Valsa
Vem, porque sem ti
a vida é liberdade sem tormento
valsa dançada sem entrosamento
: casa vazia, sem flores na janela.
Eliana Mora, 04/10/2006
Pequena valsa
Simples obra do acaso
Tudo parece tão fora do comum
Intrigante obra do destino
Torna o acaso tão complicado em lidar.
Irônica mania do acaso
Trata de atar nós encarcerando desejos
Cômica mania do destino
Tem a audácia de remoer sem se expressar.
Remanescente vestígio do acaso
Manuseia incertezas para mantê-las incertas
Inocente vestígio do destino
A certeza encontra o real para se tornar pueril.
Desinteressante acaso.
Perde-se tudo, chão, teto, paredes e o correto alvo
Intrigante destino
Tece um fio de esperança para dar seqüência aos dias.
Reviravolta da mudança do acaso
A normalidade inicial ressurge abrupta
Tráfego inconstante do destino
Aproxima, distancia, torna única e plurifica.
Mas aquela pitada verde nunca some ou desencanta. Dessa maneira, a dança do acaso com o destino se rompe em sentimentos antagônicos e maestrais. Não sentidos ou sem sentido por serem exibidos com eufemismo grave.
Você é a valsa que eu queria ter dançado. Meu vestido não saiu do croqui,ficou opaco de tanta tristeza .
ME AMO
Hoje convidei as minhas inseguranças para dançar uma valsa.
Talvez assim conseguisse enxergar as minhas belezas e meus talentos.
Aos poucos fui aprendendo a lidar comigo mesma.
Joguei todos os comentários aos ares.
Deixei de lado meu medo de brilhar.
Hoje sou feliz como sou.
Atualmente vejo o que sou, e só isso que importa.
Reconheço meus limites.
Infelizmente tive que fazer uma limonada com os limões que a vida me deu.
Hoje sinto que sou eu muito mas que ontem.
E raramente me pego presa aos padrões dito como meus.
Agora sou eu que me padronizo.
Hoje sou eu que me amo.
E convido você a se amar também
VALSA
No morrer da lua alva
Giram
Dois pares apaixonados
Olhando-se apaixonados
Querendo-se apaixonados
Perdendo-se entrelaçados e chorando apaixonados
E ninguém, no mundo ou nas estrelas, os salva
Giram apaixonados
Dois pares coitados
Dois pares trocados.
Na valsa de minha vida,no compaço da minha tristeza sigo dançando com a morte bailando como o meu desespero com o choro como professor e a depressão como participação especial.
"Dois corpos, um movimento,
Uma valsa que encanta o momento.
Olhos nos olhos, mãos unidas,
Um amor que dança nas vidas.
A música os leva ao céu,
Um giro que os faz voar alto e livre.
O amor é a coreografia,
Que os faz dançar em harmonia.
editelima 60
agosto/2025
"O ranger do tablado, na madeira, cada passo.
A valsa, a dança, de rostos colados.
O pulsar do peito, o coração acelerado.
Eu amo tanto aquela mulher, que pensá-la, lembrá-la, faz-me enfermo, febril, débil, acamado.
Chega a doer o peito, maldição minha ter te olhado.
Eu a amo, só amo, não existe explicação, verso, religião, Deus, para um homem apaixonado.
Ah, amada minha, como que te amo, amo, amo tanto, que quando lhe sonho, me amaldiçoo por ter acordado.
Se morrer for eternamente sonhá-la, então, Pai, ceife minha vida, e não me acorde nem para o Juízo Final, meu pecado foi ter amado.
Fazei-me julgado.
Declarar-me-ia culpado.
Hoje a madrugada inundou o meu quarto.
A solidão, fria, veio deitar-se ao meu lado.
Acordei trêmulo, assustado.
A chuva lá fora parecia inundar a escuridão e o vento frio deixa-me arrepiado.
Ao longe, ouvi um trovão, senti a lágrima escorrer pelo meu rosto cansado.
O som ao longe lembrou-me de nós, de rostos colados.
O ranger do tablado, na madeira, cada passo...
A noite avançava lesta, como só acontece quando as palavras se unem para dançarem uma valsa perfeita.
Dançamos; dançamos valsa, salsa, bolero; aqueles sentimentais, que pareciam compostos pelo que vivemos; trilha sonoras de nossas vidas. Dançamos samba; eu observava os teus remelexos, teus trejeitos, o teu decote, o teu corpo... acho que falei do brilho dos teus cabelos mechados, do teu batom de framboesa, acho que elogiei teu perfume, teus sapatos de couro de cobra, encantei-me com a ametista nos teus brincos de ouro branco, tua saia de viscose, tua gargantilha de ouro, acho que mencionei os lustres do ambiente, a neblina que escorria pela vidraça, as bebidas coloridas nas taças, que mais pareciam ornamentos às mesas. Rimos dos casais que perdiam a compostura, de uma ou outra gafe, de alguém que escorregou na pista; acho que declamei um poema, um daqueles que você gostava, mas nunca se lembrava e acabava engolindo um ou outro verso; mencionei o último hit de Adele, a sensibilidade de Cecília, a amargura melancólica de “O RETRATO” esperei tanto por aquele momento e tanto fantasiei; tanto te falei, mas nada disse; mas será que eu tinha mesmo algo a dizer...?
SALVEM MARIA
A valsa ao som do piano perdeu a cor.
Um gemido ecoa na sala,
Pede socorro e grita uma dor.
Dor, tal qual um retrato violado,
De ver que se inocenta um monstro, um desalmado,
Dor de viver a sombra, de morrer num estalo.
A vida que foi trocada pelo medo, pela insegurança.
Trocaram a divina pela matança.
E numa arte, numa poesia,
Se faz necessário um grito de agonia.
Salvem Maria!
A morte a acompanha,
Um choro de dor, um hematoma no braço,
Uma marca de ajuda, um pedido de socorro que é ignorado.
Será que aos sons do inferno, se ouve a súplica de uma mulher?
Salvem Maria dos perigos dos homens de fé!
A cada nascimento feminino,
Há uma dádiva em canção.
Mas quando uma raiz podre encontra impulso, a melodia termina num caixão.
Pobre coração, há perigo no amor!
Nessa civilização, onde se grita pecados, se encobre sua dor.
Batam o martelo, batam preces no tambor!
Salvem Maria e acusem os culpados;
Há sangue na rua, mas há uma faísca que irá incendiar,
Não faremos silêncio enquanto Maria não for ouvida sem precisar gritar.
Assim como o Ceú sem estrelas chuva sem se molhar, como a Valsa só é Bela Quando Dança, como amar sem se entregar não é paixão, não há sol sem Você Aqui, eu só quero Você perto do meu Coração.
Eles lutam contra eles mas não vão se dedurar.Uma valsa ensaiada por cobras(onde a sobra vai dançar)
Se Você fosse um chocolate seria amargo mas eu pediria Bis .
você pode ser um sonho de valsa e eu um diamante negro ♥ .
Então pode segurar a minha mão e se deixar rodopiar no meu saltitar na minha trágica valsa te levarei a um lugar secreto ao centro do meu coração.
Música Perfeita
Na valsa de um silêncio profundo...:
Oh, you crawled out of the sea
straight into my arms,
straight into my arms...
Oh, you crawled out of the sea
straight into my arms,
straight into my arms...
Oh, you crawled out of the sea
straight into my arms,
straight into my arms...
Oh, you crawled out of the sea
straight into my arms,
straight into my arms...
