Vento

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**Cinco dias.
E bastou isso para que tua presença tocasse algo em mim,
como um vento leve que muda o rumo sem fazer alarde.
Depois veio o silêncio —
um silêncio que pesa,
mas que também guarda o que foi verdadeiro.
Mesmo assim, teu “bom dia” ainda aparece na minha memória
como um sol calmo, desses que aquecem devagar
e deixam marca.
Eu te vi, linda,
de um jeito simples e inevitável.
Não tentei te prender —
quem tem asas merece espaço.
Te ofereci minhas palavras mais sinceras
e deixei que o destino seguisse o próprio caminho.
Hoje, com a alma mais tranquila,
entendo o tamanho da mudança:
você despertou algo em mim,
me fez olhar para quem eu sou
e para quem posso me tornar.
Sinto tua falta
com uma delicadeza que não sei explicar,
mas guardo, com carinho,
os cinco dias que ficaram para sempre
gravados no meu coração.**

O vento que sopra , faz sentir numa fração de tempo , que modera e tempera cada instante do seu momento !
João Batista Barbosa

BEIJO DE DEUS


O sopro do vento
Beija suavemente
Nossas emoções .
E com esse frescor
Avançamos o tempo
Que nos faz velejar
Pela ondas da vida.
Sentimos vontades
Vezes com lágrimas
Outras com prazeres...
Algumas na contramão
Diga de sorte ou azar.
Mas a cadência não cessa
Pela força dos desejos
Pela intensidade da fé
Que nos leva sempre além .
Somos o sopro divino
Pelo ar que respiramos...
Sentimos a presença de Deus
No beijo suave do vento
Esse com certeza
É o beijo maravilhoso de Deus !


JOÃO BATISTA BARBOSA

SEM NOÇÃO!
Quero sentir o sopro do vento
Desejo contigo ver o brilho da lua
Perco assim a noção do tempo
Sonhando você no meio da rua.

Sua voz ecoa tamanhas vibrações
Lembranças gostosas e a sua risada
Fico a espiar fundo as minhas emoções
Saudades voando descompassadas.

E voam meus olhos na imensidão
Num lampejo cortando norte a sul
Rompendo ímpetos do meu coração.

Sonhos que perfazem todo céu azul
Espera sem pressa do sol a raiar
Sem noção para nada recomeçar!

AUTOR - JOÃO BATISTA BARBOSA

O melhor som vem do vento, melhor música dos pássaros, lindas cores da natureza, águas e vida se misturam... O sol reflete o brilho e aquece o luar que gera canções... E a vida passa no milagre que acontece a todo instante!

​"Dói ver o que amamos se partir, mas a rocha não se quebra com o vento; ela apenas se molda. Mantenha sua essência intacta. Quem hoje ignora o seu valor, amanhã buscará na sua firmeza o porto seguro que o mundo lá fora não oferece."
— Ginho Peralta

Laço de Luz

Nosso amor não é chama que se apaga ao vento,
é raiz funda, segura, no solo do tempo —
um olhar que entende antes da palavra vir,
cumplicidade que faz o dia ter mais cor.

É toque suave, afago que acalma o cansaço,
mão que encontra a outra sem precisar chamar,
carinho que mora no gesto, no silêncio,
em cada detalhe que só nós dois sabemos contar.

Não tem pressa, não tem medo, não tem fim:
cresce devagar, forte, como árvore antiga,
e em cada abraço o mundo fica mais pequeno —
porque o que é nosso cabe todo em nós dois.

É esse amor profundo, feito de verdade,
que transforma o simples em pura eternidade.

MANHÃ DE PRIMAVERA


Sempre bela,
a primavera em flor
ilumina esta manhã.


Com vento suave,
perfumes se exalam
por entre seus passos.


Parece até que falam
palavras de amor
ao meu coração.


Cores, flores,
ventos e amores
colorem a vida
e nos enchem de esperança.


Como aquela criança
que corre e se deita,
plenamente feliz,
neste jardim.


Sandro Sansão da Silva Costa

Cansei-me, não do vento que arrastava-me em meus dias de folha seca, mas da falta de domínio. Decidi onde e quando deixar o vento conduzir-me.Quase sempre funciona.

Chamam de sábio aquele que repete, palavras já moldadas, já ditas ao vento, ecoando pensamentos alheios como se fossem seu próprio alento.


Mas nunca ousou perguntar o porquê das coisas, nem mergulhou no silêncio do que não se vê, fugiu das verdades não escritas, com medo do que poderia entender.


Faltou-lhe a inquietação que desperta, a centelha que quebra correntes invisíveis, a coragem de enfrentar o vazio e questionar os limites possíveis.


Pois pensar dói… mas liberta, e enxergar vai além do olhar comum, é rasgar o véu das certezas frágeis e nascer de si mesmo, um por um.


Então não implore por respostas prontas… elas aprisionam mais do que guiam. Peça visão — daquelas que transformam, que inquietam, que desafiam.


Não busque abrigo no conforto raso, nem descanso em ilusões passageiras… busque compreensão profunda, mesmo que ela venha em tempestades inteiras.

ÓDIO?


Ela disse ódio como quem diz vento,tão natural que o mundo, dentro de mim,se partiu ao meio. Meu semblante foi de umchoque imediato...


E o coração, pulsando na palma da mão,se fez carne contra o desabamentodas palavras sem roteiro, sem perdão.Eu a amo. Como caberia o ódionesse rastro que ainda respira?


Às vezes penso: se esse veneno me achasse,
que lagarto eu seria?Mas não.O ódio não tem porta em mim.Nunca teve.Não terá.Sou apenas um estranho de convicções remotas
e quebra-cabeças sem imagem...


Um retrato perdido tentando nadarem mares que ainda não aprendi a navegar.Sou breve, confesso. Vícios desmedidos, gestos aparentes.Sou gente.Tateando razão no escuro...


--- Risomar Sírley da Silva ---

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

Hoje o vento trouxe o cheiro do tempo
e bateu no rosto sem aviso.
Tinha gosto de estrada,
de coisa vivida,
de lembrança que não vira saudade,
mas pede atenção.

O que eu digo cria raiz,
mesmo quando o vento muda de lado.
Posso não chegar como prometi,
mas chego.
Porque palavra, quando nasce em mim,
não aprende a desistir.

“Ainda tem vento por dentro, mas já não é tempestade.”

"No escuro da estrada,
sigo firme
sem medo,
a dor é só vento,
não apaga meu enredo.
O tempo até pesa,
mas não me derrota,
sou rio que insiste,
e nunca se corta."

As pessoas vão,
como folhas levadas pelo vento,
algumas sem se despedir,
outras fingindo que nunca prometeram ficar.


Dói.
Dói fundo.


Mas eu aprendo que não é em todo peito
que cabe o tamanho da minha entrega.
Eu não sou quem abandona,
sou quem resiste,
quem carrega cicatrizes,
mas também flores na alma.
E se hoje me deixam, amanhã encontro quem fica, Quem entendi que presença é escolha e que amor é raiz, será por inteiro, não pela metade.

Avante, a frente
Mesmo de houver buracos
Curvas, espinhos
Pedras, vento contrario
Gravidade, ou força de atrito
Avante sempre
Só siga em frente

São as noites escuras que trazem o silêncio
A calmaria da brisa, um leve vento

Num oceano de imaginações fora do tempo
O céu fechado, sombrio do meu pensamento

Cansado, refletindo no que se passou
Nas supostas horas felizes, ficaram a dor

Na angústia, na falta, nos risos de momento
Percebi que só falava por respeito e agradecimento.

Inverno


Intensidade do vento do norte
Ventania envolvente
Refaz o navegar
Onde busca viver essa estação.