Versos de mim para mim mesma
Costumo dizer a mim mesma que nada é impossível, mas uma boa parcela de coisas são improváveis. A questão é viver sem os pés no chão ou não se dispersar da realidade. A resposta é o meio-termo, que nesse caso assume o nome de equilíbrio.
São coisas minhas, planos que fiz há anos... E eu disse a mim mesma não abandone o barco. Fracassei.
Eu tava tão confiante em mim mesma que de uma hora para outra tudo desabou, fiquei tonta, cai e to no chão. Não queira sentir essa sensação é horrível. Me sinto sozinha, incomodada, traída por mim mesma, me sinto pesada parece que chorar me alivia de alguma forma, mas parece que cair não é o bastante pra aprender que cair toda hora não é um sinal de fraqueza mais sim um sinal de coragem e força para levantar.
E quantas vezes pensei em parar? E quantas vezes perguntei a mim mesma se valeria a pena? Muitas foram às duvidas que tive diante das dificuldades e muitas também foram as noites cheias de choro e soluços devido as minhas fraquezas. Escolhas mal feitas, sonhos perdidos e inalcançáveis, sentimentos partidos, incapacidade, i-rres-pon-sa-bi-li-da-des. Muitas vezes me julguei forte, mas era apenas uma forma de enganar o meu ego. Sou frágil. Por dentro sou apenas caco. Eu quero ir além de onde imaginei chegar, mas eu também tenho medo. O novo me fascina tanto quanto me perturba. É como o brilho de uma luz muito forte, onde não sei se fico só admirando de longe ou se a tento tocar.
Eu pensei que precisava de muito, mas não preciso,o pouco de amor que tenho por mim mesma é suficiente!
Eu guardei os relógios. Escondi de mim mesma que o tempo passava. Não queria perder a imagem antiga. Então achei mais fácil fechar os olhos. Sorri enquanto chorava, para misturar as sensações. Corri para estar aonde queria, e descobri que estive o tempo todo no mesmo lugar. Escondi numa caixa tudo que me lembrasse o seu sorriso, e na verdade, acho que foi isso que me fez chorar. Mas eu ainda sabia onde você estava. Onde o sol se punha, e o motivo pelo qual eu me escondia. Eu nem mesmo fiz esforços pra esconder de você o quanto sua presença me causava borboletas no estômago, mas agora, elas precisam de liberdade.
Eu perdi um pedaço no mar. No mar que sou eu, eu me perdi em mim mesma. Estou me sentindo afogada. Afogada em uma coisa que eu não sei o que é, mas quase parece medo. Acontece, que eu não aguento mais remar e desaprendi a nadar. Essa é a coisa mais triste a se fazer, desistir. Mas eu desisto, não suporto mais ter apenas um coração e todo o sentimento do mundo.
Sinto um acrescimo de estima por mim mesma. Sinto variadas sensações. Cada hora tem seu encanto e assim o tempo se vai! Eu quase me desespero sem nenhum motivo importante. Isso me confunde, sinto medo... Eu sei que irei encontrar o meu caminho.
"O meu maior desafio é convencer a mim mesma, todos os dias, de que as batalhas são o meu passaporte para a vitória".
Quando não estás aqui sinto falta de mim mesma. Sinto falta das brigas, das birras, dos gritos. Penso que pode ter alguém no meu lugar.
Sou como quero ser. Ouso sonhar meu próprio sonho. Ouço os outros, mas dependo apenas de mim mesma para tomar as decisões. Vivo minha própria vida, e não a dos outros. Como diz Renato Teixeira em seu Tocando em Frente, que compôs com Almir Sater: “Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o do de ser capaz, e ser feliz”.
Estou aprisionada em mim mesma, aprisionada nesse corpo e em meus pensamentos, minha alma está sentenciada a esse corpo e a esse mundo, um corpo reprimido e sofredor, não entendo como o mundo pode ser tão cruel, tão frio e sombrio, mas talvez não seja o mundo o problema e tudo, mas sim as pessoas que o habita, sinto pena do mundo em ser obrigado a abrigar tantas almas cruéis e sombrias, as pessoas se orgulham de suas maldades e de suas atitudes repugnante, essas mesmas pessoas cruéis criticam o mundo, os anjos e demônios, quando na verdade ela são os demônios, demônios cruéis e insensíveis, idiota somos nós em termos medo da morte, pois ela é a única saída que nos liberta desse mundo, ela é a única que nós pega no colo nos salvando disso tudo, ela é a chave para sair desse lado incompreendido e vergonhoso chamado humanidade.
Não estou fugindo de você, estou fugindo de mim mesma, fugindo dos meus medos, dos meus erros, da hipocresia, da falsidade, da certeza que tudo está errado e da minha fraqueza de não conseguir lutar pelo que desejo, preciso e acredito para ser feliz.
Prometi não me iludir; disse a mim mesma para resistir. Mas quer saber? Esse seu sorriso bobo, a cada dia que passa, faz meu coração palpitar e perceber que aquela ‘promessa’ já não vale mais absolutamente nada.
