Vazio
Precipício
Parte 01: bservação do Vazio.
Daqui a vista é bem vista,
E a visão não é mais turva:
Daqui o mundo tem explosão balística.
Só se arrisca quem erra a curva.
O paraíso é como um sonho,
Não exponho os meus medos.
E a dor do abandono,
Já corroeu os meus desejos.
Não quero mais ficar aqui
Mesmo sem ter pra onde ir.
Não quero mais existir,
Mas não quero perder o fim...
Mas não quero me perder no fim...
Não quero que seja o fim!
Enfim... Fique por mim!
Enfim... Siga assim...
Mesmoooo!
Parte 02: Escolha do Ato.
Agora o frio me abraça,
Me enlaça como uma forca.
As minhas forças somem de graça ,
E isso só me ameaça...
Não sei como agir.
Nem pra onde ir...
Mas não quero ficar aqui!!!
Não sei como fugir,
Nem sei como fingir...
Mas não quero ficar aqui!!!
Parte 03: Últimas memórias.
Sinto o vento cortar o meu rosto,
E o meu corpo sem movimentos.
Sinto o meu ar saindo aos sopros,
Absorto nos meus pensamentos.
O meu tempo tá ficando curto,
E não curto essas emoções,
Minhas memórias em curto-circuito
Só aumentam as minhas aflições.
Meu coração lateja,
Na peleja,
E na certeza do meu destino.
Não há incerteza,
Vejo a moleza,
Do meu corpo franzino.
A minha última visão,
Se enevoa por um segundo...
O meu coração,
Bate mais forte,
E a morte,
Será mais que tudo!
Não quero mais ficar aqui,
Mesmo sem ter pra onde ir...
Não quero mais existir,
Mas não quero perder o fim...
Mas não quero me perder no fim...
Não quero que seja o fim!!!
Tsharllez Foucallt
A Sombra Livre vs O Peso das Escolhas
Aquele vazio do lugar
Me mantém aprisionado
As correntes que me grudam lá
Não detém o meu desejo de refugiado.
Sei que estou "acordado",
Mesmo assim o meu corpo falha
Tentando vencer a batalha
Da qual eu já estou derrotado.
A ferrugem corrói as correntes
E meu corpo quase dormente
Grita no fim que devo reagir.
Na minha frente movendo-se em ondas
Aquelas malditas e asquerosas sombras
Querem a todo custo me coagir.
Reluto tentando não desisti
Olhando as pressas muito atordoado.
Todos que ali estão acorrentados
Se esforçam para não me verem insistir.
Eu tento então proceguir.
Vejo o teto como se fosse o véu,
Mas acredito que aquele céu
Não consiga mais me manter aqui.
Ergo o meu corpo decrépito e frágil
Sob os protestos que me acusam de plágio
Tentando sair daquela caverna.
Agora serei totalmente hábil
Cruzando entre eles, serei ágil,
E passarei para a vida "eterna".
Daqui de cima vejo todos moribundos,
E grito que são fantoches projetados.
São como sombras de seres desprezados
Subjugando-se todos a cada segundo.
Criaturas de corpos imundos
Nunca passaram de seres pecadores.
Atacam nas chagas, nas dores,
Rasgando as feridas até aos fundos.
Essa visão me dilacera
Até o coração acelera
E o meu estômago embrulha inteiro.
O mundo não passa de uma grande quimera
Controlado por grandes bestas e feras,
Abusando dos sofrimentos de terceiros.
Há tantas cores que me sufocam,
Gostaria de voltar para lá, dentro.
Até volto, mas assim que entro,
Vejo que as sombras me provocam.
Os olhares que agora elas trocam,
É que gargalham de ironia comigo.
Vendo que agora sou o meu próprio inimigo,
Então mais medo em mim, elas colocam.
Sento, ponho as correntes novamente.
A minha mente quase que inconsciente
Me relembra a minha eterna luta.
Sei o quanto eu fui inconsequente
E agora deitado com o corpo quente
Quero que a morte seja minha última disputa.
Os meus olhos vão se fechando rápido demais.
A sombra que se deita sobre mim me assombra cada vez mais.
Tsharllez Foucallt
INEXISTÊNCIA
0 Vazio, um vácuo , aquele vão que jamais será preenchido. É como estar vagando no espaço sideral sem proteção alguma!
Essa é a sensação da inexistência de um pai.
0888/22
“Raiz”
Eu não nasci leve.
Fui chão.
Fui barro pisado, seco, rachado…
mas nunca vazio.
Carrego nos ossos histórias
que ninguém teve coragem de contar.
E mesmo assim, olha eu aqui —
de pé, inteiro, respirando futuro.
O mundo tentou me ensinar a dobrar,
mas eu aprendi foi a criar raiz.
Porque quem cria raiz,
não sai voando à toa…
fica, resiste, cresce.
Tem dia que o silêncio pesa,
que a alma grita baixo,
que o espelho pergunta coisas
que eu ainda não sei responder.
Mas eu sigo.
Não bonito, real.
Não perfeito, vivo.
Porque viver não é sobre vencer todo dia,
é sobre não se abandonar
quando tudo dentro pede desistência.
E eu não me abandono.
Nunca mais.
Tem pessoas que são passageiros que vão, e deixam um vagão vazio dentro da gente, que mais ninguém preenche.
Esse vazio tão profundo só pode ser curado por Deus.
Não há nada nesse mundo que possa substituir o amor divino.
Qualquer outra cura é momentânea e assim, a dor voltará, se o verdadeiro mal que permitiu a entrada dela no seu coração, não for eliminado.
Quase de manhã mais uma noite no vazio, me desafio, lá fora o mundo louco sem perdão nem compaixão...
No vazio da noite, corpos se encontram sem destino,
Em abraços fugazes, sem compromisso ou direção.
Prazer efêmero, paixão passageira,
Mas no coração, uma ausência inteira.
Provérbios 14:12 (NVI):
" Há caminho que parece certo ao homem,
mas ao final conduz à morte."
Sem propósito verdadeiro, é como folha ao vento,
Sem rumo certo, perdido no tempo.
Pois o amor verdadeiro é mais que desejo,
É compromisso, é conexão que eleva e deixa ensejo.
No vazio de almas que não se encontram,
Sobram só lembranças que o tempo afrontam.
Busque mais que prazer momentâneo,
Encontre o coração que seja seu complemento.
Pois o sexo sem propósito é como água em cesto furado,
Não satisfaz, deixa um vazio cansado.
Que o amor seja o laço que une os corações,
E a vida se encha de verdadeiras paixões.
A falta de propósito e do vínculo que leva à perfeição (Colossenses 3:14) cria um vazio na alma, causando dores tão profundas que palavras não conseguem descrever.
Após um sentimento frio,
por instinto, o coração congelou,
mas não ficou vazio,
isento de sentimentos,
foi a forma que encontrou
de se preservar
até que o tempo mude
e o aqueça
e a geleira vire mar.
Às vezes, mesmo no frio,
o amor floresce,
resisti a sanção de vazio,
bravamente não esmorece,
mantém os seus encantos,
conforta e aquece o caminho,
então, enquanto sua chama estiver acesa,
continuará florescendo,
faz parte da sua natureza
ser um forte sentimento.
Ninho já vazio, mas que ainda está cheio de capricho, deixando evidente que foi construído com muita dedicação e sem pressa, de um jeito preciso,
prestando muita atenção em cada detalhe, usando o material correto em um lugar lindo e seguro nos galhos resistentes de uma árvore saudável, bela com muitas folhas,
construção simples e muito admirável de uma pequena forma de vida, a proeza expressiva de um pássaro graças a Providência Divina.
Adornado
Sentia
Sente
O vazio
De
Não mais
Sentir
De
Quem
Ama
A vibração
O mesmo
Ardor
A mesma
Intensidade
O quanto
Do mesmo
Quanto
Que
Um dia
Pensou-se
Amado
Leira à Altura
Lembranças
Não mais
Que
Lembranças
Sem mesmo
Ter tido
Projetos
Vazio
Existencial
Tédio
A suprema
Condenação
Saber & Razão
O vazio não
Nos persegue
Com o seu hálito
E é na imensidão
Canto
Que se sente o timbre
O Homem
Ser de casca e rédeas longas
Não teria alcançado o possível
Se repetidas vezes
Não tivesse o impossível
A política
É como a perfuração
Lenta
De tábuas duras verdes
Aliás
Existe tanto paixão
Como perspectiva
Bons chutes
Precisam ser firmes
No chão em que se pisa
