Vai La com ele Entao
Sobre poesia:
Definição: não tem. Quando se tenta explicar consegue-se apenas banalizá-la.
Uma quadrinha:
A borboleta ao voar / É como o amor ao chegar / Ao pousar o faz de mansinho / Nos afaga e enche de carinho.
"A realidade é uma só, cabe a você escolher se vai aceita-la do jeito que é ou se irá lutar para muda-la."
OUTONO
Lá ia a solitária menina
recolhendo as folhas secas
que no outono aos poucos caíam
mal sabia a triste pequenina
que na primavera elas voltariam
mel
Eu já perdoei tanto, mas acho que dessa vez... sei lá. Apenas não quero.
Não quero dar outras chances, pois já dei umas 500. Não quero confiar novamente. E não quero que seu rosto seja vizualizado no flesh da minha mente. Não quero passados, memórias, Boas ou ruins, tanto faz. Apenas não quero.
Eu me recuso a perdoa-lo.
"Deixa pra lá...
a vida só vale
a pena quando a
gente entende que
não precisa do que
é impreciso...".
Sou sarcástico com a hipocrisia alheia, pois assim, posso evita-la de ficar triste me contaminando.
Então, sorria e esqueça a hipocrisia.
Paz
Como a pomba que estás a voar
indicando a chuva que vem de lá p/ cá
mesmo assim ei de estiar
uma bandeira sob o vento vai balançar
de cor branca que é pra mostrar
A paz
de um dia tranquilo
um dia atrás
que me fez lembrar daquele olhar
que me fez sorrir sem mesmo sentir
se um dia vou sentar e tomar um chá
satisfeito e relaxado
sabendo que quando clarear
ao meu lado você vai estar
e o seu bom dia vou ganhar
Soando lindo, como o canto do Sabiá
Ah,meu Deus do Céu
Esse dia há de chegar.
Pois me pego a cada instante pensando em ti, perco as horas do meu dia e quando olho lá fora... já é noite novamente!
" Se entristeça não por ter uma oportunidade, mas por te-la e não saber aproveita-la. Uma vez que a unica habilidade adquirida é em saber pecar."
MINHA BONECA DE VERDADE
Quando criança ainda, lá com meus seis anos de idade, morava com meus pais e mais sete irmãos no sítio e não possuía nenhum brinquedo de fábrica. Todos eram confeccionados em casa, em conjunto com as amiguinhas vizinhas, com meus irmãos e às vezes minha mãe tirava um tempo e nos ensinava a fazer algumas coisas interessantes.
Nós, as meninas, fazíamos bonecas de sabugo para brincar. É, sabugo mesmo, aquela parte que sobra do milho seco depois de debulhado. Escolhíamos o maior de todos os sabugos disponíveis no paiol. Cortávamos retalhos de tecidos cedidos por minha mãe, que sempre os tinha guardados numa sacola, pendurada atrás da porta de seu quarto de costura. Escolhidos os tecidos, pegávamos a parte mais grossa do sabugo, o que seria a cabeça da boneca, nele colocávamos o tecido na extremidade, como se fosse uma touca, amarrando firme com uma tirinha, para não se soltar (porque cola nós não tínhamos). Em seguida, escolhíamos outro retalho e fazíamos uma saia, pregueada ou franzida, com as mãos mesmo, nada de agulha ou linha! A coleguinha ajudava a amarrar com tiras finas da própria palha do milho. Com um lápis preto ou mesmo um pedaço de carvão, desenhávamos os olhos e com semente de urucum, a boca.
Pronto! Estavam ali nossas bonecas. Lindas! Cada uma com a sua. Diferentes umas das outras, devido a escolha dos retalhos coloridos. Felizes, brincávamos por horas a fio.
Mas um belo dia, uma priminha da cidade, veio com meus tios nos visitar, trazendo consigo uma boneca de verdade. Fiquei encantada! Nunca havia visto uma, e tão linda. Tinha os olhos azuis e cabelos cacheados.
Daquele dia em diante minha vida mudou. Não quis mais saber de brincar com boneca de sabugo. Eu queria uma boneca de verdade. A novidade mexeu com meus sonhos, até então acessíveis.
Chorava e implorava para minha mãe. "Quem sabe no Natal", dizia ela. Pedir para meu pai, nem pensar. Para ele, brinquedo era desperdício de dinheiro. Era o jeito dele ver o mundo infantil. Posso jurar, foi o ano mais longo de minha infância: Eu queria minha boneca de verdade e ela só viria no Natal.
Chegou o Natal, como tantos outros, mas para mim seria diferente, eu teria minha boneca de verdade. O "talvez" de minha mãe eu esquecera.
Fomos com toda alegria, bem cedinho, ver os presentes debaixo da linda árvore natalina. Cada um procurando o seu, embrulhados em papel comum, mas com nosso nome marcado pela letra de minha mãe. Porém, cadê a minha boneca de verdade? Ela não veio. Ganhei sim, uma pequena sombrinha, que no dia seguinte já estava quebrada.
Chorei muito e ainda levei umas boas palmadas de meu pai. Ninguém me consolou. Não compreenderam a minha tristeza. Minha mãe deve ter percebido, mas como nada podia fazer, não deixou transparecer; apenas prometeu-me que daria um jeito, "talvez" na próxima ida à cidade grande, na época das compras. Isto não me consolou. Foi, sem dúvida, o Natal mais triste de minha infância.
Depois daquele fatídico Natal, em que não ganhei meu presente desejado, minha tristeza, felizmente, durou pouco.
Janeiro era o mês do padroeiro da cidadezinha onde frequentávamos a escola, o catecismo e as missas dominicais. São Paulo, lembro-me bem, era o santo padroeiro da capela e nome do sítio de meu pai, onde morávamos.
Todo ano os moradores se reuniam e preparavam uma bela quermesse, com direito à visita do bispo, padres de outras paróquias, fazendeiros, sitiantes e colonos de toda a redondeza para uma linda missa cantada. Para a quermesse eram doados bezerros, sacos de café, leitoas, carneiros, frangos e artesanatos feitos pelas mulheres e moças prendadas da comunidade.
Uma rifa foi organizada, cujo dinheiro iria para a reforma da igrejinha. Um bezerro era o prêmio e de brinde, vejam só, uma linda boneca confeccionada por dona Mariquinha, mulher muito conhecida por suas habilidades na agulha.
Quando vi aquela boneca, fiquei deslumbrada! Eu queria uma boneca de verdade e esta era a minha chance. Procurei por minha mãe, que estava na cozinha de uma das barracas, liderando outras mulheres no preparo da comida a ser servida durante a festa. Implorei que comprasse um número, porque eu queria uma boneca de verdade. Meu pai não era dado a gastar dinheiro com estas extravagâncias, mas naquele dia ele sucumbiu ao meu apelo e cedeu. Comprou um único número. Nem preciso dizer que dei muitos pulos de alegria.
Ao anoitecer, quase no final da festa, chegou a esperada hora do sorteio..Bingo! Meu pai ganhou o bezerro e eu ganhei a minha “boneca de verdade”.
Ela era deslumbrante aos meus olhos de menina. Tinha uma aparência diferente. Fora feita à mão, uma boneca de pano com jeito de moça. Trajava um vestido branco de renda, com fitinhas coloridas de cetim, por toda borda da barra da saia. O decote mostrava o início de fartos seios. Perfeito! Minha boneca de verdade, com corpo de moça feita, seria a mãe de todas as bonequinhas de minhas coleguinhas da vizinhança.
No dia seguinte, de tardinha, minhas amigas e eu fomos brincar de boneca, numa ansiedade sem tamanho. Nos instalamos dentro de um velho bambuzal, e lá ficamos por horas, nos deliciando em nossas fantasias infantis de mamãe, comadres e tias. Sim, porque toda boneca era batizada, ganhava um nome e uma madrinha.
Antes do anoitecer, minha mãe me chamou para ajudá-la nos afazeres do jantar. A brincadeira se desfez e aos poucos a noite chegou.
Na manhã seguinte, acordei aos pulos. Eu havia esquecido minha boneca de verdade no bambuzal. Corri para buscá-la. Qual não foi meu espanto quando a vi: estava toda encharcada, estufada, desbotada, manchada, descolorida, quase decomposta.
Havia chovido a noite toda!
Autora: Melania Ludwig
Como definir servidão segundo Ettiénne La Boétie? E o que seria a servidão?
Se a liberdade é um bem tão caro e tão precioso para nós, por que alguém consentiria em se submeter e ainda contribuir voluntariamente para a privação dela? Por que apoiar de modo voluntário essa condição que ninguém quer estar? O que temos que observar para se ter uma ideia do absurdo que é estar submetido a um tirano, é que o tirano é um homem só, uma pessoa como qualquer outra, de carne e osso e com limitações humanas comuns a todos. Como é que um único homem pode inspirar medo em milhares de outros? E será que, quem o serve voluntariamente, o faz por ter medo? A possibilidade de que a covardia é a causa da servidão é imediatamente descartada, é possível que um homem tenha medo de outro, mas impossível que cem milhões tenham medo de um só, para manter os outros sobre o seu jugo, o tirano utiliza uma hierarquia de pequenos tiranos abaixo dele, um grupo pequeno de bajuladores que se aproximam dele com o objetivo de obter vantagens e com isso tornam-se cúmplices de sua tirania. A esse pequeno grupo de indivíduos é dado o poder sobre uma determinada província. Cada um deles tem um conjunto de subordinados que dão apoio ao seu poder. Estes por sua vez também tem seus subordinados que possuem outros subordinados e assim, por conseguinte até chegar às massas. Com isso, o tirano mantém seu poder através de uma hierarquia de indivíduos que estão interessados em participar do poder do tirano para adquirir benesses, condição do ser submisso a uma servidão voluntária, além dessa hierarquia, o tirano também usa outros artifícios para manter seu poder. Eles privam seus súditos da educação, pois aqueles que pensam representam uma ameaça em potencial ao poder deles; eles embrutecem o povo, ou seja, idiotizam as massas através de "iscas da servidão", como a política do "pão e circo" por exemplo; utilizam a religião como meio para manterem os súditos obedientes e sempre lançam mão de discursos demagógicos onde afirmam que seu objetivo é o "bem público e o interesse da nação".
Como nos habituamos facilmente a servidão e como ela é uma força que contribui para perpetua-la através de vontades submissas. Indivíduos livres, quando imediatamente subjugados, servem ao tirano de modo forçado. Porém, quando os indivíduos já nascem sob o jugo da servidão, encaram seu estado como natural e dessa forma, a sujeição ao tirano é aceita e passivamente consolidada. Isso significa que quando alguém nasce numa sociedade onde servir voluntariamente é um costume de todos, essa vivência acaba sendo incorporada à formação e ao desenvolvimento do indivíduo. Assim, ele aprende a encarar com naturalidade a estar submetido ao tirano e enxergar isso como algo absolutamente normal.
Como acabar com a servidão? Ettiénne La Boétie nos traz uma resposta simples, porém profunda: não consentindo com ela. Deixando de financiar o tirano. Não consentindo. O tirano só tem o poder porque existem pessoas que estão dispostas a servi-lo. Se essas pessoas simplesmente deixassem de obedece-lo, o poder dele ruiria naturalmente, sem que fosse necessário fazer qualquer esforço. Não é necessário nem que haja uma luta armada para derrubá-lo. Basta simplesmente que ninguém o obedeça. O poder do tirano é como o fogo, para extingui-lo, não é necessário jogar água, basta apenas que não seja alimentado, diz Ettiénne Lá Boétie, aos cúmplices do tirano que servi-lo em troca de bens é a pior decisão que eles podem tomar, algumas razões para isso:
(1) servindo ao tirano eles acabam renunciando a própria liberdade.
(2) não basta obedecer ao tirano, é necessário também agradá-lo.
(3) O tirano será inconstante para defendê-los e os esmagará sem remorso quando lhe for conveniente.
(4) não se pode esperar amizade do tirano pois ele não vê seus cúmplices como amigos, mas como pessoas que trapaceiam e mendigam seus favores.
(5) O tirano nunca ama e nunca é amado.
(6) O tirano é alguém que aprendeu que está acima de todos, que nenhum dever o obriga e que sua vontade é a lei.
A liberdade é um direito natural, sendo totalmente desnecessário questionar isso, pois não se pode manter alguém em servidão sem prejudicá-lo, todos nascem com a paixão pela própria liberdade e ninguém é privado dela sem antes oferecer firme resistência. Ettiénne exemplifica isso mostrando que os próprios animais resistem quando vão ser capturados, acostumados desde sempre à vida livre, quando são capturados, não resistem ao cárcere, definham e acabam morrendo precocemente. Quem mantém alguém em servidão, comete injustiça e não há nada que seja mais contrário a natureza do que a injustiça. Nossas diferenças de aptidões naturais e talentos, como força e inteligência que são mais presentes em uns do que em outros, não existem para que vivamos guerreando uns contra os outros, essas diferenças são úteis para que aqueles que tem mais possam ter a oportunidade de demonstrar afeição fraterna para os que tem menos. A ideia de que só é feliz quem decide ser livre de toda servidão, mas não abandona seu ser por uma liberdade mórbida de um passeio no shopping atrás de cérebros.
Sigamos em Paz a nossa estrada...
Afinal de contas, nós é que temos
a incumbência de percorrê-la .
Que seja sempre da melhor maneira;
com os pés preparados para as pedras
e os olhos vislumbrando o mais belo horizonte.
Cika Parolin
Quando uma história é escrita pelas mãos de Deus, não haverá homem capaz de apagá-la. Cristo escreveu nossa história com sangue na cruz, mas temos vitória se aceitarmos de fato este tão sublime sacrifício"
Marcio de Medeiros
Lá fora está chovendo e os respingos aqui dentro germinando nosso chão
E um jardim tende a crescer um frondoso bem querer com a minha saudação.
Danificada
Quando está tudo certo
Eu vou lá e faço coisa errada
Sou um ser danificado
Que ainda não aprendeu a regra simples da vida
Olhar antes de pensar
Pensar antes de falar
Calar a boca antes de começar
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