Vai Ficar na Memoria
Mourão não passa de um general, cria da opressão! Memória viva da ditadura morta, um falso patriota! Fraquejada do totalitarismo!
Mourão é a memória viva da ditadura morta, destruidora de sonhos e criadora de pesadelos! Freddy Krueger tupiniquim!
Guardei o teu sorriso na memória como quem fotografa o pôr do sol mais bonito da estação. Olhar para você é como contemplar a imensidão do mar lá do alto do mirante: traz um misto de calmaria, vertigem e a certeza de que a vida é bonita demais quando compartilhada. Que o nosso amor continue assim, firme como as rochas e infinito como o horizonte que a gente costuma admirar em silêncio.
DeBrunoParaCarla
É a possibilidade do fim que transforma um encontro em memória, uma palavra em legado e uma escolha em responsabilidade.
BODINHO, O FIAT
Bodinho, velho guerreiro,
Fiat Uno afamado,
Nas estradas da memória
Seu nome ficou gravado.
Por onde passava firme,
Sempre era respeitado.
Tudo começou um dia
Quando Israel o comprou,
Com zelo e muito carinho
Seu destino encaminhou.
Depois ao Sargento Damásio
A chave ele repassou.
O tempo seguiu ligeiro,
Fez a vida seu roteiro,
Até chegar às mãos certas
De um novo companheiro.
Negreiros Neto o guardou
Como peça de museu inteiro.
Mas pense que está parado?
Isso ninguém acreditou!
Pois dentro daquelas chapas
Muita história se alojou.
Cada risco da lataria
Uma aventura contou.
Saiu de Aldeia ligeiro,
Sem nunca olhar para trás,
Por Araçoiaba corria
Como quem queria mais.
Subia Três Ladeiras rindo
E vencia os canaviais.
Nas estradas de barro grosso
Nunca teve aflição,
Enquanto outros atolavam
Pedindo socorro ao chão,
O Bodinho seguia em frente
Com coragem de campeão.
De Itaquitinga partia
Cheio de disposição,
Passava por Santo Antônio
Com firme determinação.
Entrando pelas pedras de Sapé
Mostrava sua vocação.
Quando surgia um riacho
Não mudava direção,
Cruzava a água sorrindo
Sem perder a precisão.
Dava um olé nos obstáculos
Com sua velha tradição.
Foi também para Condado
Levando sonho e alegria,
Passou por Matary primeiro
Naquela mesma energia.
Visitou Upatininga e Esconso
Antes de clarear o dia.
Seguiu viagem pra Goiana
Num passo firme e certeiro,
Só não foi pra Ponta de Pedras
Por escolha do companheiro.
Que desistiu da jornada,
Mas não por medo do guerreiro.
Nazaré e Tracunhaém
Conheciam seu roncar,
Carpina também o via
Pelas ruas passear.
Era um amigo da estrada
Sempre pronto pra rodar.
Não tinha hora marcada,
Nem relógio pra mandar.
De dia ou mesmo de noite
Bastava alguém chamar.
Entrava, girava a chave
E o motor queria cantar.
Nas festas de padroeiro
Era rei da procissão,
No Carnaval desfilava
Misturado à multidão.
No São João se enfeitava
Com bandeira e balão.
Muitos diziam sorrindo
Ao vê-lo em circulação:
"Esse carro não tem motor,
Nem trabalha com pistão.
O que move o Bodinho
É alma e coração."
Hoje repousa tranquilo
Na garagem a descansar,
Mas quem conhece sua história
Sempre volta a recordar.
Que há carros que envelhecem,
E outros que aprendem a sonhar.
E assim vive o Bodinho,
Fiat Uno tão valente,
Guardado como relíquia
Na memória de muita gente.
Mais que carro, virou lenda,
Patrimônio permanente.
CARRO DE BOI
Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.
Nasceu de madeira bruta,
Talhada por boa mão;
Do machado e da enxó,
Do talento do artesão.
Feito com força e paciência,
Virou nobre criação.
Sem luxo, ferro ou riqueza,
Só madeira e precisão;
Cada peça bem medida,
Respeitando a tradição.
Era a ciência da roça
Guiando a civilização.
Foi companheiro do homem
Nas veredas do sertão;
Levando pedra e madeira,
Colheita, sonho e feijão.
Era o braço da esperança
Na mais dura plantação.
Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.
Foi herança dos antigos,
Dos avós e dos bisavós;
Cada sulco que deixou
Ainda hoje fala a nós.
Sua história permanece
Na lembrança de todos nós.
Ajudou na colonização,
Rasgando o Brasil inteiro;
Abriu estrada e caminho,
Venceu barro e atoleiro.
Foi desbravador valente
Do sertão ao tabuleiro.
Na frente seguia o guia,
Experiente condutor;
Atrás vinha o boi de coice,
Também forte trabalhador.
Dois parceiros da jornada,
No serviço e no suor.
Quando o eixo reclamava
Num chiado agudo e forte,
Era um canto da madeira
Desafiando a própria sorte.
Parecia uma cantiga
Ecoando de sul a norte.
Levou engenho e farinha,
Levou cana e algodão;
Levou gente, levou vida,
Levou fé no coração.
Foi estrada sobre rodas,
Foi sustento da nação.
Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.
Hoje dorme em museus,
Ou na sombra do terreiro;
Mas quem ouve o seu chiado
Vê renascer o vaqueiro.
Pois o carro de boi vive
Na alma do povo guerreiro.
"Muitos sobem sozinhos, mas ninguém se mantém no topo sem a memória de quem estendeu a mão na subida."
A Quarta-Feira de Cinzas é, portanto, uma celebração ritual que sintetiza a memória cultural, a simbolização religiosa e a consciência antropológica da mortalidade humana, funcionando como um ponto de inflexão entre a festa popular e a reflexão espiritual, entre o corpo e o espírito. Ela nos lembra que qualquer jornada de sentido exige reconhecimento de nossas limitações e, ao mesmo tempo, uma busca consciente de transformação.
“Eu não carrego ódio, eu carrego memória — e memória é o tipo de fogo que não se apaga com desculpas.”
"Um dia seu nome será apenas memória no vento das ruas…
mas suas atitudes continuarão caminhando invisíveis,
como passos que o tempo nunca conseguiu apagar.”
Uma arma velha, quebrada e esquecida
Jaz no chão, como um cadáver da memória
Seu metal enferrujado, seu coração de pólvora
Um dia foi forte, agora é apenas um peso morto
Seu cano está quebrado, sua alma está perdida
Ninguém a usa, ninguém a quer
Ela sonha com o passado, com os tiros que deu
Mas agora é apenas um objeto, um peso vazio e inútil
Ela lembra dos gatilhos puxados, dos sons de guerra
Dos gritos, das lágrimas, das vidas ceifadas
Agora, apenas um silêncio ensurdecedor
Um lembrete de que a violência é estéril, e a morte é vã
Ela espera pelo fim, pelo descarte final
Para ser derretida, transformada em algo novo
Mas até lá, ela jaz aqui, quebrada e sozinha
Um símbolo da destruição, da dor e da morte. 😔
A memória possui uma fidelidade seletiva: esquece os dias comuns e eterniza exatamente aqueles dos quais gostaríamos de escapar.
