Vem
Em meio à turbulência,
Aquela em Terra firme.
Paro tudo, com paciência
E me vem em mente um filme.
Pela janela do quarto, ao observar,
Tão distante e ao mesmo tempo tão perto,
Ouço o som e o vejo passar,
Cruzando à noite em céu aberto.
Quem são? Para onde vão?
Queria estar, conhecer, viajar.
É sempre a mesma sensação,
Como se eu pudesse voar.
São coisas tão simples na vida,
Que realmente,
Nos aquecem o coração.
Hoje me encontro envolvida,
Certamente,
Ao som do avião.
Ninguém explica a morte,quando não se espera uma hora vem! Não avisa.
Acredito que viver a vida é perigosamente pensar na morte.
Se não deu Certo,
é porque não era pra acontecer agora, mas esse Dia Livre ainda vem chegando no seu Tempo Certo, e tudo é no Tempo de DEUS.
Na nossa terra tudo tem
nosso povo é diferente
aquele que de fora vem
admira o nosso oxente
ser nordestino é um bem
que ninguém tira da gente.
Nossa força vem da luz, mas as raises crescem na escuridão. Viva tuas noite, no escuro os sonho se acendem!
Vem pro meu mundo .. abra a porta do teu coração pra eu entrar ... vem me tirar o fôlego, a paz , a calmaria desses dias cinzentos .. vem pra revirar tudo do avesso , me fazer mudar de rumo , de ideia , de vida .. vem pra trazer o caos , minha vida está muito parada , sem graça, sem adrenalina.. vem revirar minha vida , meus pensamentos, meu lençol...
Vem me de tua mão..me deixa te levar pra um mundo de fantasia , de emoção, me deixa te fazer delirar, transbordar, me deixa te fazer a Alice no país das maravilhas... me permita te fazer sentir o paraíso , te fazer arrepiar, suspirar , tremer , gemer ..me deixa transpor tuas curvas , medir cada pedacinho de vc.. devagarinho sem pressa de acabar .. quero te fazer mulher , te fazer pirar , delirar de prazer . Viajar no meu corpo , no meu toque , no meu jeito de amar .. vem e me permita..diga sim pra mim..deixa eu fazer acontecer ...
Monólogo do vazio.
Tudo desmorona, quando o ego vem à tona,
Minha Alma em estilhaços,
Lábios se fecham,
Se calam,
No escuro da dor do vazio,
Sozinho,
Sou escrava de mim,
Dos meus pensamentos,
Lamentos,
Tormentos,
Não me aguento mais,
Não sei como correr atrás,
Só queria fugir,
Desse mundo insípido,
Insosso,
Covarde,
Vadio,
Miserável,
Intragável
Que me esmaga todo dia,
Sem alegria,
Minha única companhia,
Canta e papel...
Como sempre,
Um nada.
De preto,
Ela vem toda graciosa,
De preto,
A passarela é toda dela,
De preto,
Ela tira meu sono,
De preto,
A festa se alegra nela,
De preto,
Suas belas pernas vestidas encantam,
De preto,
Minha vontade se apaixona por ela,
De preto,
A elegância da sua sombra marca presença,
De preto,
Vejo minha atenção presa nela,
De preto,
Ela fica linda e eu fico sem fôlego,
De preto,
Quero novamente apreciar a obra-prima da formosura vestida de preto,
Corrosivo Blues
Eu sinto o frio que vem da sua alma
E mesmo quando tão longe de você
Eu e o meu blues derreteremos todo o frio
Oh minha pequena!
Acordes quente como o inferno
Acido de sentimentos dissolvidos em meu blues
Pois não serei teu ombro amigo
Para que lamentes a sua escolhas erradas
Mas teu amigo para dizer o que você precisa ouvir
Que enquanto não aprender a escolher
No outro dia chora e volta a sofrer
A verdade machuca mas também cura
Lagrimas se escondem por de trás desse sorriso
Toda essa dor que quase sempre é por nada
Desistindo de si mesma e caindo
Te sinto longo mesmo deitado ao teu lado
Mas hoje não amor...
Meu corrosivo blues para faze - lá voltar a viver!
Gentileza, não é algo que se faz exclusivamente por alguém, esta vem sempre acompanhada de um benefício, que liberta-nos do nosso próprio egoísmo.
Claudeth Camões
E vem todo lânguido,
Chorando suas tristes façanhas,
Azedo como limão ele balbucia seu desespero,
Tenta fugir desse labirinto de Creta e mutretas,
Vem a bela noite que paira no ar, por infinitas estações transpondo com suas fiandeiras em silêncio do tear alcoviteiro, tendo em vista a Lua em um delicioso acasalar de amor e furiosa paixão, que se rende ao tempo, a volúpia e o cio.
QUESTIONAMENTOS
No vai e vem desta vida
Não é fácil entender
As diferenças do mundo
As maneiras de viver
Tem uns que nascem sem nada
Sem ter nem o que comer
E outros chegam a esbanjar
Ricos desde o nascer!
Tem sofrimento no mundo
Que o rico jamais vai saber
Para o pobre já é grande coisa
Estudar para saber ler
Pois são tantas necessidades
Que não tem o que fazer
Sofrem tanto, os pobrezinhos
Que chegam pedir pra morrer.
Na mesa dos abastados
Lagosta e camarão
Vitela e entrecôte
Picanha e também salmão
Já estão acostumados
Nem pensam na situação
Quem teve tudo na vida
Não pensa no seu irmão!
Na mesa de gente pobre
É triste, mas vou contar
Farinha de mandioca
Quem dera ter o fubá
Carne ali não existe
Se quiser tem que caçar
Hoje em dia nem feijão
O pobre não vai comprar.
Os filhinhos maltrapilhos
Magros, com muita fome
Olham o pai, olham a mãe
Mas no final, nenhum come
A tristeza é tamanha
Não lembram nem do seu nome
Creiam, é a verdade
São coisas do bicho homem!
Já os filhos dos barões
Felizes, desde o nascer
Mansão, carrões e empregadas
Fama, dinheiro e poder
Coisas que só quem tem posses
São capazes de saber.
Se eu pudesse eu perguntava
Para o Deus onipotente:
— Me disseram que eras o pai
De todo tipo de gente
Me responda de verdade
O que o Senhor sente
Vendo o rico ser feliz
E o pobre descontente
Um com a barriga cheia
O outro, triste e doente
Não serias o culpado
Esse Deus aqui presente?
Distância
Quando a saudade bate
a gente não se acha,
o coração racha,
ela vem, nada a detém;
pois, quem partiu,
deixou uma parte boa de si,
e levou algo de alguém.
