Vento
O ímpeto do meu ser anseia liberdade...
vento no rosto...
gargalhadas sinceras...
espontaneidade...
Olhares sedentos sempre em busca de si mesmo, do outro, da vida.
Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.
Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas.
Tudo nessa vida é merecimento, o que a brisa leva, volta com o vento! Se não se decidiu, então corra atrás, entre o bem e o mal, eu fico com a paz!
Terra do Divino
Indiaroba, berço de encantos,
onde o tempo dança com o vento,
nas águas que abraçam memórias,
no olhar que reflete o sentimento.
Terra sagrada, solo de fé,
onde o Divino deixa sua marca,
em cada reza, em cada festa,
na chama que nunca se apaga.
Do Rio Real que conta histórias
às mãos que moldam o destino,
Indiaroba, alma viva,
és poesia, és Divino.
— ©Jorgeane Borges
Indiaroba, Terra que Vive em Nós
Indiaroba, onde o rio canta,
onde o vento sussurra memórias,
onde a terra guarda os passos
de quem veio antes de nós.
Teu nome é raiz e cura,
palmeira que abraça o tempo,
óleo que marca a história,
caminho traçado em sentimento.
És feira, és vila, és cidade,
és força que não se dobra,
és passado, és futuro, és alma,
és Indiaroba.
O rio te conta em suas margens,
o mar te beija em segredo,
a infância corre em tuas ruas,
a vida pulsa em teu enredo.
És tambor que nunca silencia,
cor de festa sobre a pele,
dança de quem veio antes,
passos que seguem adiante.
Indiaroba, teu nome ecoa,
tua gente sonha e constrói,
teu chão é lar, é abraço,
é casa onde o tempo não se vai.
Parabéns, terra querida,
que teu brilho nunca cesse,
que teu povo siga forte,
que tua essência permaneça.
— ©Jorgeane Borges
viva cada minuto de sua vida como se fosse o ultimo porque a vida é como o vento passageiro e quando vai embora você fica se perguntando o que eu deixei de fazer
Assim como você não conhece o caminho do vento, nem como o corpo é formado no ventre de uma mulher, também não pode compreender as obras de Deus, o Criador de todas as coisas.
Eclesiastes 11:5
A arte de ver Deus em tudo.
Essa, eu tenho.
Está no vento que dança entre as folhas, no silêncio que repousa entre um pensamento e outro.
Está no olhar que me acolhe, na dor que me ensina, no riso que liberta.
Está no detalhe esquecido, na simplicidade das coisas pequenas, no instante que se repete e, ainda assim, nunca é igual.
Ver Deus em tudo é reconhecer que o divino não se esconde atrás de altares distantes, mas se revela na vida que pulsa, mesmo no que parece comum.
É compreender que cada passo é sagrado, cada encontro é propósito, cada despedida também é bênção.
E assim sigo: não porque sei demais, mas porque sinto.
E sentir é, para mim, a forma mais pura de oração.
Amo esse barulho. O vento passando pelos galhos das árvores. Acho que é o barulho que mais amo no mundo.
O prazer de servir
Toda a natureza é um serviço.
Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva.
Onde haja uma árvore para plantar, plante-a você;
Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você;
Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceite-o você.
Seja o que remove a pedra do caminho,
O ódio entre os corações e as dificuldades do problema.
Há a alegria de ser puro e a de ser justo;
mas (lá, sobretudo, a maravilhosa, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo, se tudo se encontrasse feito,
se não existisse uma roseira para plantar, uma obra a se iniciar!
Não o chamem unicamente os trabalhos fáceis.
É muito mais belo fazer aquilo que os outros recusam.
Mas não caia no erro de que somente há mérito
nos grandes trabalhos;
há pequenos serviços que são bons serviços:
adornar uma mesa, arrumar seus livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica; este é o que destrói; seja você o que serve.
O servir não é faina de seres inferiores,
Deus que dá os frutos e a luz, serve.
Seu nome é: aquele que serve!
Ele tem os olhos fixos em nossas mãos
e nos pergunta cada dia: Serviu hoje? A quem?
À árvore? A seu irmão? À sua mãe?
Que outubro me seja amigo, seja vento, seja abrigo. Que outubro me traga o que setembro não trouxe e que leve o que não me foi doce..
Gosto quando o vento despenteia os meus cabelos e assobia em meus ouvidos.
A sensação que me toma é a de liberdade!
Por um momento, tenho o pressentimento de que se abrisse os braços, poderia voar ,e então, seria levada pra onde o vento soprasse.
E divagando, me pego sorrindo, meio que boba, ao lembrar que meu vôo mais alto, foi justamente o de manter os pés no chão
Ás vezes o vento toca meu rosto,
balança meus cabelos,
eu viajo pra um lugar,
que só a minha alma
sabe onde é.
Seja aos seus como o vento, para alguns brisa leve que traz os mais belos perfumes, para outros, forte vendaval que leva todas as angustias, e para aqueles se dizem seus, mas querem o seu mau, seja redemoinho, devaste e carregue o mais distante de ti.
O vento e você possuem muito em comum: ambos me acariciavam o rosto,me faziam respirar mais prolongadamente e levavam pra longe tudo o que me fazia mal. Hoje,as semelhanças são outras: ambos são invisíveis e traiçoeiros como numa rajada inesperada e que acabou por varrer para longe meu castelo de papel. A diferença marcante entre vocês é que o vento,esse sim,sempre volta...
Espere a tempestade passar. Quando você descobrir pra onde o vento sopra, e quando ela se acalmar, só então você faz sua jogada.
Cenas da minha janela: nascer do sol, por do sol, lua, chuva, vento, buzinas... tudo isso me faz viver!
