Vaidade
...e delicadamente, ela foi se embalsamando daqueles óleos essenciais que volatilizavam de forma única em contato com a sua pele...Foi pintando-se vagarosamente de uma maneira que só ela podia fazer, toda particular. Reinventando-se em cada pincelada, em cada iluminada ou escurecida, em cada detalhe era permitido se ver o cuidado que só ela poderia ter com ela mesma.
Te falei dias atrás
Que seria melhor com você
Eu teria razões para escrever
Mas não imaginava escrever
Palavras triste e sim de felicidade
Por encontrar minha outra metade
Vejo que me enganei com essa realidade
Passei a ter certeza da realidade
Você não senti nada por mim
Tudo é apenas vaidade.
Hoje você está cheio de verdades para despejar sobre o mundo; amanhã alguns estarão se perguntando se você aconteceu ou foi inventado; um dia muitos estarão duvidando que você tenha sequer existido.
À FLOR DA CASCA
A semana passou e as atividades foram muitas.
Agito no trabalho e na família, seguindo em frente, sem lamentação.
A vida nos dá provas de que só vale a pena quando movimentada, cada um no seu ritmo, mas nunca parados.
Com isso, os cabelos vão branqueando mas a alma há de manter a energia da juventude.
Na carona de Fernando Pessoa: “Quem ama não tem calma”.
A prudência é sempre salutar, mas, demasiada, inibe o progresso.
Na “beleza” da calmaria, geralmente, se escondem os perigos.
O velho provérbio malaio já advertia: “Não pense que não há crocodilos só porque a água está calma”.
Teimo em querer discordar da afirmação de Woody Allen: “Oitenta por cento do sucesso é aparecer”.
O verbo aparecer significa, no português: o ato de se mostrar, de se exibir!
Porém, o que se vê nem sempre é transparente, do latim “transparentia”, que significa conhecer através da luz.
Ousaria devolver o percentual e reportar que oitenta por cento dos holofotes iluminam a casca e relegam a essência!
Balzac disparava: "Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir".
"O homem medíocre é uma sombra projetada pela sociedade; é, por essência, imitativo e está perfeitamente adaptado para viver em rebanho, refletindo as rotinas, prejuízos e dogmatismos reconhecidamente úteis para a domesticidade" (José Ingenieros).
Erros? São um risco pra quem age, mas a boa intenção de propósito já me basta.
Para sentir a justa medida, nunca traduzida, é necessário conhecer, buscar, experenciar, enfim, emocionar-se.
“Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio”, dizia o sábio Albert Einstein.
Por fim, encerro parafraseando Goethe: “A felicidade mais elevada é aquela que corrige os nossos defeitos e equilibra as nossas debilidades”.
Alfredo Bochi Brum
VIRTUOSO CINISMO
Muitos são incisivos
Sobre o que é preciso
Num conceito nocivo
Refletindo Narciso
Em vaidoso sorriso
Ao herói consumismo
Vão jogando no abismo
A virtude de amigo
Só pensando no umbigo
Egoísmo esculpido
Coração raquitismo
Em honesto otimismo
Não se julgue o cinismo.
VENTENA
Lá pras bandas da verdade
Há uma luz que sempre arde
Crença que há outra metade
Rebuscada vai vaidade
Charmosa simplicidade
Se num lado escuridão
Noutro existe um clarão
Num: ternura e emoção
Lá frieza da razão
Partes de um mesmo sistema
Pra fazer valer à pena
Há que ser meio ventena
Esporeando a vida plena!
TABACUDO
Pode chamar de tabacudo
E até dizer que não gosta
Por não querer ser nesse mundo
Mais uma laranja de amostra.
A CULPA É DA RAPOSA
São muitas as belezas que vejo
Uvas brilhantes no parreiral
Ao longe parecem ser perfeitas
O desejo a ouvir o sabor
A raposa culpada em Esopo
Transformou seu almejo em banal
Poderia estar escorreita?
A pressentir algum amargor?
GARGALO
Que bobagem ser perfeito
Para os erros não se aluda
O gargalo é bem estreito
E a vaidade em nada ajuda.
FUMAÇA BRANCA
Mal colocado no armário
Não te esqueçam Jorge Mário
Lá se vão histórias tantas
Por trás de fumaças brancas
Em decisão vespertina
Incendiaram a Sistina
Queira esse “novo” calor
“Ascender” com mais fervor
Fé praticada em ações
Tocando assim corações
Usando assim suas garras
Numa luta que não para
Reforçando ali, sem medo
Nessa “Estância” de São Pedro
Seja eterna a busca audaz
Sem vaidades: pela Paz. Alfredo Bochi Brum
Livre estás, livre tu és, esmero a liberdade que tens, pois liberto prende-se a mim.
Livremente vai, livremente vem.
Ama-me, pois ousadamente te amo, preso a um amor independente, livre, leve, sem vaidade.
"A sede mais dificil de saciar é a daquele que tem um ego ressequido, não importam os elogios ...nenhum lhe chega ao coração,todos lhe caem na vaidade "
A doutrina original, de tempos remotos, foi rotulada como "Usos e Costumes" com a chegada da modernidade, e esse rótulo se manteve. É importante salientar que o propósito por trás da criação de um rótulo é desvalorizar seu objeto. No entanto, o que os criadores e transmissores desse termo não mencionaram é que esses "usos e costumes" fazem parte da cultura celestial, e as igrejas modernas, na realidade, absorveram completamente a cultura terrena e secular.
O desejo de realizar a obra de Deus é um anseio expresso por muitas pessoas no meio cristão. Às vezes revela uma natureza voluntariosa e ansiosa por servir a Deus, ou, na maioria das vezes, pode evidenciar vaidade e uma tendência a buscar reconhecimento e autoafirmação. É importante notar que as pessoas que agem assim nem sempre conseguem realizar essa autoanálise.
A busca por ser útil no Reino de Deus pode revelar duas motivações distintas. Por um lado, ela pode refletir um profundo amor e desejo de servir e agradar a Deus. Por outro lado, essa busca também pode revelar uma carência interna e um desejo constante de autoafirmação ou vaidade.
