Vento
Lá fora,
o mundo chora
em pingos de cinza e vento.
Aqui dentro,
o coração transborda
no silêncio do momento.
A chuva lava a rua,
o peito acolhe a paz:
quando a alma se inunda,
o barulho não
Obrigado, Senhor, por este manto de paz,
que o calor sufocante enfim desfaz.
Pelo vento que sopra, divino e certeiro,
limpando o suor do corpo inteiro.
Cada gota que cai é um "obrigado" do chão,
que acalma a sede e o meu coração.
Pelo toque gelado que a brisa conduz,
troco o peso do arca pela leveza da luz.
A natureza sorri, o verde se anima,
sob a chuva abençoada que o céu aproxima.
Sou grato pelo alívio, pelo som, pelo bem,
que a chuva nos traz e a alma mantém.
**Cinco dias.
E bastou isso para que tua presença tocasse algo em mim,
como um vento leve que muda o rumo sem fazer alarde.
Depois veio o silêncio —
um silêncio que pesa,
mas que também guarda o que foi verdadeiro.
Mesmo assim, teu “bom dia” ainda aparece na minha memória
como um sol calmo, desses que aquecem devagar
e deixam marca.
Eu te vi, linda,
de um jeito simples e inevitável.
Não tentei te prender —
quem tem asas merece espaço.
Te ofereci minhas palavras mais sinceras
e deixei que o destino seguisse o próprio caminho.
Hoje, com a alma mais tranquila,
entendo o tamanho da mudança:
você despertou algo em mim,
me fez olhar para quem eu sou
e para quem posso me tornar.
Sinto tua falta
com uma delicadeza que não sei explicar,
mas guardo, com carinho,
os cinco dias que ficaram para sempre
gravados no meu coração.**
"Dói ver o que amamos se partir, mas a rocha não se quebra com o vento; ela apenas se molda. Mantenha sua essência intacta. Quem hoje ignora o seu valor, amanhã buscará na sua firmeza o porto seguro que o mundo lá fora não oferece."
— Ginho Peralta
Laço de Luz
Nosso amor não é chama que se apaga ao vento,
é raiz funda, segura, no solo do tempo —
um olhar que entende antes da palavra vir,
cumplicidade que faz o dia ter mais cor.
É toque suave, afago que acalma o cansaço,
mão que encontra a outra sem precisar chamar,
carinho que mora no gesto, no silêncio,
em cada detalhe que só nós dois sabemos contar.
Não tem pressa, não tem medo, não tem fim:
cresce devagar, forte, como árvore antiga,
e em cada abraço o mundo fica mais pequeno —
porque o que é nosso cabe todo em nós dois.
É esse amor profundo, feito de verdade,
que transforma o simples em pura eternidade.
MANHÃ DE PRIMAVERA
Sempre bela,
a primavera em flor
ilumina esta manhã.
Com vento suave,
perfumes se exalam
por entre seus passos.
Parece até que falam
palavras de amor
ao meu coração.
Cores, flores,
ventos e amores
colorem a vida
e nos enchem de esperança.
Como aquela criança
que corre e se deita,
plenamente feliz,
neste jardim.
Sandro Sansão da Silva Costa
Cansei-me, não do vento que arrastava-me em meus dias de folha seca, mas da falta de domínio. Decidi onde e quando deixar o vento conduzir-me.Quase sempre funciona.
Chamam de sábio aquele que repete, palavras já moldadas, já ditas ao vento, ecoando pensamentos alheios como se fossem seu próprio alento.
Mas nunca ousou perguntar o porquê das coisas, nem mergulhou no silêncio do que não se vê, fugiu das verdades não escritas, com medo do que poderia entender.
Faltou-lhe a inquietação que desperta, a centelha que quebra correntes invisíveis, a coragem de enfrentar o vazio e questionar os limites possíveis.
Pois pensar dói… mas liberta, e enxergar vai além do olhar comum, é rasgar o véu das certezas frágeis e nascer de si mesmo, um por um.
Então não implore por respostas prontas… elas aprisionam mais do que guiam. Peça visão — daquelas que transformam, que inquietam, que desafiam.
Não busque abrigo no conforto raso, nem descanso em ilusões passageiras… busque compreensão profunda, mesmo que ela venha em tempestades inteiras.
ÓDIO?
Ela disse ódio como quem diz vento,tão natural que o mundo, dentro de mim,se partiu ao meio. Meu semblante foi de umchoque imediato...
E o coração, pulsando na palma da mão,se fez carne contra o desabamentodas palavras sem roteiro, sem perdão.Eu a amo. Como caberia o ódionesse rastro que ainda respira?
Às vezes penso: se esse veneno me achasse,
que lagarto eu seria?Mas não.O ódio não tem porta em mim.Nunca teve.Não terá.Sou apenas um estranho de convicções remotas
e quebra-cabeças sem imagem...
Um retrato perdido tentando nadarem mares que ainda não aprendi a navegar.Sou breve, confesso. Vícios desmedidos, gestos aparentes.Sou gente.Tateando razão no escuro...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Avante, a frente
Mesmo de houver buracos
Curvas, espinhos
Pedras, vento contrario
Gravidade, ou força de atrito
Avante sempre
Só siga em frente
São as noites escuras que trazem o silêncio
A calmaria da brisa, um leve vento
Num oceano de imaginações fora do tempo
O céu fechado, sombrio do meu pensamento
Cansado, refletindo no que se passou
Nas supostas horas felizes, ficaram a dor
Na angústia, na falta, nos risos de momento
Percebi que só falava por respeito e agradecimento.
Inverno
Intensidade do vento do norte
Ventania envolvente
Refaz o navegar
Onde busca viver essa estação.
A verdadeira resiliência não está em nunca ser dobrado pelo vento, mas em carregar as marcas de todas as tempestades e ainda assim escolher florescer.
Re Pinheiro
“O silêncio elegante vale mais do que mil opiniões lançadas ao vento apenas para alimentar o ego.”
Do livro Entre a Razão e o Delírio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A opinião alheia muda como vento; o caráter precisa ser construído como raiz.”
Do livro Tempestade Serena, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Sou assim...
Como a brisa suave da manhã.
O vento que sopra na madrugada.
O silenciar de simples "ais"
Desejo incontido...
Ás vezes como o mar revolto ,cheio de mistérios.
Trago no coração a Lua.Fases,enigmas...
O desejo de ser mulher.Sou como a tempestade.
Inquietude de pensamentos..
Procura incansável de respostas.
Sou aquela que busca,a mesma que perde.
Aquela que encontra em voçê
A simplicidade na arte de amar.
Hoje eu acordei com o vento manso
Falando baixo no meu coração
Que a vida pede mais calma no passo
E menos peso na preocupação
A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.
Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.
A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.
Pare de esperar motivação, ela é como o vento que vem e vai. O que te mantém em movimento não é o impulso de um dia bom, mas a disciplina dos dias comuns.
É o hábito que te leva onde o entusiasmo não consegue permanecer.
Sou um devoto da beleza que a natureza nos oferece, uma alma que se deleita em cada sopro de vento e em cada raio de sol que beija a Terra.
