Verão
Serei o sopro de vento em seu rosto em um dia de verão, a mão que te segura para não cair ao chão, o ombro para apoiar e não se machucar.
Serei aquele para te ouvir e te apoiar, um amigo um amante para todos os instantes.
Serei seus olhos e ouvidos quando for preciso, serei terra, serei mar, serei tudo que precisar.
Só te peço uma coisa, vamos sempre nos amar!
Sergio Fornasari
É sempre inverno no coração de quem escreve. Mas foi no verão que fiz amor com a poesia. Eu quis trancar todas as minhas assombrações no guarda roupas. Couberam as lembranças, as cartas ridículas, a saudade, o ócio. Foi difícil fazê-las entrar. Tranquei até a alma que te dei. Eu desenhei todo o meu amor nos papeis que estão na gaveta e que você não leu. Eu me desfiz de todas as roupas com seu cheiro. Desfiz-me das telas, tintas e pincéis que usei para retratar sua barba. Ah! Minha excitação por barba, você provocou. Agora meus pensamentos são ondas de ócio num mar de mesmice. Eu me perdi dentro de mim mesma só para estar despedaçada nos lugares mais improváveis. Eu estava no seu bolso, no galho de árvore que aponta pra sua janela, no ponteiro do relógio, no corrimão da escada da saída de emergência, na estante atrás dos livros, e até dentro, na página em branco. Veja quanta coisa há nesse guarda roupas, virou uma prisão de sentimentos, cores e intensidade num volume extraordinariamente proporcional ao que eu tenho no meu peito. Escute o barulho que eles fazem, já não consigo mais dormir á noite. E nem me atrevo a citar seu nome. Seria ensurdecedor. Permita que eu compartilhe contigo a luta que travei comigo mesma para voltar a ser alguém normal. Entenda que a saudade me bate, violenta, imperdoável. Eu tento contê-la. Tudo isso é pesado demais pra mim. A minha lanterna ilumina o chão que pisarei, pois o caminho já percorrido me fez calos nos pés. Você me fez calos, a dor me calou, só a poesia me salvou.
[Das coisas que fugiram do meu guarda roupa]
não preciso
nos dias de verão
o céu era azul brilhante
eu e você estavamos juntos
indo adiante
mas vi você partir de repente
vi você me deixar só
vi meu corpo derreter
vi ele virar pó
quando tentei te esquecer
vi que eu pensava muito em você
e a cada dia, eu sabia
que nunca te deixaria, que você nunca me deixaria
porque de uma certa forma
você ainda está comigo
está dentro do meu coração
e isso é um castigo
parabéns, você conseguiu
destruiu meu coração
e não me disse nada
nem pediu perdão
mas não se preucupe
pode ir embora
não irei mplorar pra você ficar
mas você tem que ir agora
A vitória que todos verão vem das lutas que você passa em secreto, mas que Deus cuidadosamente te capacita para vencê-las!
"Lembro daquela tarde de verão, nós dois juntos na areia da praia, caminhando de mãos dadas, vendo o sol a admirar, com um sorriso estampado no rosto, um amor que nos dava gosto, com a felicidade escrita nos olhos, onde palavras não podiam explicar".
É um crime educacional os alunos gastarem anos conhecendo o pequeno átomo que jamais verão e o imenso espaço se jamais pisarão e não gastarem minutos conhecendo o planeta psíquico que pulsa dentro deles e o planeta social que pulsa fora. Eles devem aprender como se forma o pensamento e como se formam os pensadores, como atuar em seu psiquismo e como atuar no teatro social..
CHEGANDO O VERÃO
Mas não venha tão calorento
Venha com chuvas brandas
Com bons entretenimentos
E brisas que os dias abranda...
mel - ((*_*))
“Quero ser aquela andorinha que bate de ninho em ninho para mostrar as outras a importância do verão, por quê como ja um dia fora dito, uma só andorinha não faz verão.”
Amor
O meu ser procura-te delirantemente
Nas frias noites de inverno, nos dias
Quentes de verão, nas tardes de primavera
Sem ti não vivo, mas isso tu já sabes.
Depois de um verão tempestuoso, a vida me ensina que ela pode ser mesmo dividida em três fases: questionar, aceitar e agradecer. Nesse momento posso dizer que vivenciei todas elas. Senti, durante esses meses, as coisas caminharem assim. Foram escolhas, erros, perdas, aceitações e agradecimentos. A realidade veio bem de mansinho para não assustar, para que tudo fosse compreendido da melhor forma possível. A realidade é que somos humanos, e somos feitos de urgências, mas o melhor da vida mora mesmo é na calmaria.
As cores vibrantes se vão ao final do verão
As áridas noites de outono secam as
lagrimas da linda cerejeira, e restam apenas folhas secas.
Mês a mês, aguarda, silente, sem cores, sem vida.
Assim também é a vida da senhora frígida,
que há muito não ama ninguém,
e esquece-se das tardes lindas que um dia teve,
e aguarda, silente, sem amor, sem vida.
O jovem virtuoso descontente com o presente,
prende-se no futuro, passa a vida desbravando o novo,
mas enfim, ficará velho, frágil, solitário, e perderá o tempo, aguardando, silente, desesperançoso, sem vida.
Não se sabe ao certo o que aguardar, mas aguardamos diariamente, até que tudo se vai como se nunca tivesse havido, e perdemos o tempo de viver, amar, gostar, perdemos o motivo de existir.
Assim é a condição humana...
Amo-te de forma quieta como o orvalho que chega numa manhã acesa de verão. Distante de sentimentos vazios, estou.
Raios de luz emano à sua vida. É porque eu vou além, muito mais além... Porque amar é viver se doando a alguém.
PESADELO DE VERÃO
Deitei, pra aguardar o sono...
Mergulhei num único ato de fato
As margens da paixão quente e finita
As vidraças ficaram embaçadas te aguardando
Tanto que te busquei e esperei...
Vinhos e queijos à meditações ficaram se aquecendo na lareira…
Minhas silabas etílicas buscam vírgulas sóbrias
Trouxeram muitas interrogações enquanto a tua espera fiquei,
Ou tu ...ou fui eu quem as trouxe,
Ah ... Que diferença faz quem e quando....
Se te amo e me amas? Palavras... Soltas no ar não nada provam, nada solidificam
Realizemos algo de concreto então para a veracidade vir a tona... As evidencia do amor!
Será que conhecemos o amor?
Eis a questão? Depois de tantos amores teus..... Pode até ser que saibas ser seu o amor ...
Mas eu ? Que sei eu de Amor?
Vez que de um único amor até hoje provei...
E tu me exclamavas com reticências
Reticências tem muito a dizer ...ah e como tem....
Quando voltarei a estar entre vírgulas aguardando teu vulto?
Responda- me sinceramente, meu amor platônico...
Se eu amargamente disser não o amo ... Pois me equivoquei...!
O que vais tu fazer?
Busquei entender meus erros de mulher ingrata que sou
Fui ríspida quando me beijavas entre versos, rimas e normas...
Nunca sequer soube ser eu volátil...
Fui tola quando te voltei às costas e lacrei a porta de nosso relacionamento!
Quando voltarei?
Não sei!
Os desejos foram mais eficazes e qualificados que me derrubaram em torturas
Torturas e migalhas , não aceito,
são lembranças que jogamos aos ralos sociais!
Sai em busca de respostas em meio ao caos ....por uma e nefasta razão
Não via mais a esperança, nem a sombras dos espetáculos que roteiramos juntos…
Menos um dia
Menos uma esperança…
Ao meu coração, com pequenas caçoadas debulhas meu infinito amor misericordioso.
Não é real, e nem irreal o que tem que ser
Poderíamos usufruir as pétalas dos girassóis de Van Gogh
Aos riscos cúbicos de Pablo Picasso
Riscar e arriscar em telas teu corpo, e me enaltecer de tinta rubra
E de epiderme lúgubre…
Esfinge ao meu olhar serás…sempre à uma imagem egípcia de um lobo e não leônico , Relaxado a cabeça de um falcão ou de uma pessoa, presente tanto na mitologia grega, quanto na arquitetura iônica
Na minha ousadia de ser apenas quem amaldiçoa o ódio dos ímpares…
Dos descasados rebeldes…e mau humorados
Dos lugarejos apaixonados e baldios…
De um piano Bethovenissimo e sincero!
Há rumores que já te viram em cais alheios
Há rumos que velejastes e ficastes à deriva…
Vivo a naufragar no bulício das avenidas cariocas em época de Carnavais...
Acordo nas ruas perplexas do teu mundo
Não posso mais esperar que a tua esperança chegue até este ser varrido de volúpia...
As ruas acordam com meus passos
Para que esperar então?
Se tudo que me deixastes,
foi um punhado de sonhos bordados de ilusões!
Suada e assustada...
Despertei ...sem ar
Parecia tão real...
Outro pesadelo.....então...
Nossa... 9:00 horas
Perdi a Hora
Culpa do Horário de Verão!
