Verso com o Tema te quero
Há dias que não quero falar. Apenas ficar quieto, no meu próprio mundo. Um caminho solitário que poucos entendem a complexidade do ser humano.
Quero está com você 24 horas por dia por que 12 horas é pouco, Quero está ao seu lado o resto da minha vida por que 1 dia é pouco. Ficar longe de você é ruim demais, não aguento mais essa solidão que sido dentro do meu coração. Minha outra metade está em você princesa.
Hoje eu quero brincar de ser criança, para que na balança de vida eu recupere um pouco de minha inocência.
De vez em quando é felicidade, volta e meia vontade, em outras saudade. Agora, por exemplo, só quero o silêncio de um sorriso, que me lace, abrace e não largue mais.
Quero beber todas! Sim, como o peru que é sacrificado a cada Natal. Que eu saiba não vou ser sacrificada, mas esse apagar das luzes da ribalta do ano que finda me deprime. A cada espetáculo encerrado depois de longos 365 dias em cartaz, mesmo que não tenha sido em sua maior parte romântico, cômico e encerre muito mais de drama em si, me deixa melancólica. Mesmo já vislumbrando as luzes da nova peça que entrará em cartaz daqui a pouquíssimos dias, onde poderei escrever uma história inédita, escolhendo as personagens que contracenarão comigo e escolhendo o papel que quero desempenhar, mesmo assim me deprimo. Não sei explicar e nem tenho a pretensão de conseguir, só estou extravasando o meu sentimento.
Eu não quero morrer com a morte, findar com a matéria, fenecer com o fim, nem quero acreditar em fim, quero viver depois da morte, mesmo que não mais em meu corpo, mas que eu viva em sua memoria, que eu respire em folhas e em narizes alheios, não quero parar num dia qualquer e simplesmente esquecer e ser esquecido, quero criar confusão se necessário for para que a minha confusão não saia de outras cabeças, dos que ouvem, que veem, que leem, que discutem, que relembram, que recordam, que vasculham, quero ser o inicio do recomeço, ser o certo do contrario, por que eu não morrerei jamais enquanto acreditar que a morte não existe, o que existe é a obscuridade na visão dos que apenas coexistem.
