Vc Nao sabe o quanto eu te Considero
Ao longo
de todo o percurso
Há coisas
que se movem
Tão devagar
Quanto a ferrugem
Mas o curso de tudo
As cores da luz
O ar, o vapor
A percepção
de que um dia pode voltar
A doer
A dor que nem mais doía
Esteja ela onde estiver
No movimento calado
A paisagem desbota
O lento acinzentar das folhas
No voltar atrás
O pranto que brota
Na incerteza, as escolhas
A beleza, o declínio
Nem se nota
O fascínio que não mais exerce
A quase ausência de pressa
Nessa fase da existência
A tocha nas mãos do Sol
A graça do tanto faz
Fragmentos de rocha
Calçamentos de estrada
Um muro, o quintal
As roupas secando no escuro
O varal
Até mesmo o número três
Nem sempre se encontra
Tampouco se os acha
Depois do número dois
Pois esse não volta mais
Quando o nada é tanta coisa
Pelo menos uma vez há de se ver
Assombrações na madrugada
A graça da vida
Tempestuosa, no breu na noite
Procura
Tudo passa
No curso das águas
Move pedras profundas
Pra que essas um dia
Se confundam
Com aquelas que o Sol rachou
O tempo, que resfria o próprio Sol
O encontro da noite com o dia
Solidão da madrugada fria
Até que se quede o Céu.
Mas, tem coisas
Que não há de se ver jamais
Nem no fim
Por que é que será
Que tem coisas na vida
Que pra sempre serão assim?
Edson Ricardo Paiva.
"A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia"
Edson Ricardo Paiva.
"Vida, doce vida
Que passa tão depressa
Quanto um verso pra lua cheia
O dia vem
Bem pouca gente olhou a lua
E o luar...ninguém."
Edson Ricardo Paiva
A noite clara a sombra ilumina
A lua se eleva, numa leve claridade
Tão breve quanto a verdade
As sombras se aclaram por uns instantes
Verdades de mentira, a mente as cria
A noite escura tira a luz, que à sombra iluminava
E então, nesse momento, minh'alma repara
Que os olhos, quando bem fechados
São capazes de olhar pra si mesmos
Pode ser que melhor do que antes
As noites sem luares são assim
Iguais a você, iguais a mim
Pode ser que elas peçam canções ao vento também
Sobre claro e escuridão
Canções sobre o mar e as estrelas do céu
Se a gente pudesse pisar lá no chão das estrelas
Se desse pra se ver de lá
Talvez então soubéssemos
O quão longe estamos de nós mesmos.
Edson Ricardo Paiva.
às vezes passam-me pela mente
pensamentos leves como pluma
e tão inconsistentes
quanto espuma de sabão
desejos tão pequenos
que caberiam na palma da mão
dos grandes planos e grandes projetos
desisti quando percebi
que talvez pudessem dar certo
tive medo do meu egoísmo
ao observar alheios egocentrismos
troquei a possibilidade
de sucumbir à vaidade
e ser alguém que aparentasse
ter mente de propriedade
e que na verdade
fosse apenas um ser abjeto
portanto, optei por ter apenas
aquilo que pudesse carregar
e conviver com pessoas
que fizessem as perguntas
que eu soubesse responder
optei por caminhar
pelos caminhos aonde
não tivesse precisão de me esconder;
e escolhi estradas pedregosas
as pedras são menos perigosas
que o veneno que porventura
pudesse brotar no coração
esta vida é muito breve, não vale à pena
tudo que tenho no mundo
é aquilo que se escreve
quem sabe eu agindo assim
um dia a terra me seja leve.
"Quanto mais um povo reelege um mesmo grupo, quanto mais um povo reelege um mesmo governante, mais poderoso e mais perigoso ele se torna"
Quanto menos sentido faz a vida
Mais necessário se faz vivê-la
As descobertas diárias e casuais
Me impulsionam querer
Aquilo que eu sei
Que não alcançarei jamais
O vento sopra em todos os sentidos
Todas as emoções que podem ser sentidas
Passam por mim
Deixando o coração assim...ressentido
Perdidas as experiências vividas
Hoje parecem ser melhores
Que no tempo em que povoavam minha vida
Que passa assim...sem sentido.
Quanto mais distância toma
Mais podemos enxergar as formas
disformes e tortuosas
das normas que cumpríamos
descobrindo assim
O quanto é bom chegar ao fim
um tempo em que vivemos
de alegrias fictícias
Saber que nunca houve
Primazia e nem primícia
chegar ao dia
Em que finalmente a gente pode
escrever a mais bonita
Poesia infinita
dedicada à tristeza que acabou.
Vivemos em tempos em que a beleza superficial é tão desejada que já ninguém percebe o quanto se tornou banal. Tão banal quanto pisar folhas secas no outono. O verdadeiro conteúdo, porém, vive na árvore que permanece de pé depois de perder tudo o que a ornava. Nua, é essencial. São as raízes, e não as folhas, que sustentam a vida. É sempre dali que brota a única beleza que resiste ao tempo.
Os neutros são tão perigosos quanto os degenerados, pois, ao se calarem diante do caos, tornam-se cúmplices invisíveis da destruição. Enquanto os degenerados agem para corromper, os neutros, pela omissão, sustentam o desequilíbrio.
A neutralidade em tempos de crise não é sinal de prudência, mas de conivência. Quando a injustiça prevalece, o silêncio não é paz — é consentimento. Que tenhamos coragem para escolher um lado, pois a verdadeira ameaça não está apenas nos atos malignos, mas também na indiferença dos que assistem e nada fazem.
Silenciar diante do erro é perpetuá-lo; ignorar a dor do outro é contribuir para que ela se multiplique. Não basta sermos contra o mal em pensamento — é preciso posicionar-se, levantar a voz e agir.
A neutralidade é uma ilusão perigosa, pois quem não se posiciona contra a escuridão já fez sua escolha, mesmo sem perceber. Que nossas ações sejam luz em meio às sombras, lembrando sempre que o silêncio também é uma mensagem — e, muitas vezes, é a mais mortal de todas.
O Quanto crer para valer
Por: Amauri Valim
Ainda se acredita na cura pela força através da espiritualidade que faz parte de um sistema enraizado, na genética, no sangue. Quando não comporta em si um sentimento de maravilhas resta atribuir a alguma graça divina, que parece mais uma evocação mecânica do “graças a Deus, do se Deus quiser”. Assim nunca se sabe com exatidão o que é graça o que é força. Observa-se que o corpo possui processos mecânicos assim como a mente. Quando uma imagem espiritual de uma divindade é reproduzida cria-se uma espécie de exorcismo dos males. Mas quando não suporta a dor e o sofrimento resta recorrer a alguma avaliação clinica; graças às especialidades científicas doutoradas em salvação. Em uma crítica sobre o organismo humano por suas dores e sofrimentos cabe uma análise do poder que nele se encontra, e do poder que se busca para a salvação das ameaças diabólicas percorridas no cotidiano. Pode-se observar o modo como um cavaleiro cuida de seu animal, agradece a “Tudo” o que ele confia, mas para garantia amarra-o. Se a mula é amarrada a mula não escapa. Assim se rezar para chover choverá. Se rezar para acalmar a tormenta ela acalmará, e por fim se nada o fizer o mesmo acontecerá. O status da tradição religiosa traduz uma única verdade sobre tudo, o que parece não ser condizente com a psicanálise de Freud que pressente abalar os saberes estéticos sobre a criação, e nem com a análise crítica de Nietzsche em seu livro “o Anticristo”. O processo de salvação não parece ir além do surrealismo dentro dessa estética difundida. Essa de Queiróz satiriza de uma forma elegante os poderes das divindades contra os poderes diabólicos. A estética religiosa é surrealista, é o mesmo que sonhar com a aparição de um “artista”, mas que não tem hora pra chegar. E assim somos adultos com fantasmas entranhados desde criança sem nenhuma comprovação das veracidades sobre “Tudo”. Como explicar o complexo do desconhecido sem chegar à conclusão por uma única fonte verídica e uma única verdade. Acredita-se que a verdade deva ser mudada sempre, não se tratando de posição diretamente antirreligiosa, mas de uma posição que percorra a partir da análise dos padrões da crença. Não é exatamente crente aquele que acredita que a religiosidade não possa proporcionar uma vida sadia, mas pode-se crer que a religiosidade muda comportamentos que por consequência tornam os hábitos saudáveis de vida, por atender os anseios dessa estética. Belzebu é um dos personagens mitológico criado e cultivado no imaginário comum humanamente espelhado no cristianismo, dotado de estratégias inseridas em seu comportamento. Belzebu sobrevive pela alimentação dada dos espíritos fracassados e malignos. Porém com uma semelhança de poderes altíssimos que lhe é dado pelo próprio homem que o teme, tudo é fortalecido pelo quanto se crê. (A. Valim)
Deus é um ser criador do bem e do mal e por isso somos filhos e animais tão mal quanto seu o criador.
Todo saber, toda a verdade é opinável, tão mal quanto o vício, ódio, amor e fanatismo, são produtos capaz de torna-los os homens imorais.
Quanto mais religioso mais preconceituoso, sendo a religião o principio dos conflitos em uma sociedade machista pelos processos dogmáticos.
O significado de uma pessoa em nossa vida talvez seja definido pelo o quanto ela nos emociona e o quanto os admiramos.
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