Vaidade
"O pior é ter que reconhecer que, sim, a gastronomia tende à afetação."
(Gladston Mamede. Fragmentos de um Discurso Manducatório. Instituto Pandectas, 2022)
A Leveza do Saber
O fascínio pelo saber é inimigo da sabedoria. Conhecimento exacerbado não quer dizer maestria. Ser inteligente não é ser sábio. Conhecer sobre todas coisas não o torna um professor. Somente mais um discípulo, um eterno aluno na escola cósmica que rege os mundos.
E aqui neste, dentro ou fora de religião, com diploma pendurado na parede ou não, somente restará o Amor e o que você fez motivado por ele.
Enquanto o Ser humano não compreender que o caminho para torná-lo mais feliz, mais leve, sempre continuará sendo, aquele que não o torna um refém, um prisioneiro, ele continuará a repetir súplicas que nunca se encerram e lamentos que ninguém mais ouve.
Podes até ser uma pessoa culta, portadora de uma grande inteligência e experiência que muitos ao seu redor nem sonham em obter, mas tudo perde o seu devido valor a partir dê o momento em que você falte com a humildade e respeito com o outro.
juramentos a mim mesmo de madrugrada, quando olho a janela... vejo a alvorada, clara e intensa como os teus olhares...
Se amo em mim o que odeio, me condeno à inércia destrutiva do erro. E as minhas fraquezas estarão sempre aparentes.
Nas ocasiões em que surge entre os cônjuges uma disputa de poder, não há outra solução: um dos dois terá de ceder. Essa é a hora de parar e avaliar: o que está no fundo da disputa? É vaidade, é medo de ser humilhado, é um capricho? Aquele que cede, não perde autoridade - muito pelo contrário. Quem cede está criando uma possibilidade de ação para o outro. A autoridade surge quando a caridade entra em ação. Não se trata de ceder por medo. Cede-se por amor.
Comprei um par de cadeiras de praia
Na sala vazia, sem propósito, caiu bem seu lugar no cenário
Fiz o convite.
Elas vieram, sentaram-se confortavelmente, sem cruzar as pernas, e…
tomando banho de lua, no reflexo da porta de vidro,
decidiram deitar ao chão.
Lunáticas que são, era de se esperar.
A conversa deu lugar ao silêncio que escutava a música
Minha playlist "23:45" ecoava na sala cheia de vazios
Elas, as cadeiras vazias, os corpos no chão, o brilho lunar invadindo a sala…
Contemplamos, existimos, sem função, a sala não tinha propósito
Da gente, só se esperava existir…
livres, descruzadas, juntas, deitadas e enroscando as mãos em nosso cabelos
Elas foram embora.
Comprei uma poltrona caríssima para duas deitarem
A poltrona se acostumou, e eu me acostumei com seu conforto vazio, também sem propósito
Era ela para nada.
Para o mesmo que as cadeiras de praia
Mas para ser nada, custou muito e fiquei brava.
Comprei uma luminária, para iluminar seu costume na sala.
Agora existia um propósito…
a luminária, clarear a poltrona
a poltrona, ser iluminada
Mas também era para nada
Comprei uma vitrola, e era para ecoar sons na sala que já não estava vazia.
E percebi que também era para nada se não houvesse nela um vinil cambaleando
Comprei o vinil, e este era para alguma coisa.
Era para fazer funcionar a vitrola e dar a ela propósito.
E, cambaleando, percebi que também me acostumava.
Comprei um vinho para encher a taça
E enchendo a taça, a esvaziava em mim, que agora cheia dele, via alguma proposta
Eu é que estava iluminada, mesmo sem ligar a luminária na tomada.
Olhando para a sala, desci os degraus saindo de casa.
Deitei na rede, e olhando para a sala cheia, percebi que não me cabia lá.
Era tudo para nada.
Todos nós estávamos acostumados.
Tudo era para nada.
Então, desistindo de ter, existi!
Ninguém está muito interessado se você passou por enormes tempestades...
Todos só se interessam em saber, se você trouxe o navio e com uma carga que brilha aos olhos deles.
A gestão pública, em todos os setores, sobrevivem por meio de um arrojado esquema de marketing; a propaganda prevalece; um jogo de vaidade; vivemos num sistema poluído; ninguém se salva; quem sofre com isso é a sociedade que paga o alto preço das vaidades institucionais.
O tempo nos mostra o lado corrosivo do poder político; vivemos um choque séptico em todos os setores do poder, sem exceção; muita propaganda institucional e pouca efetividade; os homens bons são sucumbidos; prosperam arrogância, vaidade e hipocrisia; a enfermidade é gravíssima; a cura improvável; todos vão morrer e serão inumados na necrópole do descaso
Onde tem pessoas reunidas, quase sempre não há consenso; prefiro escrever livros a mexer com atividades onde prosperam a vaidade e ganância pelo poder; por meio dos livros, expõem-se ideias e pensamentos; durante a produção do livro, o teclado pode até nos trair; digitações sobrepostas; erro na construção de frase; deslizes ortográficos. Mas logo, inevitavelmente, a falha será descoberta; o próprio corretor automático pode nos ajudar, e antes do ENTER, é possível corrigir.
Ativismo na igreja: uma linha tênue, porém com um contraste notável!
Sacrificar e servir para honrar o próximo... Ou servir-se do sacrifício alheio para enaltecer a si próprio.
Aqueles que se dedicam a Deus e ao outro por genuíno altruísmo não buscam holofotes nem fazem alardes.
Caridade e vaidade só combinam na rima.
Entendia a necessidade, mas corrompeu a generosidade e a urgência não compreendida se uniu a vaidade.
Talvez a felicidade do indivíduo esteja no saber ser.
Sabendo ser, saberão a força que se tem.
No caminho, não tenha vaidades.
Lembre-se de quem é desde o início.
O que conquistou de material neste tempo, de nada valerá quando estiver no fim desta existência.
Herança? Só se preocupe com uma, o exemplo.
Talvez deixe algum legado.
Para filhos, pais, Irmãos, amigos, não. Para todos que passam por tua existência.
Não afirmo, mas pode ser que nada seja entregue, seja recebido.
Vai entender as vaidades humanas?
Contudo, não se paute por vaidades e quereres teus.
Só viva e seja em comunhão com o tempo e o Universo.
Vovó Rosa
"O solipsismo é uma prisão solitária da mente, onde a ilusão de ser o único protagonista obscurece a riqueza do mundo que existe além do próprio eu."
Os passos do justo são suas obras ou também os afetos da mente, que jamais vacilarão, isto é, nunca são pegos no laço da sugestão diabólica, nem escorregam na praça da vaidade mundana.
Estar vivo literalmente para o homem, resume-se no processo de inspiração e expiração espontânea, mas o responsável ainda por isso ainda é o O2, diga não a soberba.
É uma tristeza funda, uma angústia que quase não se explica, ver quem se mede pelo que tem. Carregam, sem saber, o peso de títulos e bens que brilham por instantes, como o ouro que o tempo consome. Ignoram que a verdadeira luz não vem da ostentação, mas do silêncio profundo que habita na alma.
Lá no alto, os que se julgam poderosos deliciam-se na adulação dos que rastejam. É nesse louvor vazio que buscam o sentido da sua grandeza, um valor inchado por pobres de espírito que aspiram a ser como eles. Esses poderosos só existem pela bajulação; se os deixassem a falar sozinhos, não seriam mais que pavões, gritando por atenção, adornados por um brilho que nunca será verdadeiro.
E os que rastejam, sem coluna, vendem-se na busca de um lugar ao sol, dispostos a tudo para se elevarem e serem iguais aos que veneram. Perdem-se na sombra de uma ambição vazia, almejando um brilho que não lhes pertence, esquecendo-se de que a verdadeira grandeza não se mede em posses.
No fim, o que resta? A certeza de que o valor autêntico não se encontra em aplausos ou no eco oco de títulos. O tesouro real reside na essência, no caráter que se mantém erguido quando o silêncio envolve e a vaidade se dissolve. A dignidade não se curva ao ouro ou à adulação, mas ergue-se na simplicidade do ser.
E, se pararmos para refletir, perceberemos que a verdadeira sabedoria não se encontra na acumulação de riquezas ou reconhecimentos, mas na liberdade de ser fiel a si mesmo. Quando se vive com autenticidade, abrimos espaço para a verdadeira beleza da vida, que se revela nos gestos simples, nas conexões sinceras. A vida é uma arte, e a sabedoria está em saber viver cada instante com plena consciência de que somos mais do que o que possuímos; somos a soma dos nossos valores, das nossas escolhas e da luz que irradiamos no mundo.
