Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Sincronia
O eu
Lírico
O eu
Do poema
O eu
Que
Não sou
Eu
Intrigante
Instigante
O eu
Do tempo
Singular
Lírico
Eu
O eu
Do poema
Que
Não sou
Eu
Eu
Que não sei
O que sou
Poema rouco
Eu gritei te amo
Eu gritei te amo.
Então pensei, acho que fiquei louco.
Eu gritei de novo
Eu gritei de novo.
A voz não saiu, acho que fiquei rouco.
Nesse poema eu falaria das
folhinhas que se banham de sol,
dum pedacin de céu ou até
mesmo duma nuvenzinha.
Eu falaria de um mar de amor,
das coisas tuas no meu coração.
Mas nesse poema eu só vou falar,
que eu queria beijar sua mão.
confissão
Cada poema uma
lágrima... Meus sentimentos em pequenas palavras, palavras quais gastei para dizer que te amava.
Todas as noites um poema nas quais escondia meu coração...
Me predi mais uma vez quando eu notei que me abandonasse, na escuridão.
POEMA DE MANHÃ (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A frágil madrugada de luz da manhã
Vacilante... Trêmula... Contraditória...
Tudo re-nasce...
Tudo nasce...
Traz consigo o destino da semente
Vencendo o medo e a morte
O que nos coube viver
Vamos viver o dia-a-dia
Sem a noção do tempo
Dia e noite...
Vida e morte...
Luta e esperança...
Trovando
Meu poema não soa triste,
não sou poeta triste, não !
apenas retrato o que existe
pelas plagas deste mundão
Minha casa, é uma forma de poema
Os pisos são simples, as paredes simples a quem olhar
Um dia de vida, aqui é história
Vejo as ondas do ordinário
As manhãs nas janelas trêmulas
Sentimos que o ano passou!
O que é a vida?
Naturalmente, os muros maiores que as janelas,
Mas a luz que vem do alto,
a todos podem alcançar.
§
A poesia,
é o ar que nos humaniza,
potencializa, a eternidade que habita em nós.
o poema é um consolo
uma casa de hóspede,
a voz de um outro lugar,
um apelo espiritual
POEMA PARA O VIOLÃO:
A poesia que nasce
Das cordas do coração
É sentimento que freme
Num turbilhão de emoção
Confunde-se ao som da gaita
Ao oco da solidão.
É como se fosse a lira
De uma nova paixão
Repicada nos acordes
Desse comboio de cordas
Que se chama violão.
POEMA TRISTE:
Quando me procurar
E não me encontrar
Deveras se fará tarde
Não chores!
Nem muito alarde...
Deixeis que o tempo enterre
As mágoas, as intempéries,
Aos sonhos que não se mede
Risos que antecedem
Soluços que há de vir.
Ah!...
Quando me procurar
E não me encontrar
Verás que a tudo inexiste
E assim eu te escrevi
Esse poema triste.
