Vazio
Ninguém morre de amor
Escreveu o poeta em seu túmulo de dor
Dizem que no fim a vida passa como um filme
E as cenas exibidas são as de todos os começos
Do meio onde tudo se perdeu
Um vazio
O futuro, já não existe mais
Se transformou numa incógnita
Que caminha ao lado da solidão
Quem já passou, passou
Porém quem passa, já não aguenta mais
Não era pra ser assim, mas foi
Não era pra acabar, mas acabou
Mas como diz o poeta
Ninguém morre de amor
Foi o que eu li
Em seu túmulo de dor
Topei com a solidão
Querido diário...
Hoje encontrei, novamente, a solidão.
Ela parecia mais sábia, filosófica até...
Corri... corri...
Fugindo dela.
Dobrei a esquina, com o coração aos pulos
e topei com a tristeza.
Fazia tempo que não a via.
Então a noite chegou...
A chuva caiu...
E o silêncio do espaço vazio, companheiro, fiel, sentou-se ao meu lado querendo ficar.
Mas reconheço que sou uma boa atriz.
Então forço meu rosto até doer,
no meu melhor sorriso...
Nesta vida que segue impassível,
indiferente ao meu querer,
que segue mansa como a brisa noturna,
e fria, como a chuva é...
Um resquício da esperança no impossível,
que teima em ficar,
é o que me sustenta hoje
A Palavra e o Silêncio
Falo—e a palavra corta o ar
como lâmina sem rosto,
como flecha sem alvo.
Quem a escuta? Quem a sente?
Quem lhe dá forma dentro do peito?
Dizê-las é rasgar o silêncio,
como quem fere a pele da água
e espera que o mundo responda.
Mas o mundo nem sempre escuta.
Ou escuta mal,
como um espelho partido
onde o rosto já não se reconhece.
Escrevo—e a tinta sangra no papel,
mas o que digo não é o que fica,
o que fica não é o que sou.
Entre mim e o outro há um abismo,
uma distância que a voz não vence,
um eco que se perde na sombra.
Às vezes são lâminas,
abrem sulcos na carne do tempo,
fazem sangrar quem as ouve.
Outras vezes, são leves demais,
tocam, mas não ficam,
morrem antes de nascer.
Quisera eu que a palavra fosse ponte,
mas tantas vezes é muro,
ferro, pedra, ruína.
Tantas vezes, o que fere não é o grito,
mas o silêncio depois dele,
o vazio onde o sentido se afoga.
E no entanto, insisto.
Porque dizer é resistir à solidão,
é lutar contra o escuro do não-entendimento,
é desafiar a noite com um nome,
mesmo que ninguém o repita.
Eu me sinto livre. Percebo que toda hesitação consome minha liberdade, mas a cada segundo me sinto mais livre. Isso é imaturidade ou niilismo? A liberdade me fortalece ou me esvazia?
O dia em que tua ferida não mais me dilacerar será o instante em que perceberás que meu amor por ti se desfez como cinzas ao vento.
Aquele dia se tornou interminável para mim, lembro que me sentei naquele sofá dentro daquele apartamento vazio e fiquei uns 5 minutos olhando para o chão tentando processar tudo o que tinha acabado de acontecer. Não sentia nada, só que do nada começou a me dar uma vontade de chorar e logo veio uma sensação de culpa, como se tudo o que tivesse acontecido, como se a sua partida tivesse sido culpa minha. Naquele momento eu não sabia o que fazer. Era notável e inconvertível que naquele dia eu iria te perder. E perdi. Eu estou vendo, desde aquele dia, a minha vida se desmoronar diante dos meus olhos e eu não consigo fazer nada para impedir que isso aconteça. O relógio está passando de pressa e impiedoso, e eu só consigo ver todo mundo a minha volta dando certo exceto eu! Sobre a sua ausência? Dessa eu já me curei, mais depois daquele dia eu nunca mais fui a mesma, nunca me recuperei e tão pouco me livrei daquela sensação terrível chamada culpa.
Ás vezes, eu sinto que estou andando em um mundo que não faz sentido. Como se tudo ao meu redor seguisse um roteiro que não foi feito pra mim. Carrego um peso que ninguém vê, uma mistura de vazio e sobrecarga que me acompanha desde sempre. É estranho porque ao mesmo tempo que eu me sinto sufocada, há um buraco dentro de mim. Nada parece preencher ele e infelizmente nada dura, então, eu busco adrenalina. Pelo menos nesse instante, eu sinto alguma coisa e por um momento, eu existo de verdade. Mas quando passa, tudo volta. O mesmo vazio e a mesma sensação de que viver não tem mais sentido.
Chorar? Não consigo mais.
Meu rosto permanece impassível.
Em mim, há um grito invisível tentando escapar.
Uma dor implacável buscando cura.
Um vazio desesperado para ser preenchido.
E um desejo insistente de que a morte chegue
e leve consigo essa sensação de incapacidade.
Jamais deveríamos permitir-nos acordar de manhã, levantar e sair desprovidos de alma. Pior do que andar despidos seria deixar que outros nos vissem desalmados. E que triste seria um corpo vazio de amor, já que pessoas sem vida são incapazes de amar.
quando queixar-se pela derrota, lembre-se de que os maiores perdedores da história acreditaram até o fim que haviam ganhado.
Do livro ainda não escrito: As sete vidas do amor
Um desejo ardente
De encontrar novamente
Um olhar que seja presente
Determinado inconsciente
Pra preencher o vazio na alma
Que só um amor de verdade acalma
O beijo que reanima a vida
Que faz ela de fato ser divina
Se entregar anestesiada
Sem lembrar que o último só trouxe dor
E assim mais uma vez tentar não morrerdeamor.
Substitua os medos provisórios pela certeza providencial, pois ela é inevitável e eternamente oportuna. Não percebe que suas ânsias se relacionam mais com o vazio do que com a plenitude? Não se pode encher o que já está completo; por isso, a ânsia frequentemente provoca náuseas. Nossas ânsias e desejos insaciáveis geram desconforto físico e náuseas, refletindo o impacto perturbador do excesso emocional e de preocupação sobre nosso bem-estar.
DESGUARNECIDO
Ser-lhe-emos infrutíferos quando deixarmos de ser os provedores das suas satisfações e das supostas "alegrias momentosas", sem que nos apercebemos, deixamos de ser prestigiados. Nalguns casos origina o narcisismo, noutros depressão logo, acabamos "desguarnecidos fruto da agrura (angústia).
Nos momentos de silêncio, eu me deparava com a presença inescapável dos meus próprios pensamentos. Cada memória ressurgia com um peso existencial, preenchendo o vazio com questionamentos profundos. O silêncio, em sua aparente simplicidade, revelava-se um espaço denso e intrincado de introspecção. Esse confronto com a minha própria consciência era um lembrete constante da complexa condição humana. Na solidão, encontrava a verdade de minha existência, percebendo que, mesmo isolado, nunca estava realmente só, pois estava sempre acompanhado de minha própria essência e questionamentos.
Entenda que:
Nenhum homem pode ocupar o espaço que só Jesus pode preencher. Porque ainda que o homem tente ocupá-lo, você permanecerá vazio.
Pausa em ritmo contínuo,
Parece que tudo está fora de mim,
Mas tudo pulsa num silêncio ininterrupto,
Vazio de um inquieto eco sem fim,
