Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava... Pedreiro Poeta Rústico, o...
Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.
O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.
Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.
Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.
Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.
Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.
Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.
O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.
Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.
Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!
