Vai Ficar na Memoria
O bom de ter uma ótima memória é poder guardar cada detalhe seu; o tempo pode até passar, mas apagar o seu rosto e o som da sua voz é a única coisa que a minha alma não sabe fazer.
Amar de verdade é consentir em ser o esquecimento de quem foi a nossa maior memória. É entender que o desfecho não anula o que foi vivido; o amor legítimo não exige permanência, ele se transforma na renúncia absoluta de quem prefere ver o outro voar em céus alheios a trancá-lo na gaiola da nossa própria solidão.
Na morte de um pai,
a memória insiste em
reconstruí-lo em detalhes,
as palavras, o sorriso,
o olhar, os gestos
— só para depois
deixá-lo partir outra vez.
Sombras
Efeitos da ofensas
sobre a memória,
e os sentimentos,
silenciosos tormentos.
...
Feitiços
Para o bem ou para o mal,
eles dependem da sua devoção
e são passados
de geração em geração,
Você pode mudar
o seu destino ou não,
tudo dependerá da poção
de encantamento ou maldição.
...
Máscaras
Algumas são invisíveis,
outras não,
Dependen inteiramente
de como você as vê
com a mente ou com o coração.
(O eterno etéreo antifaz)...
Seja enfeitando a visão
ou dando sabor ao prato,
as pupunheiras ocupam
a memória do coração;
Dizer que não importam
para mim é um pecado,
porque é uma preciosa
recordação que faz com
que não nos percamos
do amoroso pertencimento
de quem somos e seremos,
para não permitir que não
nos percamos de nós mesmos.
A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.A memória mesmo
a mais dolorosa
faz parte da nossa
identidade nacional,
Para que crimes
e erros do passado
não mais sejam repetidos,
Se eu pudesse sairia
em busca dos corpos
dos heróis caídos.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reconstrução
pela memória histórica
dos nossos heróis caídos.
Ah! Se eu pudesse
pediria profundamente
perdão público com
devido cerimonial por tudo
aquilo que não tem perdão;
E como sou pequena
apenas posso pedir perdão
dedicado neste poema.
Com a fibra do coração
sou voz de poeta na imensidão
que clama a reunião
de líderes religiosos
para sempre orarem
por nossos heróis caídos.
Não é pedir demais
que alguém da nossa Pátria
se lembre que é preciso
construir um memorial
para que a História
do Massacre dos Porongos
se torne por todos conhecida
e nunca mais seja esquecida.
Do batuque do Terno de Reis
da Praça da Ponte -
Não apagou da memória,
nas minhas veias correm
o mesmo sangue do Pau-Brasil,
e de mim não há quem
apague a minha história,
Ao meu povo pertence
a condução do destino e a glória.
O aroma do Cipreste-patagônico
continua intacto na memória,
eis-me como teu observatório
principal, terreno e astronômico -
presente em todos os cenários
preservada no íntimo caleidoscópio.
Não estou ao alcance das mãos,
mas o suficientemente enraizada
nos teus sentidos e vãos afetivos -
não há mais como ser arrancada,
pelo fato de reinar nos teus territórios.
Os teus impulsos e silêncios
todos de banquete têm servido,
por me colocarem no mesmo
passo na dança do mesmo destino.
Cada bomba que cai em Gaza e no Irã é uma memória dos Arquivos de Epstein que faz questão de lembrar.
Memória da flor do Jacarandá
A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.
Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.
O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.
Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.
Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.
A rua em que me encontro não é meu destino.
Nova Itaberaba
O vento do Oeste Catarinense
roça a pele e a memória,
É aqui na terra da pedra brilhante
que a história de caboclos
catarinenses e gaúchos
com a chegada dos colonos
se encontra e se funde
com a beleza em magnitude.
Por ti dedico cada momento
de luta e de beleza
por cada instante de vida.
Nova Itaberaba, infinita,
tu és a terra mais bonita,
da minha e nossa Santa Catarina.
Paira o vento do Atlântico Sul
acariciando a memória;
Cruzo a porta da existência
para falar do que importa;
e não encontro nada lá fora.
Não é fácil lidar com quem
cultiva o desinteresse,
Insistir é manter ativo
mais que um enorme vazio.
Embora haja muita gente
sem nenhum motivo,
Encontro no silêncio
o melhor propósito e abrigo.
Rodeio e o Pico do Montanhão: Raízes, Memória e Poesia
Na linda Rodeio, doce cidade,
onde há uma parte enraizada,
pois nela o meu avô foi frade.
Nunca estive de passagem,
embora tenha a herança da imigração,
que a resgato sempre com paixão.
Tenho morada e poesia fincada
com o coração sobre as linhas
do magnífico Pico do Montanhão.
Qualquer afirmação contrária
pertence somente a quem
desconhece de onde veio.
[Tenho certeza: não conhece
nenhum pouco a minha história direito.]
A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.
Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.
A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.
A ventania traz a notícia
no Médio Vale do Itajaí
da memória de Marco Pola,
és a melhor contradição
que com cada fibra dialoga
entre a existência amorosa
e o mistério que enamora.
De prontidão para escrever
a poesia onde há vales
e cavalos coincidentes,
declaramos afinidades
com reverências subliminares,
impulsos e intensidades
que nos são inerentes.
No inverno aqui em Rodeio,
onde nos antevejo
nas ruas vazias descritas
no outono do poeta,
e ainda em vocal silêncio,
reverencio e por ti espero
como quem espera um
milagre com o céu aberto.
[Nos nossos corações nunca
nem por um instante fomos ausentes,
porque nunca nos apagamos
diariamente das nossas mentes.]
A gente pode chamar de memória seletiva quando a pessoa não tem a razoabilidade de assumir que mudou de opinião.
