Versos de Amor Autor Desconhecido
Quem escreve não deixa de ser cantor,
quem escreve canta baixinho...
Se você quer o seu amor, cante,
Não tenha medo de escrever,
Espalhe o seu fulgor...
Quem escreve não deixa de ser poeta,
quem escreve até pensando que não é.
Acaba escrevendo tanto - que acaba
virando - o quê não era: poeta.
Quem escreve não deixa de experimentar,
quem escreve aprende um dia o que é amar...
Se você quer o seu amor ame, arrisque,
Porque se você não se arriscar,
Não saberás se valeu a pena navegar...
O amor não deixa de ser um oceano,
ser poeta é também ser navegador...
Ame e continue tentando,
até você encontrar o seu amor.
O amor está aqui e por todo lugar,
basta você me olhar,
Estou na serra, no sertão e no mar,
sou noite estrelada e com luar;
Nasci para ser sua, nasci para te amar.
Eternizo nesse libelo a cor do nosso amor,
Elixir vindo através da tranquila maresia,
Espraiando em nós a mais íntima poesia;
Em letras corridas, escritas com louvor,
Sopra carinhosamente a brisa do mar...
O poente vem aconchegando a gente,
Assim vou te trazendo alegremente,
Tenho você para me fazer carinho,
Amar, deleitar-me e fazer sorrir
- simplesmente -
E sem nenhum motivo [aparente]...
Escrever para nós só se for com alegria,
Até na mais profunda nostalgia;
Caso um dia, queiras ir,
O teu coração procure de novo
Sempre pelo meu sorrir.
Quem escreve poesia recebeu o dom
Da sensibilidade para fazer
O outro amar mais do que amar,
E ser capaz de atingir até a eternidade
Tendo a coragem de cantar a saudade,
Vivendo a vida em plenitude,
Para se orgulhar do amor
Que sente de [verdade].
Eu tenho explicação para tudo,
E também o maior amor do mundo.
O teu sorriso esboçado denuncia,
Que mora em mim a tua alegria.
Eu tenho a solução para tudo,
Vestida de letras e de poemas.
O teu abraço me procura,
Falta na tua vida a minha ternura.
Eu sou a tua vida, o teu mundo,
A fera dentre as feras: a mais bela.
O teu traço sempre relembra,
Faz de mim eterna: a tua prenda.
Eu sou o tempo que não passou,
Talvez a mulher que você mais amou.
O tempo evidencia a insatisfação
Por não ter-me ao teu lado,
Passaram-se os anos e o fogo da paixão
Só aumenta de forma incontestável;
Porque me desejas eternamente perto
Com o meu corpo ao teu colado.
Dos teus olhos cheios de mar
do amor que mora em nós dois,
Temos um destino a cumprir
a vida para viver sorrindo,
O amor não vivido para cultivar.
Verdade, céu, inferno e amar,
no teu coração eu vou chegar.
Demos as mãos, vamos seguir
a vida não há de atentar...,
O Universo irá sereno se abrir.
Dos beijos que eu não lhe dei,
eu vou em versos contar:
- Meu delírio em noite de luar
Berço esplêndido de amar,
Riacho imenso e límpido;
É este corpo feito para navegar.
O amor virá para sempre ficar,
ainda que mui menino,
Tão lindo moreno e poeta do mar,
és meu seguro e secreto refúgio,
Doçura de (arrebatar),
Espero que venhas em breve,
Fazendo não só a dedicatória,
Escrevendo o meu poema
E me tirando para dançar.
Ao poeta do mar...
O céu se desdobra em luzes,
O amor se enfeita de brilho,
A alma se abre de satisfação,
Conhecendo a origem de tudo
Em busca da felicidade,
E de um país que trata bem
A sua gente e a sua flora,
Em honra de tudo o quê foi,
E daquilo que será construído;
E será pelo seu povo amado.
O Sol acariciando as plantações,
E deslizando nas montanhas...,
O herói voltando às origens
E se aproximando das estrelas...,
O coração batendo emocionado
Diante do cortejo das borboletas.
A Lua dançando nas emoções,
É chegada a eterna primavera...,
A estação das maiores sensações,
O Universo conspirando a favor...,
- de nós dois -
Nos aproximará com a força do amor,
- que aceita -
Imensamente da forma que ele vier,
- mansamente -
Fazendo de mim a tua amada mulher.
Parte da minha natureza é tua:
Sou estranho delírio de amor,
Que se declara, e se insinua
No meio de um banho de chuva.
Gotas de chuva deslizam em mim:
Sou brasa declarada que queima,
Que na tua pele insiste - teima
Em cair em completa perdição
Cresci, e o meu nome é paixão.
Porque de tanto lhe desejar,
Respiro de tanto lhe querer,
Escrevo um tanto por nós,
Resolvi te desvendar...
Gotas de chuva amainam em mim:
Sou letra que não se sonega - teima,
Que quando se perde, se encontra
Vira e se desvira - solicita
Reza, espera, confia e vira poesia.
Respirando a brisa noturna,
E a leveza de todo o amor;
Olhei para o universo,
Procurando pelo meu amor.
Ainda vive no peito,
Nem o tempo acabou,
Com esse grande amor,
Que um dia ainda toma jeito.
O verbo se fez presente,
Emanado pelo coração,
Pedindo o teu amor ausente,
A tua volta através da oração.
As estrelas são letras do céu
Como as tuas letras feitas de mel,
Você é a calma que me falta
Sem você perco até a alma.
Ainda vive aqui dentro
Como rosas de todas as cores,
A lembrança e o soneto.
Por ti ainda morro de amores,
Mas sempre em poesia,
Nascendo, morrendo e ressuscitando
Em letras e com todas a letras,
Para que me guardes e nunca me esqueças.
Um sopro de amor
Um barulhinho do mar
Gostinho de tardinha
Pairando leve pelo ar
Tardinha de brisa
Cheiro de amor
Carinho a tardinha
Em pleno fragor
Tardinha sertaneja
De ternura e beleza
Colocando na mesa
A doçura de amor
Tardinha tão suave
Tão sua e tão minha
Tardinha, ai que maldade!
Já está deixando saudade...
Percebo o amor chegando macio,
Bem devagarzinho, ao jeito,
Ao ponto de me fazer crer nele,
E no universo íntimo e acalorado.
Eu busco no calor das tuas mãos,
No aconchego das tuas letras,
Ser mulher, ser poesia e ser alma;
Ser tua – nua – e com muita calma.
Sinto como nunca tivesse ido,
Bem devagarzinho, ao ponto,
É o jeito de me fazer crer nele,
E no juramento sussurrado.
Eu busco no calor do teu peito,
O alento que só ele pode dar,
No ritmo do teu jeito de amar,
Não canso de te buscar...
Amar é condição que se assume,
- é sopro de vida – é existir;
Um doce viver para alguém,
É dádiva de querer além do Bem.
Amar é santidade,
- liberdade
De viver de eternidade.
Amar é sobriedade,
- liberdade
De viver além da felicidade.
Dulcíssimo sonho de amor,
Sigo contigo com louvor,
O meu coração ainda estremece,
- Por ti, só por ti!-
Fui que eu te escolhi,
Entreguei o melhor de mim,
Para você eu só digo sim,
Meu doce serafim,
Quero você inteiro para mim.
Ainda há de pousares como
ave gentil em minha mão,
Quero o teu coração!...
Ainda hei de ser tua
com sutil destreza,
E com toda a grandeza...
Temos todas as potências,
Recebemos todas as clemências,
Deus sempre perdoa um amor,
Trago em mim a tua cor morena,
Divina miragem que não dissipa
- e ninguém apaga
Loucura serena que me excita,
- e me deixa suplicante
Vou fugir contigo para uma terra distante...
Plantei amor
no coração de
um pássaro de
rara plumagem,
É por ele que
aguardo acima
dos séculos,
para dar
o sobrevoo
e o mergulho
no oceano
da paixão.
Mantenho
a alma
recatada
em secreto
para não
dar pistas
do nome dele,
Porque no fundo
sinto que sou
respondida
mesmo sem
estar ao lado
porque no peito
ocupo espaço.
De Alotaiba
os mais lindos
versos peguei
emprestados,
Consagrarei
os nossos mais
augustos passos;
Não buscarei
o porquê do destino
ter pregado a peça
de desejar viver
entre os nossos
futuros abraços.
No meu universo
em turbilhão
te protejo meu
amor de rendição.
Te querer por
perto pode
ser grande
tal ambição,
mas não vou
deixar perder.
No meu jardim
em silenciação
te faço meu
amor em flutuação.
Te querer por
cada segundo
e instante
por ser grande
tal adoração,
sou tua antes
de sequer
imaginado,
eu te sinto
todo o dia
mais apaixonado.
Uma mulher
para impressionar
um homem
não precisa
de muito,
basta um
sorriso no rosto,
amor no coração
e seja qual for
a ocasião
estar vestida
de qualquer poesia.
Você me fez crer nisso...
E assim você me disse:
- O mundo é pequeno demais
para quem não desiste.
Se tenho inspiração
pelo corpo todo
eu não sei,
mas sei que o quê
faço bem é escrever,
e resto só conto
quando eu te ter.
Você me fez pensar em você...
Deslumbrantemente,
quem enxerga
beleza no caminho
merece me ter,
Pois é desse jeito
exato que você
irá me trazer.
Eu te desejo
de uma forma
indescritível:
com ou sem
perfume,
fome de amor
e sabor de festa.
Você sabe
que eu sonho
virando
a última página,
e escrevendo
[a nossa]
daqui para frente
irreversivelmente.
Eu não sei
o seu nome,
Não sei onde
você mora,
Não sei da onde
você virá,
Não sei quando
e de que forma virá,
Mas só sei de uma coisa:
já fazes uma diferença
e uma falta danada.
Você sabe
que eu te desejo
arcando
com as últimas
consequências
de me dobrar
por você.
Póstero a se evidenciar
teleologicamente:
O quê você sente,
aquilo que escrevo
E nas horas embalar
o desejo a transbordar
Aquilo que sentimos
silenciosamente.
A poética
sobrevivente
É nascida
do amor
Romântico
persistente,
É assim
que registro
O amor
que guardo,
O amor
dos outros,
E aquilo
que sonho
Inequivocamente.
O romantismo
segue
É resistência
de amor,
É luzeiro
na escuridão
A orientar
o coração
Intrépido
surpreendente
A revelar
intensamente
A verdade
na imensidão.
A explicação
feita
É notícia
de amor,
É passageira
no destino
A desembarcar
na estação
A reverenciar
o encontro,
Previsto
encantadoramente
E escrever
concretamente
A história
Apaixonadamente.
Porque eu sei que um dia você virá ou eu irei para ficar.
Por ser quem eu sou,
de ti só pedi segurança;
Para não ficar como estou.
Por amor eu te esperei,
e também fui atrás,
Nunca nos desperdicei.
Por amor quis te proteger
da maldade do mundo,
Mas você não quis entender.
Por amor eu me distanciei,
e corri para nos salvar,
Mas você não quis explicar.
Por ser esse o meu dom,
se eu tiver de elevar tom
de voz sempre será poético.
Por ser feita de amor,
se eu tiver de ser bravura,
Não vou perder a doçura.
Por ter alma e pele,
só preciso despir-me,
O desejo ainda verte.
Na vida não te esqueças:
que a poesia não precisa
de voz para elevar o tom,
(Ela conta com as letras).
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não pede tempo,
E nem perde tempo;
Todo o tempo é tempo de amor,
O amor constrói o seu templo.
Não quero e não permito
O meu coração ser ferido,
Por ti dei o melhor de mim,
E você não se fez esclarecido.
Não quero, não devo e não posso
De novo contigo me enganar,
Já passou tempo o suficiente,
E comigo você não quis falar.
Quando se ama verdadeiramente,
O amor não fere o sentimento,
E nem busca reafirmação;
Toda a cortesia é anseio,
Que o amor busca como meio.
Não quero o amor que me ame
porque precisa de mim,
O meu coração quer o amor
De alguém que precise
De mim porque me ame.
Não tenho outro meio
De internamente me curar,
Se comigo não quer falar,
A minha poesia só faz te julgar.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem sentido!
Porque quem deseja algo
- concreto -
Faz do diálogo um jeito
De fazer o tempo aberto
Para nadar em mar calmo.
Venha, e fale comigo:
- Se só o amor tem razão!
Porque quem deseja amor
- verdadeiro -
É sobretudo, objetivo!
Não dá para adivinhar,
Se você não falar comigo.
Não dá para varrer
- os teus receios -
Se não abrir o caminho.
Você não está comigo,
Daí o desespero!
Porque amar é muito,
Ser amada é importante,
Para me fortalecer,
E me fazer invencível:
Quero tê-lo embevecido!
A nossa língua é a língua do amor,
A língua que traduz os significados
- mais [complexos],
Ela que nos uniu e nos embala...
Sussurrada até a madrugada,
E bem encaixada à espera da alvorada;
Doce vate é o nome!...
A tua alegria de homem torna-me
Tua e ainda mais encantada...
Porque dos teus beijos,
Eu exijo os mais melosos...
E faço versos adocicados para estar,
Contigo embalada nas paisagens
Mais bucólicas e integrada nos teus
- cenários [urbanos]...
Entrei na sua vida para fazê-lo feliz,
- e sem [enganos]...
Você despertou os desejos mais deliciosos.
Ao sabor do vento do destino,
Vejo que voltaste a ser menino,
Nunca li nada tão [lindo],
Um verso escrito num bilhete
Apoiado sobre a minha escrivaninha:
"À essa menina, moça, mulher
Que nos encanta, uma lembrança."
É assim que faz a poesia da vida:
Ela vai sendo desenhada por nossas carícias...
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia houvesse
Salvação para o amor;
É porque nunca deixou
De ser e viver o [amor...
Por triste desventura
Não houve salvação
Para o [amor
É porque era [tudo]
Só não era [amor].
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia viesse
Abandonar esse amor;
É porque tu desertou
De ser e viver de [amor.
Distraí-me com o 'amor'
E o tempo passou,
O 'amor' era dos outros,
Só não era o teu;
O destino comprometeu,
E o tempo passou,
É porque o teu amor
Nunca me pertenceu.
