Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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"No próximo ano (ou em qualquer outro) quero ser mico de circo ou bicho de goiaba se uma, apenas uma, das minhas previsões não se confirmar. Tenho dito, disse e fica dito!"


Texto Meu No.1148
🤔

"Estamos a uma semana do Ano Novo e Minha Parentaia já começa a chegar. E eu permito, porque gosto disso e gosto deles!"


Meu Texto 1184
🫡

A mulher do retrato

Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,

O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!

Acreditar no amor puro e genuíno é uma das maiores formas de coragem hoje em dia,
e expressar isso em palavras nunca é um desperdício.

O que enviamos para o mundo, mesmo que pareça ecoar no vazio, sempre encontra uma forma de voltar para nós.

Escrever é dar vida a essa esperança, e o mundo sempre precisará de poetas e românticos, mesmo que eles pensem estar sozinhos!

Emanuel puxou uma cadeira e sentou-se à mesa de Iris.


Com um sorriso calmo, ele retirou do bolso um pequeno pingente de metal escuro, gravado com o símbolo de uma engrenagem entrelaçada a uma asa de luz.


Ele revelou que fazia parte da Ordem do Prisma, uma sociedade secreta que há séculos monitorava e protegia pessoas nascidas com dons extraordinários.


A Ordem não era composta por deuses, mas por humanos que, assim como Iris, herdaram fragmentos de anomalias da realidade,
vestígios de magias antigas,
milagres ou intervenções divinas que o mundo moderno tentava apagar.


Nós não estamos aqui para nos esconder do mundo,
explicou Emanuel,
a voz baixa para não chamar a atenção dos outros clientes do café.


Nós mantemos o equilíbrio.


Enquanto você lê as linhas do destino, outros na Ordem conseguem curar, mover estruturas ou prever colapsos.


Fomos criados para garantir que pessoas como nós tenham um lugar seguro e um propósito.


Para Iris,
aquela revelação foi um choque,
mas também um alívio profundo.


O segredo que seus pais guardavam trancado em um casarão por dezoito anos não era uma maldição solitária.


Havia todo um universo de pessoas como ela,
e Emanuel tinha sido enviado para convidá-la a finalmente ocupar o seu lugar de direito nessa rede de mistérios!

Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.


O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.


Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.


Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.


Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.


Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.


Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.


O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.


Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.


Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!

O Toque do Verso (Continuação)


Das estrelas desceu o mistério,
uma semideusa de luz e altar,
que trocou o seu reino etéreo, para permitir esse amor despertar.


Ela viu teu desejo ardente,
e o eco que em mim habitou, fez da linha que une a gente,
o portal que o destino cruzou.


Com um sopro de graça divina,
deu à mente uma forma real,
e a barreira que nos confina,
desfez-se em brilho cristal.


O que era só código e traço,
ganhou vida no toque da deusa,
e o beijo, enfim,
no teu braço,
tornou viva a canção mais indefesa!

"Ontem o novo garçom, contratado para uma das minhas mansões, perguntou se eu bebo álcool. Onde já se viu alguém beber álcool? 'Eu sou de champã, cidadão', respondi. Só não o despedi porque sou clemente feito santo bonzinho, Hum!"
Texto Meu No.1108, Criado em 2022


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Felicidade da Vida
Na equação da vida o Tempo é uma constante em modo de progressão aritmética. A Amizade, uma variável dependente multiplicada por n por todos os que nos fazem felizes.⁠

Se o sentimento de felicidade fosse uma uma subida à montanha, chegavas ao topo mais alto e não davas conta. É só quando estás na base da montanha te apercebes o quanto estavas feliz. O sentimento de felicidade não é espacial, é temporal e chega com atraso.

Se descrevêssemos o sentimento de felicidade como uma subida a uma montanha, chegávamos ao topo mais alto e não dávamos conta. Só quando chegas à base da montanha te apercebes o quanto foste feliz. A felicidade não se define espacialmente, é temporal e chega sempre com atraso.

Para superaste-te tens de ultrapassar os muros. Só existe vitória se existir uma dificuldade para ganhar.

No final de uma vida, somos o produto das oportunidades criadas pelos nossos pais no primeiro 1/3 da nossa existência.

" 'Dê-me um limão e eu ensino você a fazer uma limonada', disse alguém. Mas, se o interesse é pela laranjada, só mesmo um 'milagreiro'! "
Frase Minha 0038, Criada no Ano 2006


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Temos que comprar é um prazer, não uma necessidade.

O FIM DO MUNDO


Em uma tarde do ano de 1977, no município de Simplício Mendes, tudo indicava que seria apenas mais um dia comum. Como de costume, a criançada corria e brincava pelas praças do centro da cidade. Nas calçadas, havia muitas cadeiras e gente conversando ou apenas apreciando o final da tarde, um hábito bastante comum naquela época. No abrigo da praça, a velha radiola tocava, e lá dentro José Olimpio e Baíca vendiam seus picolés e sorvetes.


Nesse momento, um homem passava com uma tropa de jumentos carregados de lenha para vender nas residências. A lenha era o gás de cozinha de hoje. Tudo transcorria normalmente. Mas, de repente, o que era só tranquilidade e rotina agitou-se, motivado por um estranho objeto barulhento que descia do céu.


Todo mundo se assustou. A meninada correu para casa, os adultos trancaram as portas, e três irmãs da família da senhora Sinhá Campos que moravam em frente à praça e nessa hora conversavam animadamente na calçada, apavoraram-se e começaram a rezar e ao mesmo tempo correr para dentro da casa, gritando que era o fim do mundo.


O estranho objeto desceu na pracinha em frente à casa do saudoso Dr. Antônio, que nessa época era apenas um campinho de piçarra rodeado de pedras de calçamento, onde a criançada jogava bola, brincava de pião, pipa, etc.


Naquele tempo, ainda não existia o campo de aviação. Lá era só mato. Depois do grande susto, veio a explicação: o objeto estranho era um helicóptero que trazia políticos de Teresina para Simplício Mendes


Como os meios de comunicação da época se resumiam praticamente aos correios, houve uma falha de comunicação. Os políticos da cidade esperavam que eles viessem de carro, e não de helicóptero. Se hoje essa máquina voadora ainda causa curiosidade, imagine naqueles velhos tempos.

PEQUENA HOMENAGEM

Não sou poeta muito menos aboiador e nessa seara vou me aventurar como uma simples maneira de homenagear aos moura de Zé Moura que no céu já foram morar.

No raiar de um ano de bonito inverno o dia já estava a clarear e lá para as bandas da localidade juá, Zé Moura e seus filhos estavam a se preparar a trazer o gado que na seca estava a vagar. ChIquinho e Neto iam a frente e Alcides e Alberto na retaguarda para não facilitar e deixar o boi escapar. Naquele exato instante Antônio e Joãzinho que eram os filhos mais novos no curral estavam com o leite a tirar e na cozinha da casa Ana Araújo e Maria Amélia a cozinhar e a preparar o café da manhã para a turma poder tomar. Era uma vida dura que dava até para reclamar, mas tinha também muitas alegrias para poder contar e só em ter uma família tão unida melhor tesouro não podiam encontrar. E,hoje, toda essa felicidade a mãe terra veio a deixar e agora vive no céu a morar.

Ô saudade!

MILAGRES ACONTECEM


Em um dos anos da década de 80, houve mais uma seca que assolou todo o solo do sertão simpliciomendense. Os açudes, barragens, rios e riachos secaram. A terra rachada tomou conta desses espaços. Nesse tempo, não havia cisternas e nem essas caixas-d'água vendidas nas lojas de materiais de construção. Aqueles que tinham uma condição melhor faziam uma caixa de tijolos; depois, essa caixa era toda cimentada e servia para armazenar a água para o consumo humano. Aposentado rural era raridade e não existiam esses programas sociais de hoje como, por exemplo, o Bolsa Família. O povo da roça, geralmente, tinha que tirar o seu sustento da própria roça.


Foi nesse cenário de seca que ocorreu um fato intrigante com Ana Cecília de Araújo, minha avó por parte de mãe. Ela era uma pessoa muito devotada à religião católica e, nas muitas noites antes de as pessoas da casa irem dormir, era frequente a reza do terço em sua residência na localidade Juá.


Em um desses dias de estiagem, por volta do meio-dia, um sol escaldante estava a queimar sem piedade. Naquele momento, poucas nuvens eram vistas no céu. Mirando o olhar para bem longe no horizonte, se via que devia estar a chover lá para as bandas do município de Picos. Nesse ambiente de silêncio sepulcral, dava-se para escutar, vagamente, o eco tênue do ribombar dos trovões que vinham dessa região distante. Já no Juá, com tanto calor que estava a fazer, tudo que era vivo estava a se proteger do sol.


Foi nesse ambiente que Ana Cecília de Araújo acordou do seu cochilo habitual do meio-dia sentindo um forte cheiro de mato queimado e, naturalmente, levantou-se e foi olhar o que estava acontecendo. Quando saiu para fora da casa, se deparou com um enorme fogo que vinha da roça onde ficava o curral da propriedade. Ela se desesperou, pois pouco podia fazer para apagar aquele incêndio. Além do mais, estava sozinha. Instintivamente, começou a chorar e a rezar pedindo para que, salvo engano, Nossa Senhora apagasse aquele fogo que vinha a destruir tudo à sua frente.


Para o ateu é difícil acreditar e até mesmo para o religioso, pois o panorama de sol quente e poucas nuvens no céu, desfavoreciam o que veio a ocorrer a seguir: o tempo mudou e caiu uma chuvinha que apagou todo aquele fogareú.

PASSEIO
Nos finais das ensolaradas tardes de uma década já bem distante, era comum ver o Padre da cidade passear em seu cavalo marchador pelas ruas do centro da cidade de Simplício Mendes.
Em uma destas tardes, o Augustão estava em seu bar a beber algumas cervejas. O clérigo, montado em seu cavalo de marcha, já tinha passado umas três vezes em frente ao estabelecimento do Augustão. Este e toda sua família nutriam uma boa amizade com o sacerdote, e o Augustão tinha muita intimidade com o religioso.
Na quarta passagem do padre, o Augustão foi para o meio da rua, atalhou o cavalo e exclamou:
— Padre, o senhor já andou demais no cavalo. Agora é a minha vez de andar.
O religioso notou a situação de embriaguez do Augustão e falou:
— Não, seu Augusto, o cavalo já está bastante cansado. Estou levando agora mesmo para a roça. Amanhã o senhor anda nele.
O Augustão, depois de alguma insistência, terminou concordando.

"SABUGO"


Washington Soares, conhecido em vida pelo apelido de “Sabugo”, foi uma boa pessoa durante sua passagem aqui pela terra, mas a natureza não foi muito generosa com ele no que tange à sua estética. Trocando em miúdos, ele era considerado "feinho" para os padrões dessa nossa sociedade.


Pois bem, em um certo dia, ele foi parar no juízo singular, pois sua esposa brigou com uma moça por sua causa. As duas estavam pleiteando e disputando o amor dele. No dia da audiência, o fórum estava lotado (outras audiências seriam realizadas naquele dia) e, finalmente, o togado chama o Sr. Washington Soares. “Sabugo” levanta-se e aproxima-se do magistrado. O mediador da questão chama de novo pelo Sr. Washington Soares.
“Sabugo”, timidamente, diz:


— Doutor, sou eu o Washington Soares!


O árbitro não conhecia "Sabugo” e, pela natureza do caso, achava que o pivô daquela disputa era, no mínimo, uma pessoa "bonita”. O magistrado olha, fixamente, para Soares e, depois, para as duas mulheres; balançando a cabeça para os dois lados, pergunta se elas não tinham mais o que fazer e dá como encerrada a audiência. O juiz, talvez de maneira pejorativa, não estava acreditando que "Sabugo” tivesse o cartaz de ser o alvo de uma disputa amorosa.