Use o Silencio quando Ouvir
"O silêncio é o diálogo mais tocante e reflexivo que existe. Nele é possível uma conversação com o nosso próprio eu, é um mergulho de profundidade infinita".
Fico parado a observar o movimento ao meu redor, e meu silêncio vai aos poucos me mostrando as traições que por mais simples que seja do ser humano cada vez ficando maior.
Como pode uma pessoa falar mal sobre você, te julgando em comentários e citações negativas referentes a sua pessoa, mas quando chega perto dela te abre um lindo sorriso, aperta sua mão e te abraça como se fosse um grande amigo.
07_6_18
BOM DIA com café temperado à gosto!
Uma vida regada à barulho se assusta com o silêncio quando ocorre.
Vivemos em ambientes diversos, tempos modernos, universos paralelos.
Procurando e encontrando sei lá, sabe-se o quê?
Precisamos de respostas para nossos problemas, dilemas, celeumas,
enfim andamos de mãos dadas com "?"
(esse ganchinho acentuado, virado para baixo deve estar se divertindo com a gente???)
Súbitas ocorrências de comportamento parecem mais um teste de sobrevivência ou destreza
do que a própria maneira de se portar.
Tão comum afirmar logo após a ocorrência da ação: "como será que fui capaz de tal reação?"
Temos em nosso interior forças que desconhecemos
e que se executam tão logo sejam exigidas,
seja para preservar a própria vida ou do próximo.
Prezamos pelo bem próprio e dos que nos são queridos,
sem saber, mas o próprio bom senso acena que:
tudo que fazemos pelo outro é a nós mesmos que estamos favorecendo e,
tudo isso podemos resumir em poucas e simples palavras:
"Se você estiver bem, com certeza estarei também!"
E nisto se revela nosso elo de amor e gratidão!!!
NO SILÊNCIO
No silêncio da noite
Sinto-te chegar
Sinto o calor do teu corpo
Sussurras ao meu ouvido
Amo-te, desejo-te esta noite
O teu cheiro invade o meu ser
Entrego-me às tuas carícias
Não consigo resistir-te
É mais forte que eu
Perco-me nos teus braços
É tão forte o amor que nos une
Tu és irresistível
És sedutor, um apaixonado
Mesmo casados há tantos anos
Somos, seremos sempre
Eternos namorados.
Silenciar
Eu tenho ficado muito quieta. Calada, em silêncio. Silêncio na boca e no corpo. Meu maxilar, acostumado com o tanto dizer, dói por tanto ficar imóvel.
Tenho aprendido muito na quietação:
- É preciso colocar um pano no chão quando for passar roupa, a água do ferro de passar fica pingando.
- É preciso varrer o chão após limpar a caixa de areia porque os farelos da areia se espalham por todo lado.
- É preciso secar a bancada depois da tampa da panela ser colocada lá, o vapor molha.
- É preciso ouvir mais os outros, e somente ouvir. (Muitas vezes as pessoas não precisam de respostas, somente de ouvidos atentos)
Quando silencia-se a boca, a mente começa a trabalhar mais e mais depressa. O coração sente mais e bombeia melhor o sangue. O corpo aprende a ouvir o próprio corpo e a consciência desata os nós das suas asas.
Os poemas passam a fazer sentido.
A música toca o sistema nervoso.
Com muita calma, antes de dizer bobagens, a boca - que antes era órgão auto-suficiente - agora concilia seus desejos faláticos com a língua, com os dentes, gengiva e cérebro.
Minha boca, de fato, nunca foi boca de dizeres bons. Aproveitava-se da carência, e lá deixava seu sermão, sem ao menos ser convidada para tal.
Meu músculo mais forte sempre foi a língua que em um complô envenenava cabeças, olhos e aortas.
A mão tentava escrever, mas a boca falava, não deixava calar a voz, nunca! E os textos, todos pequenos, com cara de mal acabados ou mal pensados, eram só uma pequena amostra do que a mão podia fazer.
A boca não se abre. O maxilar ainda dói severamente, mas a alma agora respira, agora permite a manifestação da existência, silenciosamente.
A boca agora só diz o pontual, somente diz o que o coração e a mente aprovam ser dito.
Há muita clareza nos sentimentos e no mundo exterior. Há compressão no mundo dos outros. Muda, a boca sabe se expressar melhor quando diz.
O que há boca? Tem medo do mudo? Tem medo da compreensão, restauração, modificação, rotação, translação e emudamento completo? Tem medo que os lábios se colem e nunca mais se abram por falta de exercícios?
Você não vai morrer ou atrofiar, você apenas está aprendendo a lidar com uma faceta sua que você mesma escondia; continue fechada, calada.
Você ainda pode cantar, mas somente boas canções, caso contrário, vai se manter fechada!
Você boca, é mais um pedaço meu que preciso controlar, assim como controlo meus sentimentos.
Controlo minha mente pra poder controlar você. Controlo minha carência, minhas vontades e receios.
Controlo todos os meus recheios para que você não seja leviana, abusada, indiscreta, indecente e folgada.
Você quer parecer que sofre com a mudisse obrigatória, mas a mudança tem libertado você. Os ossos da face andam menos desgastados.
Eu, realmente, tenho adorado a experiência do silenciar.
Muda eu mudo.
Antes que o dia termine vou te encontar, no silêncio dessa solidão nas loucuras das lembranças do teu olhar.
Houve um tempo que nem respirava as borboletas me sufocavam de tanto amor levitava e eu chorava.
O silêncio é um espaço a ser preenchido, é um salto para enfeitar o momento, alicerçando frases e versos que irão nascer. No silêncio, há uma cumplicidade e paquera pela vida, onde não há pressa, apenas palavras contidas de um sentimento bonito e infinito.Acolhendo a beleza do universo, faço-te um verso.
É no silêncio que podemos encontrar respostas para tudo, pois as melhores respostas são mudas e as turbulências diárias não nos permitem ouvi-las. A poesia das coisas se esconde no silêncio que trazem embutidas, quem conseguir decifrá-los poderá encontrar o mistério que só é possível quando se está em paz, em silêncio e com o coração aberto para enxergar o que os olhos, na maioria das vezes, deixa passar despercebido.
O silêncio não machuca o ouvinte, mas sim quem o faz, pois este nada mais é que a oportunidade de expressão da alma reprimida. com isso o protagonista chora, pelo fato de preferir o silencio do que se expressar mas não significar nada para o ouvinte
O silencio e uma faca de dois gumes.
Você machuca o alvo esperançoso por alguma palavra.
Mas também se machuca, pois nega sua alma de se expressar.
E por não saber falar de amor, é que eu te encontro no auge do meu silêncio. Bem no fundo do coração é que sai a mais bela declaração de amor por ti.
NO SILÊNCIO
Em nossa longa conversa
Você com seus silêncios
Eu com meus suspiros
Parece que tudo foi dito
Sem ser preciso palavras.
Em nossa longa conversa
Os olhares disseram
Tudo o que a boca se negou pronunciar.
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