Veredas
Pelas veredas outonais, olhos âmbares
seguem a ternura dos lilases d'alma
em sincronia com os passos dados
sem rebeldia, pintando a calma
Estradas, caminhos, veredas e trilhas... não importa qual eu tenho que percorrer; desde que me leve até você.
Resolvi não querer sofrer mais, talvez vagar pelas veredas... Sem destino, refletir este amor que não fez bem.
E poder me encontrar de novo, pra quem sabe um dia poder ser feliz!
Sigo sozinha pelas veredas da vida... Nunca pensei que seria fácil mas não precisava ser tão difícil. Há muito entendi que minha vida só depende de mim... E a cada dia que passa só aumenta minha convicção a este respeito... Continuarei seguindo minha estrada... Estendendo à mão a quem eu puder apoiar... Tropeço, caio... Sacudo à poeira e sigo... Continuo caminhando....
Meu nome é persistência...
Encontrou a paz.
Andando por aí no amanhecer,
era apenas um caminhante,
em veredas que ele mesmo criou,
quanto tempo não se sentia assim,
em um deleito, um agrado,
cantarolando, sem rumo,sem direção,
observando as florescências,
em um tempo de lazer e desobrigações.
Não era como antes,
um viajante em meio à tempestade,
escondido em um lugar profundo,
de silêncio e solidão,
lugar escuro, e assustador,
fugindo dos monstros, da depressão.
Paladina Sinfônica
Ouço os sinos da alvorada tocando
Um som lúgubre ecoa nas veredas
No céu contemplo ninfas sapateando
E ao longe os anjos tecendo sedas
Tu és a mais perfeita das fantasias
Um genuíno oásis de passividade
Ostentando cânticos de melosas sinfonias
Transmitindo a mais absoluta sublimidade
Na flor mais rara está sua aura
Que acolhe o universo com ardor
Expelindo gotas da areia fauna
No supremo santuário do louvor
Eternamente estará a vagar
No mundo infinito do amanhecer
Semeando pó estelar e ventos puritanos
Sua insigne imagem me faz suspirar
Sonhando tocá-la no clarão do anoitecer
Embriagado com o cálice dos tiranos
Caminhei pelas veredas do inferno. Enquanto ali me encontrava em busca da saída, minhas ações vinham á minha mente. Um misto de angústias, arrependimentos, culpas, se faziam presentes dentro do meu ser. O ar insuportável e sufocante ofuscavam-me a visão bem como me causavam náuseas e faltar de ar. A pergunta que atormentava minha mente, era minha agóis companheira : o que que eu fiz de errado? Continuava eu a procura de uma saída, e já exausto, ofegante, confuso, sem esperanças; já um pouco à frente um imenso portal se abria. Juntamente com esse portal um ser imenso de uma luz intensa, empunhando uma lança apontada para minha direção transpassava-me o coração. Não foi dor que senti naquele momento, mas sim como se algo exvaísse de dentro de mim. Conclui : morri ! Acabou-se todo meu tormento ! Enquanto isso a lança era retirada de dentro do meu coração, e percebi que ainda me mantinha de pé. O imenso ser repousando a lança ao seu lado disse-me : Não procure a perfeição, nem tão pouco respostas que não existem, apenas se perdoe arrependendo-se daquilo que te faz mal. Tornar-vos ei um novo ser com esta feita. Aos poucos a luz que acompanhava o imenso ser foi se dissipando. Fiquei estático, nada disse, pois diante de mim , com a luz não mais presente, estava eu mesmo, tal qual um reflexo no espelho. Antes de ir embora aquele ser disse-me : este diante de ti sois tu agora, aquele que transpassou a lança em vosso coração; sois vós após se perdoar. Uma porta se abriu diante de meus olhos e vislumbrei a saída daquele lugar.
J A S Oliveira
Sentido voltado ao acaso
Frias veredas de solidão
Busca-se certo entendimento aplicado
Ainda que em vão!
Aplica-se expectativa em demasia
Contraria o desejo.
A paciência se espira
Como leve brisa de um beijo.
Pulsa o soneto firme de outrora
Sutis, sublimes batidas apavoram!
Vibra em intensidade sussurrante,
As marcas de um amor errante.
Frida
Guia-me por tuas veredas,
Oh teimosa Dama da lua
Distante dos alicerces morais
Fizeste das tuas verdades
O sangue derramado ,
Pela tua pele nua.
Despida de pudores,
Dona do seu ser,
Pintantes em telas as dores
Suas dores, tão intensas no viver.
Verde, branco e vermelho
De todas as cores pintastes teus gritos
Gritos de uma sociedade enclausurada
Emancipada pelo teu olhar sentido.
Oh teimosa Dama da lua.
Tua arte vibrante permanece
Distante da beleza raza
Profunda em alma e Poesia.
Nas veredas da vida
A liberdade é poeira
Só os pensamentos voam
Os sonhos dançam com o vento...
Cada um constrói o seu cativeiro
E paga por cada segundo da existência
O custo da vida
É a própria vida...
Brando fascínio que conduz.
Veredas imaculadas, enfeitiçam.
Cativas almas em seu caminhar.
Aos pés leva as incautas criaturas, apanhadas.
No mister do combinar, receita, sedução.
Pontiaguda, ácida e perspicaz.
Personalidade única.
Render-se, fato inevitável.
A todo que fitar.
Tamanha doçura deste olhar.
Por mais distantes que sejam
as veredas por onde caminhamos,
como uma árvore de muitos ramos
Sempre estaremos conectados por raízes
Repletos de lembranças felizes,
De ensinamentos
que nos ajudaram a ser quem somos
De um pai, que a nós estará ligado,
onde quer que estejamos.
APRENDENDO DE LINCOLN
Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. —Provérbios 3:6
O dia que antecedeu ao seu 52.° aniversário, Abraham Lincoln deixou Springfield, Illinois, para tornar-se Presidente dos EUA. Com a ameaça de uma guerra civil no horizonte, ele se despediu de seus amigos e vizinhos que vieram vê-lo partir, e lhes disse: “Eu estou indo embora, não sabendo quando, ou se eu voltarei, tendo diante de mim uma tarefa maior do que aquela que o Presidente Washington teve sobre ele. Sem a assistência do mesmo Ser Divino que sempre cuidou dele, eu não posso ter sucesso. Mas com esta assistência, não irei falhar. Confio nele que pode ir comigo e permanecer com vocês e estar em todo lugar para o bem, vamos esperar confiantemente que tudo ficará bem. Recomendo-lhes aos Seus cuidados e espero que vocês em suas orações também me recomendarão a Ele, assim me despeço de vocês”.
A confiança de Lincoln ao esperar em Deus por orientação e forças reflete a instrução de Salomão: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:5-6).
Neste segundo centenário de aniversário do nascimento de Lincoln, celebramos a sua amabilidade, integridade e coragem. Dele também podemos aprender como enfrentar um futuro temeroso, com esperança confiante no Senhor. —DCM
Viver sem confiar em Deus é como dirigir no nevoeiro. David C. McCasland
Vejo o mundo levando a humanidade pelo caminho escuro da alma. Sua escuridão cobri as veredas que a leva ao caminho do amor, e seus passos se perdem nas trevas. Pois quem caminha na escuridão, não consegue se vê, não é visto, e nem vê mais nada.
Resisto.
Avanço por entre as veredas.
sou como a névoa, meu bem.
que desaparece num breve instante
mas insiste, e não desiste
pois só de amor sou composto
e sempre hei de ressurgir
mais forte dentro de ti
pois ali é meu lugar, para sempre
no seu coração.
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