Vaidade
Na contemporaneidade, a vaidade se torna uma virtude, com a exposição de detalhes triviais nas redes sociais sendo celebrada como símbolo de autoconfiança e relevância.
No autocuidado, você quer se sentir bem e isso é feito para você. Quando há vaidade você quer se mostrar esperando que a aparêcia seja reconhecida ou admirada pelos outros.
Escrever não é para qualquer um.
Pode soar como vaidade, mas a verdade é que poucos conseguem traduzir sentimentos de forma honesta e digna.
É um ato de coragem.
Requer audácia e, acima de tudo, uma quase indiferença ao risco de morrer.
Morrer de excesso de vulnerabilidade.
Nunca vi alguém por perto que tivesse a habilidade — ou ao menos a audácia — de tentar.
Porque escrever não é só contar histórias.
É se expor no palco sem roupa, debaixo de uma luz que revela cada imperfeição.
É um salto sem garantia de rede.
E, cá entre nós, quem é que gosta de cair?
Única coisa que nos pertence é tempo e o controle das nossas mentes, o resto é vaidade e vaidade envenena a alma e te torna um ser humano desprezível.
Só a vaidade é constante em nós; em tudo o mais a firmeza nos molesta: com o tempo e a razão vimos a perder uma grande parte da sensibilidade no exercício das paixões; porém o exercício da vaidade não se perde com a razão nem com o tempo. O nosso gosto debilita-se, altera-se, muda-se, e também se acaba; a vaidade sempre persiste e dura.
"Ser visto não é um luxo ou uma simples vaidade, mas uma necessidade visceral que conecta nossa alma ao vasto tecido das relações interpessoais, um desejo inconsciente que, em um mundo saturado de imagens, luta para encontrar significado." – Dan Mena.
Aquele que se apega ao vento, deixa-se levar pela sua própria vaidade. Mas o que se basta a si mesmo, esse é o mais nobre dos homens, pois não depende da aprovação alheia para encontrar sua própria luz. Como a árvore que floresce mesmo sem a chuva, assim é o espírito que se nutre de sua própria seiva, imune aos caprichos da fortuna. Portanto, cuida de ti mesmo, e deixa que os outros sigam seu próprio caminho, pois cada um carrega seu fardo e sua coroa.
A vaidade dos
pequenos revela-se em
constante autorreferência;
a dos
grandes, em sábia discrição sobre si.
Para o bem ou para o mal o fato é que a vaidade e o interesse próprio são duas das maiores forças propulsoras da humanidade!
A vaidade mais corrosiva, solitária e longeva é a intelectual. Quem a tem sabe o que isso significa. Importante é que o bom-humor sobreviva em tempos de tanta acidez.
