga que amas
dentro da simbiose
grite uniforme da sutileza,
banida de terrenos absurdos.
unilateral de teu glamour...
seu gemidos que expressam
tua beleza purpura,
vertiginosa alucinação...
para o caos da sedução
estremece a cada estante.
do teu corpo inerte
ao delírio de gritos...
no apogeu de suas cavas,
lagrimas escorrem
num parador perdido...
nas paredes marcas do sentimento.
que esbouça um olhar vidrado
sob tal o luar cobre tua nudez...
se cala involuntariamente,
ao tal impulso que deseja...
sois o vento,
águas que corre pelos córregos
da alma,
pro os ares da solitude,
clama por glamour que lhe da a magia eterna,
dessa voz que paira sobre as planícies
aonde a matilha passa deixa parte do teu coração,
por aonde a chuvas caem... cachoeiras...
sendo tenores que voam nos pensamentos...
declarando o amor em sua vastidão...
passos se tomam com passado
entre as nuvens a luz do teu olhar,
que tanto encanta a supremacia benevolente,
as hástias do mar sorrateiro...
até a divergência que sopra por teu espirito,
dessa que é profundas decorrentes
da alma nesse momento se perde
entre laços da eternidade,
os fatos passados no ermo do destino,
mero sentimento a luzes das estrelas,
trevas, sorriso da noite doce espera...
nos braços do amor.
Nunca demorei-me num lugar
morei pouco porque morei às voltas
e nunca mobiliei um objetivo.
O apartamento comprado tinha belas texturas
combinando a força dum azul cansado com um áspero rubro
e os dois pareavam sem atenção, flácidos
em paredes de gamas opostas.
Simples janelas de alumínio,
quadradas, respingadas de tinta,
eram no entanto minha casa.
Abri-las e respirar qualquer ar
faziam-me dona de muitos limites
e eis porque viajei até aqui
como se tivesse desterrado
com uma maculada mão cuidadosa
algum fim.
Ouvi qualquer voz dizendo: “não sangre tanto”.
e outra, engasgada, que desconfiada de mim
tapava a minha boca com a exausta lama das lamentações.
Ouvir – estou vendo a alta cúpula do Desejo
que minha mão não toca por cansaço.
Deixo-me porque pisar determinada é artifício,
um soluço na câmara lacrada -
toco o vidro e ele se ergue imutável.
Contenho bem pouco em mim
e em redor só vejo o que exalo
um semblante circular em espiral
de uma voz
- só para mim -
sempre incógnita.
Dois ônibus freiam lentos
e a gente dentro se imobilizou, atenta.
Eu buscava um afeto magro para aonde fora
e voltei de mãos vazias, com sons mais vazios nas mãos.
Cantem as ruas de medo
a noite calada é de fato cínica, dúvida, e o corte no céu foi profundo!
Contei cidades, bilhetes de ônibus, pequenos pães-de-queijo
peço que mantenha-me acordada a vida, ao menos,
e uma fileira de portas de padaria pichadas
tantos nomes lá, incluindo o meu próprio
sobre os filetes amontoados de retângulos cinzas.
beijo...
amor...
demônios,
as coisas são diferentes nesse funeral...
passei por fronteiras que destino quis...
degradado sentimento...
amor suas cartas que se decompõem,
minhas lagrimas são sacrifícios
deixados cobertos por um sonho...
mesmo sabendo que desde do principio
estamos condenados...
nas profundezas...
o veneno corre minhas veias até seus lábios,
me deixe morrer em sonho de amor,
como naquela mensagem que deixou no meu coração,
que gravei em minha lapide...
Sua alma é livre ate que o inferno devora seus piores momentos,
com a falta de luz,
mundo se vê em chamas,
as labaredas são claras num coração cheio de magoas,
sem perdão para si próprio,
temores são apenas uma parcela do imenso
deslumbre que varia, das profundezas...
Vejo o extremamente seu olhar puro,
Em uma teia uma aranha de desejo,
olhar pela janela de tua alma..
partindo desse mundo...
caos da solidão transcende...
entre as estrelas...
Oportunidade para horizonte a tristeza.
Ofegante destino falta de ar...
Solitude apresente no profundo...
Entre brumas da dor.
O sentimento clama em lagrimas,
Pois profundo dessa existência
Floresce nos extintos sendo substituído,
Num extenso da essência da alma...
A vida passou para o mundo ausente.
Sobretudo nas profundezas da escuridão. Se abrange o vazio...
Sem ter vontade pelo desejo depressivo num ar comprimido..
Pelas emoções passadas...
Passarás as ostentações...
O túmulo do amor se torna distante...
Vampiros de alma,
reluto em acreditar...
preciosa, chamas da angustia...
somas do prazer,
que desvairam e desvirtuam,
na solidão ao primor a verdadeira...
nesse complemento o terror virtual...
Antes que termine o dia
Não reconhecerão o quão denso era a treva que pairava em mim.
É uma noite sem fim, apática à qualquer luminosidade.
Sou como o limbo a girar freneticamente numa bússola sem norte,
a carência de sentido encarnada em solidão.
Não me perguntem: "tudo bem?" Direi que sim.
E fingiremos todos acreditar um no outro.
Não diga que Deus há de me valer, ele não virá...
A minha solidão é um ermo habitado por pessoas alheias
que observam passivamente os vitrais foscos de um templo em ruínas.
Eu sou o templo em ruínas.
E tenho a carne lacerada pelos cacos dos vitrais.
corpo que caie sobre os mármores do tempo,
esqueço me nesse ardor da vida obscura,
diante sua face abdico com ternura profundamente,
se perde na paixão tudo parece ter um segundo de vida.
o infinito....
bem qualquer sonho revolto,
as operas das dores profundas...
num desejos do querer,
oprimo as vozes que deferi minha alma...
sobre as eras o meu infinito da escuridão...
sonhos que vejo no ínfimo atroz.
parador que sempre aparece nos
dias que tudo parece não ter sentido.
até parece ser almas que tem mesmo coração...
todos se despendem mais nunca compreende a grandeza do mundo,
ninguém sabe o que é sentir dentro do peito.
Da falta
Do improvável nasce o perturbador
Tomou dimensões insuperáveis
Massacrou enquanto pôde
Com o calor da sua presença
Partiu massacrando o que restava
Com o frio da sua ausência
Deixe Voar
Das imaturas lembranças
Hoje noites mal dormidas
Sonhos que nada valem
Das cinzas, renascença
Mas como é difícil ser Fênix
Com o frio da sua ausência
Deixe voar
Efêmeros, incontestavelmente
Da linha tênue entre amor e ódio
Você fez abismo
Lamentável avença
Que fez de mim passageiro
No frio da sua ausência
Há tanto desespero enteu olhos...
sentimentos mortos...
sem palavras...
deixo teu coração se ar..
nada expressa o terror em teus olhos,
sempre para o infinito
o amor devora teus lábios,
trêmulos pelo desejo profundo de um beijo.
Límpido espaço pra longe de céus além de palavras ao vento.
Espírito sem alma julgo por aonde passei.
A onde senti realmente foi que vi.
Sobre os ares do tempo escuro nos teores dessa vida.
Ares sobre luar do esquecimento profunda morte...
Relapsos seres doloridos, por tanto que clamei,
Foste se no que lembrei me, por lagrimas,
Repouso nos dizeres pois tudo que tive,
Nas arestas do tempo há poeira infinita,
Bem querer sob os teres do teu luar,
Bom do teu ser sois as profundezas...
Neste que o caos da escuridão espalha se...
Em tais sua voz espalha pelas estrelas,
Que conheço nesta vida entre outras
Palhas do sentimento, se doma
Nessa singularidade que passou a cada devaneio,
Espeço, meros tons de cinza,que se passam a...ilusão.
Desta, que a dor exclama o amor.
