Vaidade
Ela anda pela floresta
E abandona a cidade
O tempo é tudo que lhe resta
Não existe mais vaidade
Mas um dia chega o medo
Que chega como uma ave
Chega bem mais cedo
E é difícil que se salve
Mas ela quer provar
Que o medo é ilusão
Talvez de para salvar
O seu puro coração
Mas isso tudo um dia acaba
Até o que ela sentiu
E mesmo que ninguém saiba
Tudo isso já existiu
Quer encontrar um tesouro valioso?
Comece a remover as pedras (vaidade, orgulho, egoísmo, mau humor, etc) e o encontrará dentro de ti.
Não são só pensamentos, e nem apenas saudade. Não, também não é vaidade. Infâmia ou ostentação. Não da forma como eu vejo, e te vejo. Ah, não me vejo, não assim, tão distante de ti. Sem sentido, sem explicação, sem palavras, sem refrão. Por isso canto, e sozinho, em meu canto, tudo o que sempre quis te dizer. E não te deixar assim como eu, tão sozinha, cair em pranto.
A vaidade é o que torna qualquer experiência comunitária impossível de ser concretizada. É ela quem gera outros filhos monstruosos da espécie humana como o egoísmo e a cobiça. E as crenças religiosas são apenas a maquiagem que disfarça as vaidades.
O que fica?
A beleza se vai
A vaidade não existe mais
A força se acaba
Os olhos ficam brandos e lagrimais
A voz quase não sai
As marcas aparecem cada vez mais
O tempo
Como queria que durasse um pouco mais
Então o que fica?
Quando chegamos uma determinada idade
Sabemos muito bem
Mas o que da saudade
Que saudade
É do que já se foi há muito tempo
Espelho Mentiroso.
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Minha vaidade existe, confesso.
Criado por duas mulheres, uma mãe e uma irmã, não poderia ser diferente.
Ao passar por qualquer espelho ou vidraça não me custa conferir minha aparência dos pés a cabeça.
Meu cabelo é o que mais dá trabalho.
Me chame de fresco se preferir, xingue minha mãe se quiser e ainda assim teremos um dialogo, mas isso acaba quando destrói meu penteado, não pelos outros, mas por mim.
Descobri em minha casa um espelho mentiroso, vejo-me diferente nele.
Ele sempre me passa uma imagem de esbelto escondendo o rosto amanhecido, até disfarça a ressaca.
O tal espelho foi apelidado de mãe por mim, pois como toda mãe acha seu filho o mais perfeito dizendo sempre que está lindo e bem alinhado.
Assim como não devemos confiar em mães sobre a beleza dos filhos, não cofio em meu espelho, no entanto sempre que brigo com minha auto-estima corro para lamentar-me em seus braços. Percebi que de fato meu melhor ângulo é sempre em sua frente, me faz fotogênico por inteiro.
Mas mesmo assim, mesmo com todo esse afago em meu ego concretizado por meu espelho nunca me vi tão belo quando refletido naqueles olhos de amêndoas que um dia mirava-me com desejo.
Bento.
