Vai Ficar na Memoria

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Um amor não vivido plenamente, permanece na pele, na memória e no coração, aflorando pela imagem, pelo cheiro, pelas lembranças, até o infinito.

AUTOANAMNESE


Entre a memória e o que ainda podemos ser


Existe uma história dentro de cada pessoa.


Uma história que não está escrita apenas em fotografias, documentos ou lembranças. Ela também vive nos gestos, nas escolhas, nos medos, nos sonhos, nas palavras que ficaram e, principalmente, naquilo que fazemos sem perceber.


Somos feitos de encontros, despedidas, descobertas, perdas, conquistas, erros e recomeços. Somos também feitos de perguntas que nunca encontraram respostas e de respostas que o tempo modificou.


Talvez por isso a autoanamnese seja tão importante: porque, antes de compreender o mundo, precisamos aprender a observar aquele que o contempla.


Volto os olhos para trás,
não para morar no passado,
mas para compreender
as pegadas que deixei.


Há caminhos que escolhi conscientemente. Outros surgiram diante de mim quando eu sequer sabia para onde estava indo. Alguns abandonei. Outros me abandonaram. E existem aqueles que ainda percorro, tentando compreender por que os escolhi.


Fazer uma autoanamnese é estabelecer um diálogo sincero com a própria história.


É perguntar:


Quem fui?
Quem sou?
O que me trouxe até aqui?
O que ainda carrego?
E o que já posso deixar partir?


Não se trata de procurar culpados, nem de transformar o passado em sentença. Trata-se de compreender.


Porque aquilo que não compreendemos muitas vezes se repete.


Repetimos comportamentos, escolhas, relações e pensamentos sem perceber que estamos seguindo antigos caminhos.


Por isso, olhar para dentro pode ser um ato de liberdade.


Há hábitos que herdei,
há pensamentos que aprendi,
há caminhos que percorri
sem jamais perguntar
se realmente eram meus.


A autoanamnese nos permite separar aquilo que somos daquilo que simplesmente aprendemos a ser.


Na vida pessoal, ela nos ajuda a reconhecer nossos valores, limites, desejos e contradições.


Nas relações, revela como amamos, confiamos, ouvimos, perdoamos, reagimos e estabelecemos limites.


Na família, permite compreender as histórias que recebemos e decidir conscientemente quais heranças queremos preservar e quais precisam ser transformadas.


Na vida acadêmica e profissional, ajuda a perceber talentos, interesses, escolhas e caminhos que talvez tenham sido construídos mais pelas expectativas externas do que pelos nossos próprios propósitos.


Nas decisões, cria um espaço entre o impulso e a escolha.


E, nesse pequeno espaço, pode nascer a consciência.


Antes de responder,
eu observo.
Antes de escolher,
eu compreendo.
Antes de seguir,
eu pergunto
para onde estou indo.


Também precisamos fazer uma autoanamnese dos nossos erros.


Não para viver em culpa, mas para transformar experiência em aprendizado.


O erro pertence à nossa história, mas não precisa determinar nosso destino.


A pessoa que fomos tomou decisões com os conhecimentos, sentimentos e circunstâncias que possuía naquele momento. Hoje podemos saber mais. Podemos enxergar diferente. Podemos escolher diferente.


Ontem eu não sabia.
Hoje compreendo.
Amanhã talvez transforme
aquilo que hoje ainda estou aprendendo.


Isso também é amadurecer.


Olhar para quem fomos sem desprezo, olhar para quem somos sem arrogância e olhar para quem podemos ser sem medo.


A autoanamnese também alcança nossos sonhos.


Quantos desejos são verdadeiramente nossos?


Quantos nasceram das expectativas de outras pessoas?


Quantas vezes confundimos sucesso com aprovação?


Quantas vezes seguimos uma estrada porque todos diziam que era o caminho certo?


Há sonhos que permanecem,
sonhos que se transformam
e sonhos que descobrimos
que nunca foram nossos.


Conhecer a própria história é também descobrir quais sonhos ainda fazem sentido.


E talvez esse seja um dos maiores poderes da reflexão: perceber que o passado explica muito, mas não determina tudo.


Somos memória, mas também possibilidade.


Somos consequência, mas também escolha.


Somos continuidade, mas também transformação.


O passado pode explicar nossas cicatrizes, mas não precisa escrever sozinho os próximos capítulos.


Carrego o que vivi,
mas não sou apenas o que vivi.
Carrego minhas marcas,
mas elas não são meu nome.
Carrego meus erros,
mas eles não são meu destino.


A vida inteira pode ser compreendida como uma grande conversa entre aquilo que fomos e aquilo que estamos nos tornando.


E talvez seja justamente por isso que precisamos, de tempos em tempos, silenciar o mundo.


Desligar o ruído.


Parar.


Respirar.


E perguntar:


O que está acontecendo dentro de mim?


Nem toda resposta surgirá imediatamente.


Algumas perguntas precisam permanecer conosco durante algum tempo. Algumas respostas chegam lentamente, através da experiência, da reflexão e das mudanças que fazemos no cotidiano.


A autoanamnese não é uma fotografia de quem somos.


É um espelho em movimento.


Hoje enxergamos uma parte.


Amanhã compreenderemos outra.


E, enquanto vivemos, aprendemos que conhecer a si mesmo não é encontrar uma definição definitiva, mas permanecer disposto a se conhecer novamente.


Sou memória
e sou possibilidade.
Sou passado
e sou caminho.
Sou aquilo que aprendi
e aquilo que ainda posso aprender.


Por isso, fazer uma autoanamnese não é voltar para trás.


É voltar para dentro.


É revisitar a própria história com honestidade, reconhecer o que nos construiu, compreender o que nos limita, valorizar o que nos fortalece e escolher, com maior consciência, aquilo que desejamos levar adiante.


Porque a vida não é somente aquilo que nos acontece.


É também aquilo que fazemos com o que nos acontece.


E enquanto houver consciência, haverá aprendizado.


Enquanto houver aprendizado, haverá transformação.


Enquanto houver escolha, haverá possibilidade.


E enquanto houver vida,


a história ainda estará sendo escrita.

Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz

Me mantenho firme nos estudos, é isso que me faz voar. Entre uma memória e outra, entre aprendizado e técnica, sigo construindo meu futuro com a inteligência e a sabedoria que ninguém pode me roubar. Conhecimento é o único bem que pode ser compartilhado com quem realmente quer caminhar ao nosso lado. ✨🎓"

“A esperança é a memória do futuro que o Direito tenta tornar possível.”

Se fosses um aroma ia te desenhar em minha memoria para te coroar;
Em linda e expansiva explosão de cores que reagrupam o que no peito jaz vivido.
Nessa tarde que tem cheiro de sorriso; Invade em todo meu ser mil pensamentos no seu sentido.

Nas bananeiras


Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.


De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.


Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.


A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”


“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.


Daniel Perato Furucuto

“Reavivar na memória as situações tristes e dolorosas da vida pode fazer-nos pensar que já não vale a pena viver.”
Daniel Perato Furucuto

O tempo finge esquecer o amor sob o pó dos anos, mas a memória é uma herança teimosa: basta um sopro de verdade para provar que a eternidade nunca esteve morta, apenas guardava o seu próprio amanhecer.
Reno Fioraso

A memória é uma forma imperfeita de eternidade: aquilo que desapareceu continua existindo dentro de alguém.

Minha verdade


Para cada lembrança um texto foi deixado,
Para cada memoria do teu lado uma poesia foi escrita,
Sinceros momentos foram dedicados, da melancolia ao êxtase os sentimentos foram devidamente desenhados e no suor das palavras o amor foi comtemplado como o principal autor daquilo que é inegociável,
"A minha verdade sobre você".

O instante mais peculiar da existência não deixa rastro na memória, mas redefine o silêncio com que passamos a escutar o tempo; afinal, aquilo em que acreditamos torna-se o nosso mundo.
Reno Fioraso

“O Direito é a memória institucional de que nenhuma existência deve depender inteiramente da vontade de outra.”

🍃A bertalha e a minha memória afetiva👵


Tenho bordada na memória a culinária caipira da minha avó.


Na Zona da Mata mineira, o fogão a lenha ficava do lado de fora da casa, ao lado da cozinha.
Era ali, naquele fogo manso, que ela preparava quitutes cujos aromas despertavam o apetite até da paisagem.
A roça inteira parecia parar para desfrutar o aroma.


A bertalha, essa folha viçosa, carnuda, de um verde que brilha, como essas que colhi hoje e lavei, era presença certa.


Nascendo generosa pelos cantos do quintal, quase como mato para quem não conhece, mas para minha avó era riqueza pura.


Refogada com alho, cebola, açafrão da terra e outros temperos típicos da culinária mineira, aquele cheiro subia e impregnava o quintal inteiro.


Afogada na sopa, escorrendo aquele caldinho esverdeado que confortava a alma:
ou ainda enroladinha com linguiça e angu,
no capricho que só ela sabia fazer.
Era o verde que abraçava.


Hoje, ao lavar folha por folha, sinto de novo o cheiro da fumaça mansa, o estalo da lenha e a voz dela me chamando para a mesa.


A bertalha não é só PANC,
não é só alimento.
É colo. É um dos fios do cordão umbilical
que me liga à minha história caipira, à mão da minha avó que temperava tudo com ternura.


É a minha memória afetiva servida no prato.
✍@MiriamDaCosta

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.



"Tem gente que passa pela gente como num flash, deixando um rastro de luz em nossa memória"
Haredita Angel
08.06.15

A gente tropeça com tanta gente nas ruas da vida.
Algumas a gente guarda na memória, com outras a gente faz história.
Algumas são momentos, outras são eternas.
Algumas ficam na terra, outras a gente leva para o céu!
Haredita Angel
07.-09.25

70 anos de Maria Eunice Ferreira da Silva (em memória) ❤️


Hoje, 70 ela faria
Caminhando persistente
Seus projetos seguiria


Hoje, com seu amado estaria
Eternamente companheiros
Um amor de primazia


Hoje, seus filhos abraçaria
Em união pela vida
E a família guiaria


Hoje, sete netos ela teria
Diria: “Amores de vó”
De carinho os cobriria


Hoje, os dez irmãos reuniria
Para diálogos e conselhos
Como sempre assim fazia


Hoje é o dia de Maria
Da Eunice, mãe, esposa
Que só nos trouxe alegria


Parabéns, mãe, pelos seus 70 anos! 💕


Tatiane da Silva Santos – 04/06/26 🌻

1984 📜 "Gosto tanto de histórias ou "causos", que a maioria eu guardo na memória (para citar com rapidez). Uma delas envolve aquele famoso escritor português, quando indagado, por um brasileiro, sobre o que achava do sotaque dos portugueses, respondeu 'na lata': Que sotaque? O idioma é nosso. Quem tem sotaque são vocês, brasileiros' "

“... Ultimamente ando com a memória perfeitamente complexa.
Jamais esqueço daqueles me dão carinho sempre se lembrando de mim e daqueles que se esquecem de mim ou fingem esquecer?!...Bom quem, é mesmo estas pessoas? Ai ai ai perdoa eu disse que minha memória está complexada”
Feliz Natal!!!

—By Coelhinha