Vampiros
Gente infeliz, frustrada, limitada, pobre de espírito, sem conteúdo, sem brilho, o famoso vampiro de alma! Esse encosto do satanás sempre vai tentar tirar sua paz, eles esquecem que a chama do mal pode até brilhar forte, mas apaga rápido, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Carta ao Vampiro
Nesta noite tão fria e de denso luar,
Espero em calmaria que venhas me amar
Tens a morte na pele e também no olhar,
A beleza de um vampiro que sufoca meu ar.
Percebo que mesmo morto, tão vivo está,
Porem suas veias não vejo pulsar.
Talvesse eu não devesse, mas é inevitável
Apreciar assim o vermelho em seus lábios.
Mas a vida é a morte e a morte é a vida,
Bailamos na noite que é quase infinita.
E quando a última pétala da rosa cair, voltaremos à cripta, descansar e dormir.
A timidez me enfraquece e me deixa sem jeito, mas é isso que penso e também oque desejo.
Com sussuros em seus ouvidos eu repito a rima : "viva, viva a morte da vida!"
Ao meu lado só quem acrescenta, os vampiros astrais a gente bloqueia, exclui e elimina. Frequência não se mistura
Fora de mim existem anjos e demônios, fantasmas e malassombros, lobisomens e vampiros, elfos, fadas, bruxas e unicórnios.
Dentro de mim habitam crenças e fantasias, ilusões e desvarios, ficções e devaneios, imaginações, medos, desejos e faz de conta.
"Não viro vampiro, prefiro sangrar como caçador, pode até tentar me persuadir, mas ao seu legado eu colocarei um fim."
Há algo de similar entre vampiros e poetas. Enquanto os vampiros sugam o sangue que corre nas carnes vivas, os poetas sugam versos que pulsam no sangue da vida
Vampiros energéticos são pessoas encarnadas e desencarnadas que se alimentam da fraqueza vital e emocional daqueles que ainda não tem consciência para lidar com seus pontos fracos
Os vidros de segurança não foram desenhados para ser à prova de vampiros. Talvez eu devesse escrever e sugerir isso.
-Vampiro-
Em ondas vermelhas
Eu posso sentir o seu gosto
Quando seus cabelos se confundem com os meus
Sinto que já estou perdida
Não tenho saída
Quando sinto seu corpo me envolvendo
Como um abraço de vampiro
Sei que você não me soltará
Se amanhã chegar ainda seremos nós
Como o sol e o azul inseparáveis
Assim como a chuva e o frio
Sempre,
Sangue e sede.
Procuro me olhar no espelho e há vezes que não me vejo, não sou vampiro e nem um fantasma, é só a cópia da minha cara, vejo muitas linhas e traços idênticos, mas mesmo assim não me conheço, percebo o quão seria bom se refletisse todo o meu desejo, pois como não reflete o nosso íntimo e anseios, a imagem de mim aos meus olhos não me vejo.
Sou como um vampiro, me alimento do sangue que outros derramaram, me banho nas lágrimas de outros, curo a minha tristeza na tristeza alheia. E não só eu, mas todos os que apreciam uma arte sad/dark.
O ser humano
é um ser pensante
Afável, maleável!
Um vampiro, o multante.
Adaptam - se ao meio...
Prontos para o recomeço
011121
O ANO PASSADO
Depois do meu milésimo ano...não, eu não sou nenhum vampiro, muito menos Matusalem, só conjecturo sobre vidas passadas que provavelmente possa ter vivido. só queria uma lembrança mais marcante do ano passado; é exatamente isso, o ano passado; não ao pé da letra, não literalmente. Sabe aquela foto desfocada que amarelou e você tenta decifrar os detalhes, mas o perfume daquele tempo ainda invade as tuas narinas... ah, o ano passado! assim a Aldeota deixou aquela fragrância em mim; suas torres perfuravam meu coração, seus condomínios que encarceravam meus fantásmas, seus prédios que usurpavam minhas paisagens; baby sitters que me seduziam ou só abusavam do meu encanto. O ano passado, quando na foto você percebe que aquela roupa era ridícula que o penteado era brega, mas uma magia fascinava tudo romanticamente, pois ainda havia a esperança, a ilusão de que tudo teria melhores perspectivas, não é o caso desse nosso presente... então percebemos que o ano passado foi melhor e que o ano anterior ao ano passado foi melhor ainda. Acumulamos decepções, desilusões; os sorrisos parecem mais deboches, os gestos, uns escrachos e a realidade caminha capenga e escarpada como uma ameaça ao que tínhamos de esperança.
Ainda me levanto pela manhã crendo que um anjo refrigera a brisa que bate-me no rosto e seus raios de sol doura nos a pele como um consolo ao que de imbecil espora nos as costelas e presenças nocivas que me fazem querer de volta o ano passado
Quem dera fosse um destes vampiros que não têm medo do tempo, pois este não é o seu maior inimigo. Destes que não se preocupam com o dinheiro, pois o seu tempo infinito não lhe faz preocupar-se com tão pouco. Um destes em que o medo jamais bateria em sua porta, pois sabes têm todas as chances que o tempo, o dinheiro e a falta de medo podem lhe dar.
“Quem paga o pecado é quem vive com o pecador".
Tanto faz para o Vampiro se Você morre.
Depois que sugar todo seu sangue, deixa-lhe a culpa por não satisfazê-lo.
