Vai Ficar na Memoria
A memória do meu carisma, prisioneiro evadido, entregue à terra para o campo, e a própria para voltar.
Queria perder a memória, recomeçar, mas vi que acabaria me perdendo. Quem sou e pelo que lutei. Enlouqueceria e recomeçaria somente para viver o mesmo.
Vergonha
É uma memória, lá no fundo de uma caixinha, você vive dias normais, sem nunca lembrar-se dela, mas nos momentos mais inesperados ela ressurge e você sente seu estômago embrulhar e seu rosto abrasar, como se pudesse voltar pra aquela exata fração de segundo em que quase morreu de vergonha.
Me desculpa por não conseguir te esquecer, é que o meu coração tem memória fotográfica. Já o seu tem Alzheimer.
Politicamente falando, no Brasil, o que falta no povo é memória, uma educação de qualidade para ajudar na interpretação de textos, menos hipocrisia e indivíduos com menos interesses pessoais os quais já estão embutidos na falsa fala de que prezam pelo país como um todo
Gostaria de ter uma memória melhor, principalmente para lembrar os erros cometidos. Quem sabe assim evitaria repeti-los.
A MEMÓRIA DE UM SILÊNCIO 💖
O silêncio sufoca os ruídos da mente
Nas palavras de mil linhas
Ecos do silêncio, suspiro em solidão
Palavras repetidas no orvalho
Madrugada de caminhos
Carecem mensagens de quem amamos
Janelas aprisionadas castigo na alma
Lágrimas de coração mutilado
Nas memórias que o meu corpo sente de ti
Madrugadas fugazes nestes lençóis
Que deixo nas palavras arrastadas em mim
Deste sussurrado grito de frágeis asas
Bebo as tuas letras no cansaço da noite
E faço das fragas de musgo a minha cama
Descanso o corpo já tão devorado por ti
Neste luar de mil beijos
Deixando-me navegar no calor do teu rosto
Nas ondas de tantos beijos dados de ti
Palavras nos ecos feitos em silêncio em cores
De abraços dados no calor que o nossos corpos deixam
No silêncio que sufoca os ruídos da mente neste céu estrelado
A TODAS ÀS MÃES!
(À minha, em memória)
Leonildo Alves de Sousa
Mãe bendita, mãe de fibra, inesgotável!
Mãe de aventuras, de labutas, mãe ativa
Mãe humilde, mãe de amor inabalável...
Não te angusties, és santa, és querida!!!
És sublime mãe, és uma pétala!
És como uma rosa ao desabrochar!
És como um lindo pomar na primavera
És, tão irradiante, como o sol a brilhar!!!
Afetuosa, és de Deus uma obra prima!
Um céu de graças, um maravilhoso ser
Encantadora, és vida, luz, és o clima...
Que empolga o mundo e o faz florescer!
Mãe, quão bendito é o teu amor!!!
Quão afáveis são teus gestos de fada!
Como é forte e acochegante o teu calor
És o meu maior amor desde a alvorada!
Mãe, és o maior tesouro do mundo!...
Cheio de afetos e todas as boas ações
Que dignifica a vida e o amor profundo
Mergulhados na felicidade e emoções!
És um presente de Deus, que marca!
A confiança que em meu peito mora
O divino paraíso, a acolhida amada
A voz que pelo filho grita e chora!!!
Mãe, quisera santificar-te como prova
Da minha gratidão e profundo zelo
Desejo te ver ao lado de nossa senhora
Num altar, ajoelhada, rezando o terço!!!
Nesse dia festejado em todo universo
Com hinos, beijos e grandiosas festas!...
És, mamãe, a maior prova do amor eterno
Venerável e amável, entre o céu e a terra!!!
A vida dá lugar à história
E a presença tornou-se momentos
Guardada está na memória
A vida de quem viveu sem arrependimentos.
Vislumbrei teu lindo rosto no espelho da minha memória
Teus olhos brilharam e teus lábios, doces como mel
Penetraram minha alma
A cada passo, rumo ao teu olhar
Tua luz iluminava meu caminho
Senti o frio e o calor da tua voz
Flutuei na imensidão da agonia
Mergulhei na espera
Como fumaça... Você se desfez no ar
SOBRETUDO SAUDADE!
Na memória
a lembrança viva
a correr, com o rio
manso, em sonhos, só.
A tarde contemplativa
viceja em crepúsculo
infinito arrebol.
O pensamento ondeia
pertinente ao sol;
O desejo ameno
faculta irreal,
o sabor da ternura
confisca a desdita
almeja aparato,
requer, conduta primata.
Corre o rio, o pensamento
canta a passarada
sopra o vento,
em silêncio; Ecos...
Floresce a juventude
no ínterim dos anos,
o temor invade
sobretudo saudade,
rege esperança
do querer real, quaisquer.
Depressa é o viver
consumido pelo tempo
abstrato, desmedido a correr.
Alvaro Sertano,do livro "Eu Poeta"!
