Vento
FLECHA DO VENTO
O vento que por aqui passou
... Flechou saudades de ti
no alvo do meu amor.
Antonio montes
Que o vento leve...
Qua a alma brilhe..
Que o coracao acalme.
Que a harmonia se instale.
E a felicidade permaneca
Basta o tempo
Que bata a água
Será o tempo ou o vento
Que encrespa a linha d'água
Aquela linha
Continua e reta
Que marca a pedra
Limite d'água
Alí na areia
Morna e tenrra
Pedra líquida e cheia
Seca e molhada d'água
Naquela onda
Espumada e branca
Retumba o som
Arqueia a linha d'água
Molham os pés
Depois as mãos
Quando dispersos
Atravessam a linha d'água
A PÁLIDA CANOA
Com vento em popa
lá vai à canoa
maré na calmaria
ondas sobre a proa.
O bico, vai às águas
sem sede pra encher
canoa, alguém paga...
Pra andar com você?
Quando criança; andei
com medo no ar
de não cair nas águas
para não se afogar.
A canoa esta pálida
de tanto navegar
já levou saudades
para o lado de lá.
Calo a maldade com
meu riso .
Ando feliz sabe ...
Com a paz me acompanhando
Com o vento me vestindo
Com a leveza me bordando
Com o sol me iluminando
Com o céu me clareando
E com a certeza de ter um
Deus sempre ...
Sempre me
abençoando !
ALÉM
Ouso sentir o barulho do vento
A qualquer hora
Em qualquer momento
Sei que posso e por isso ouso .
Pés alados caminho contra o tempo
O mar dos meus sonhos sempre atiça
A face dos meus desertos sempre agita
Mas vou assim mesmo.
Voou
Porque já nasci com sede de alento
Não absorvo alheio tormento e nem
vagões de desalento
Mas sim meus olhos fitos in firmamento.
Poeta
vez na brisa
vez tocando fundo na ferida
Sou imperfeita !
Mas beber da fonte dos meus silêncios
e plantar girassóis em meus jardins ...
Sou suspeita .
Não temo nada e nem ninguém .
Ando limpa !
Quem quiser que fale de mim .
Não devo satisfações ao que não me convém.
O meu en-canto sempre será
debruçada nas asas do meu Além !
Cadê a chuva?
São Pedro meu companheiro
não esqueça o nosso lugar
o vento só vem rasteiro
numa quentura de lascar
abra logo esse chuveiro
que o pobre desse vaqueiro
só come se alguém plantar.
Calor no coração...
Vendaval que passou em outro lugar.
Vento de palavras se foi.
Docemente meu Amor.
Calor se foi em despedida
Ardeu com a queimadura
Que se deu profundamente
Diante da adversidade da emoção...
Se a pareça numa bela foto...
Num movimento belo,
Tanto comentários...
Neste momento que cenário...
É relevante ao desejo da carne...
O espirito perde se dentro do temporal.
Que revela cada pequena sendo o amor
A febre arde no sopro de um sonho
Aonde a tenho com puro suor
Dessa paixão que consome vida meu Amor.
Ouça essa voz
Você já ouviu o vento falar?
O tom de sua voz identifica a sua intensidade.
Quando está calmo é só uma brisa a passar;
No furacão! Demonstra furioso estar...
Quando forte! Em pouco tempo se acalma,
Demonstrando uma alegria ao cantar...
Alegria essa, que logo passa.
Assim somos nós;
Às vezes calmos como a brisa...
Em outras vezes chateados e furiosos...
Mas, normalmente cantamos de alegria...
Da mesma forma que eu vejo a natureza,
Acredito que temos os nossos temperamentos.
Mas equilibrá-los é fundamental,
Para termos a certeza de que venceremos,
Todos os nossos obstáculos na vida.
Agora o vento da paixão
Está frio, acabou o amor,
Chegou a dor, o desalento no coração tocou
A porta da paixão
Se fechou, agora
O tempo se mostrou,
Ensinou e chorou
Agora, acabou o amor.
VENTO SOLTO
Aquele vento solto no chapadão
alargou-se pelos campos e na larga,
não alisou nada!
Balançou poste, derrubou placa
acalentou caminhões...
Tanta força, tanta força!
que até os olhos do motoqueiro
arrancou da cara.
Sabe aquele poço que estava,
sobre a margem direita da estrada...
Mudou-se para, margem esquerda
e transformou em chuva...
Toda a sua água.
Aquele vento solto no chapadão
causou danos, desconcertou coração...
A tudo que foi feito com as mãos.
Antonio Montes
REFLEXO
É o cachorro perseguindo osso
é o pássaro pulando atrás da fruta
é o vento doido no mês de agosto
é o bruto testando a força bruta.
É a espuma do mar sempre persistindo
é o lobisomem namorando a lua cheia
é a saudade tirando o todo o sossego
é o desespero da mulher feia.
é a morte amável e amiga de adeus
ao mesmo tempo inimiga da vida
pensamentos dos outros não seu teus
são todos tortos em causas perdidas.
Os pensamentos sim, são mesmo torto
irmãos de todos os infelizes aleijados
em vida têm enjoou, vômito e aborto
orgulho, vontades e desconfiados.
O galho da rosa não tem somente flor
tem caule com casacas e também espinho
o mundo é uma precisão de paz e amor
para encontrar-se com meiguice e carinho.
Antonio Montes
Personagens do amor.
Chega madrugada.
Vento bate na janela,
como um despertador
para um novo espetáculo.
Somos personagens
nessa trama de amor.
Vestimos fantasias
nesse mundo de magia.
Nossos corpos encenam
sem fala, sem texto
respondendo a estímulos
cinco sentidos no contexto.
Damos voltas no palco
com mudança de cenário.
Somos artistas de um
amor imaginário
Entre carícias saciadas
recebemos aplausos.
Nossos corpos agradecem
Com almas inebriadas.
Fátima Lima
O mar é meu irmão mais velho, que me ensina sobre a consequência da força do vento e da profundidade das coisas.
Sopra lentamente o vento.
No céu, viúva tem casamento
e no jardim da rosa,
ganha um beijo o beija-flor.
Regando eu me alimento,
não sei mais o que é sofrimento
Pois só vivo assim...cheio de amor.
Sinto sem incomodo...
0 vento de sonhos alheios me soprar na face
Eis onde reside minha leveza de ser.
BOM DIA MEUS BONS AMIGOS!!!
E hoje um vento ligeiro
cismou de entrar porta a dentro
É vento de agosto costumeiro
querendo mostrar seu intento...
Ele chegou enfadonho
com fagulhas de cana queimada
Querendo dizer tristonho
que a terra continua maltratada...
mel - ((*_*))
