Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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Durante 15 anos, ele entregou sua força, seu tempo e sua juventude a uma empresa, acreditando que o esforço seria recompensado. Mas, aos poucos, transformou-se em um homem preso à própria rotina, carregando responsabilidades como um burro de carga enquanto deixava sua própria vida para trás. Trabalhou para construir os sonhos dos outros, mas não teve a mesma disciplina para construir os seus.


Anos se passaram, e o que restou foi um homem cansado, vivendo na periferia, cercado pelas consequências das próprias escolhas. O salário baixo, a falta de planejamento e a acomodação diante da vida fizeram com que seus anos de trabalho se transformassem em uma história de frustração. Enquanto carregava pesos que não eram seus, permitiu que o próprio futuro fosse abandonado.


No fim da jornada, percebeu que não bastava apenas trabalhar duro; era preciso buscar crescimento, mudar de caminho e lutar por algo maior. Ficou marcado não apenas pelo que perdeu, mas pelo que deixou de conquistar. Uma vida inteira dedicada ao esforço, mas sem direção, terminou como um retrato triste de alguém que se entregou ao fracasso e viu o tempo passar sem construir o próprio destino.

Cemitério de Sonhos


Não gostaria de ter uma vida ao estilo de Epicteto. Porém, o destino não me deu opções. Sou escravo do conhecimento e da sabedoria, mas já fui do amor e da tolice.


Gostaria de ter uma boa história para contar, e tenho! Entretanto, gostaria que tivesse sido mais épica: mais feitos, mais paixões, mais lutas, mais gentilezas.


Queria ter tido a oportunidade de viajar. Aqui no Norte, minhas condições nunca foram muito favoráveis. Queria conhecer o mar; meus pais também gostariam.


Nunca me deram armas em mãos, e o pouco de prestígio que eu tinha, perdi. Espero que a morte seja mais gentil comigo do que a vida foi. Não sou vaidoso, claro, porém tenho fascínio por alguns assuntos.


Nunca fui flor que se cheire; porém, poucas foram as flores que tive a oportunidade de cativar.


Será que Deus ainda tem algum feito para mim? Eu aposto que sim, mas tenho que pagar para ver esse show!


Assinado: KANGAL — Cemitério de Sonhos.

Esteja atento a uma verdade pétrea, a experiência do outro diz respeito ao outro, a visão dele diz respeito somente a ele.

Todas as escolhas que fazemos ao longo da vida têm consequências, mas, para quem nasce em uma classe social menos favorecida, o preço de um erro costuma ser muito maior. Muitas oportunidades não voltam, e o tempo perdido dificilmente é recuperado. Por isso, mantenha o foco, discipline sua mente e pense nas consequências antes de agir. Caso contrário, você pode acabar escrevendo arrependimentos em páginas que servirão apenas como testemunho de sonhos que ninguém verá se tornar realidade.

O passado é uma história que merece ser lembrada pelas lições, não pelas correntes. O presente é uma dádiva: a oportunidade de recomeçar, crescer e mudar o rumo da própria vida. Eu acredito que você é capaz de alcançar os seus objetivos. Não permita que o medo ou as dificuldades roubem aquilo que nasceu para ser seu. Levante-se quantas vezes forem necessárias, siga em frente com coragem e conquiste o seu lugar ao sol. Grandes vitórias não pertencem aos que nunca caem, mas aos que jamais desistem de caminhar.

Para cada sofrimento uma sabedoria é alcançada.

A mim eu ofereço apenas uma "," para poder continuar escrevendo a minha história!

A Estrada e a Sabedoria


Corri pela BR-319, onde cada quilômetro revelava uma nova lição. Pelo caminho encontrei rios, fazendas, casas perdidas na imensidão, uma igreja silenciosa e até um acampamento onde crianças aprendiam a sobreviver. Encontrei também um igarapé escondido na mata, onde parei por alguns instantes, mergulhei em suas águas e encontrei forças para continuar.


Vi rostos gentis e encontrei pessoas de intenções duvidosas; conheci a beleza e os perigos que vivem lado a lado na estrada. No fim, percebi que aquela jornada não era apenas sobre ir longe, mas sobre aprender a voltar. A estrada me ensinou que a verdadeira sobrevivência não está apenas no corpo que resiste, mas na sabedoria que nasce de cada encontro, cada queda e cada escolha.

Esperar algo além da dádiva da vida é vaidade. Assim como um filho espera algo do pai, ou uma mãe que cria expectativas em relação à filha. Um filho simplesmente não pode visitar ouse despedir de quem ama ? Mesmo que sua própria família não compartilhe desse amor

A dor de segurar uma caneta é menor do que a dor de segurar uma enxada. Pense nisso quando for aconselhado pelos seus tutores; isso poderá evitar dor e sofrimento desnecessários.

Não se mede uma vida pelas vitórias que ela exibe, mas pelas tempestades que ela atravessa sem perder a delicadeza. Entre o peso dos dias e a luz dos sonhos, escolhi permanecer aprendendo, porque há caminhos que transformam antes mesmo de levar ao destino

Criei uma redoma de ilusões, vesti uma armadura feita de dor e me refugiei em um mundo que nunca existiu. Quando despertei, o tempo havia passado, o espaço já não me reconhecia, e encontrei apenas a solidão. Ainda assim, para além do tempo e do espaço, existe Aquele que governa até as autoridades; diante d'Ele, nenhuma alma perdida está além do alcance da esperança.

Hoje eu parei e olhei bem sério para a calçada, e me veio uma dúvida à mente:

Por que eu estou aqui hoje?

E eu não sei dizer. Não sei o que se passa na minha cabeça. São tantas dúvidas e tantas questões… Está tudo uma confusão.

Não sei de onde começar e nem como vai terminar.

Então, eu parei para tentar organizar tudo. E sabe o que aconteceu?

Nada.

Às vezes, a resposta está na nossa frente e não a vemos. Ou, muitas vezes, nem sabemos a resposta. E podemos dizer que existem momentos em que é melhor não saber.

Mas algo me veio à mente e clareou tudo:

Eu não preciso saber.
Eu não preciso resolver.
Eu não tenho que descobrir.

Eu só preciso seguir firme e forte.

Existem coisas que, por mais que busquemos respostas, não sabemos por que acontecem. Então, simplesmente deixamos acontecer, pois, uma hora ou outra, vou descobrir por que tudo isso ocorreu.

Não espere que você vá resolver tudo. Às vezes, o tempo resolve sem você fazer nada.

Então, olhe para mim e sorria, como eu sorrio.

A vida é bela demais para deixarmos de curti-la.

O lugar dela 🌪️

Talvez o erro tenha sido chamar de espera.

Porque esperar parece uma coisa ativa. Tem relógio, ansiedade, expectativa, alguém olhando para a porta de tempos em tempos.

E não foi exatamente assim.

A verdade é que eu continuei vivendo.

Conheci pessoas. Fui embora de lugares. Voltei para outros. Mudei algumas coisas em mim que eu jurava que nunca mudariam. Aprendi a gostar de dias que antes eu odiava. Aprendi a ficar sozinho sem transformar isso numa tragédia.

A vida continuou acontecendo.

Só que, em algum lugar dela, havia uma cadeira que nunca deixou de estar ocupada.

Mesmo vazia.

Era estranho.

Porque ninguém precisava saber disso. Nem eu gostava muito de admitir.

Mas havia certas coisas que pareciam ter sido feitas para serem divididas com uma pessoa específica.

Uma música que eu pensava: ela entenderia.

Uma notícia que dava vontade de contar.

Um lugar bonito que imediatamente vinha acompanhado de uma ausência.

Até algumas pequenas vitórias tinham esse defeito. Eu conseguia comemorar, mas existia aquele segundo depois da felicidade em que alguma parte de mim procurava alguém.

E era sempre ela.

Não como uma obsessão.

Não como quem passa o dia olhando para trás.

Era mais parecido com uma direção.

Como se, por mais que eu andasse por caminhos diferentes, existisse uma bússola defeituosa apontando para o mesmo lugar.

E talvez seja isso que algumas pessoas fazem.

Elas não ficam necessariamente na nossa rotina.

Ficam no nosso jeito de enxergar as coisas.

Depois delas, certas coisas nunca mais são apenas coisas.

Uma foto tirada por alguém que talvez nem soubesse o que estava fazendo.

Uma mensagem curta demais para explicar uma história inteira.

Um encontro que aconteceu quase por acaso.

Uma reação que dizia mais do que deveria.

Uma pessoa em comum servindo, sem saber, de ponte entre dois mundos que insistiam em continuar se esbarrando.

São detalhes pequenos.

Ridículos, se vistos de fora.

Mas quem conhece a história sabe.

E talvez ela saiba também.

Talvez reconheça algumas dessas pequenas pistas e faça aquela cara de quem entendeu, mas prefere não confirmar.

Porque existe uma intimidade estranha em duas pessoas saberem que certas coisas significam mais do que parecem.

E foi assim que o lugar dela permaneceu.

Não porque eu tenha parado a vida.

Muito pelo contrário.

Eu fui.

Mas nunca coloquei outra pessoa ali.

Não por promessa.

Não por fidelidade a uma história que talvez nem tenha terminado direito.

Foi simplesmente porque algumas posições não são preenchidas.

Você pode colocar alguém ao lado.

Pode conhecer alguém incrível.

Pode viver coisas bonitas.

Pode até gostar de verdade.

Mas existe uma diferença entre gostar de alguém e reconhecer alguém.

E eu reconheci.

Talvez cedo demais.

Talvez tarde demais.

Talvez no único momento em que duas pessoas ainda não tinham maturidade suficiente para entender o tamanho daquilo.

Só que o tempo tem uma mania curiosa de não apagar o que foi verdadeiro.

Ele muda a forma.

Tira as bordas.

Diminui o barulho.

Mas deixa certas coisas intactas.

Por isso, se algum dia ela voltar a aparecer sem grande cena, sem música, sem explicação, talvez até daquele jeito casual que parece não significar nada, eu não acho que precisaria perguntar onde ela esteve.

Eu provavelmente só perceberia que aquele lugar ainda era dela.

Como se ninguém tivesse precisado guardá-lo.

Como se o tempo inteiro ele tivesse sabido.

E talvez essa seja a parte mais bonita e mais injusta de tudo:

eu não estou esperando que ela volte.

Mas se ela voltar,

eu ainda vou saber exatamente onde colocar o meu olhar.

Porque tem gente que a gente escolhe.

E tem gente que, de algum jeito, parece ter sido escolhida antes mesmo da gente entender o que estava acontecendo.

Ela é uma dessas.

Eu nunca esqueci aqueles olhos e como eles sorriam pra mim.

E talvez, no fundo, seja isso que eu nunca consegui explicar:

não era que eu quisesse alguém.

Era que, quando penso em quem deveria estar ali,

eu sempre soube o nome.

cognição humana apreende apenas um por cento da realidade; os noventa e nove restantes são uma arquitetura projetada para impedir que a mente desmorone diante do infinito. No núcleo da metacognição, a cor não é matéria — é o conforto de uma ordem fractal, sintonizada para que a consciência possa experimentar a singularidade da existência sem se dissolver nela.

Uma vez perguntaram: qual é o fim esperado de um relacionamento? Muitos responderam a morte de um dos envolvidos, e eu respondi separação. Depois, eu concluí que não há final feliz em uma união. Talvez haja separações amigáveis, mas a união se foi e será que ela foi realmente necessária? De qualquer forma, no mínimo alguma expectativa foi quebrada. E quanto à morte, talvez a única forma feliz seria caso a pessoa (eu) morresse primeiro, já que a própria morte, em tese, não faz parte da existência, já que é o fim dela. Mas, além de condenar o outro ao sofrimento (o que não seria amor ao outro), acaba caracterizando em algum nível falta de amor-próprio, caso isso seja forçado, já que é um processo inevitável. O início é incerto e o final é trágico, por tanto só há pitadas de esperança no caminho que é emaranhado com problemas, mas é isso que pode fazer valer a pena.

Poesia de hospedagem

Cada poema é um parto,
depois de gerado,
lançamos ao mundo.

Uma vez que sai,
não tenho mais palavras nele.

Uma pessoa que sente com profundidade
e transforma isso em linguagem.

Sou intensa por dentro,
na forma como sinto o mundo,
como reajo ao que emociona,
ao que me faz feliz ou triste.

Vira tudo
uma poesia de hospedagem.

Andréa

Uma corrida, duas histórias
Eram exatamente 4h50 da manhã quando o motorista-peregrino ligou seu aplicativo de transporte. São Carlos ainda estava mergulhada na escuridão quando surgiu uma corrida para uma delegacia na Zona Norte. O passageiro estava a menos de um quilômetro de distância. Por ser madrugada, o motorista ficou um pouco ressabiado, mas aceitou a viagem.
Ao chegar ao endereço, percebeu que o passageiro era um policial militar. Assim que entrou no carro, o policial cumprimentou-o educadamente, e os dois seguiram viagem. Como sempre fazia, o motorista puxou conversa:
— Estou começando o dia com um passageiro que me dá segurança total!
O policial sorriu:
— E os demais passageiros não dão?
— Desculpe! O que quis dizer é que estou tentando tornar esta corrida agradável. Quem sabe o senhor não me conta alguma história interessante para o meu próximo livro?
Curioso, o policial perguntou se ele era escritor. O motorista explicou que era apenas um apaixonado pela escrita, autor de três livros, e que estava preparando outro, chamado “Entre Caminhos, Histórias e Aprendizados”, no qual pretendia reunir histórias vividas em suas caminhadas e aquelas que escutava dos passageiros.
O policial gostou da ideia e perguntou se poderia ganhar um dos livros. O motorista respondeu que sim, desde que ele lhe contasse algumas histórias marcantes de sua profissão.
— Então me conte duas: uma muito triste e outra engraçada.
O policial pensou por alguns segundos e começou pela mais difícil.
A história que nunca saiu da memória.
— Eu tinha pouco mais de um ano de profissão quando fazia uma ronda em São Paulo, pela Marginal do Tietê. De repente, vimos várias pessoas paradas às margens do rio, apontando para a água. Parecia que alguma coisa se mexia dentro de um saco.
Paramos a viatura, descemos e retiramos o saco da água. Quando o abrimos, descobrimos que havia um bebê recém-nascido lá dentro. Provavelmente tinha nascido poucas horas antes e fora jogado no rio pouco tempo depois.
Infelizmente, não havia mais nada a fazer. O coração daquela pequena criança já havia parado de bater.
O policial ficou alguns segundos em silêncio antes de continuar:
— Fizemos todos os procedimentos necessários, mas aquela cena nunca mais saiu da minha cabeça. Até hoje não consigo entender como alguém pode cometer uma crueldade dessas contra uma criança indefesa.
O motorista ficou profundamente tocado.
— Existem histórias que a gente ouve e nunca mais consegue esquecer — disse.
Depois de alguns instantes de silêncio, lembrou-se da segunda história.
— Agora quero ouvir aquela que o senhor disse que me faria rir.
O policial sorriu.
O amigo do presidente
— Essa aconteceu em Ribeirão Preto. Eu e minha equipe estávamos em frente ao Fórum Criminal quando um morador de rua, bastante alcoolizado, aproximou-se de nós. Começou a nos ameaçar e disse que iria falar com o presidente Lula se não fôssemos até o viaduto onde ele dormia.
O motorista já começou a sorrir.
— Ele dizia que só queria dormir, mas que uns “homenzinhos verdes” passavam a madrugada fazendo dancinha perto do barraco, puxando seu cobertor e não o deixavam em paz. Depois afirmou:
— “Vocês sabem com quem estão falando? Eu sou amigo íntimo do presidente da República! Um telefonema meu e ele manda o Exército confiscar suas fardas e prender esses marcianos!”
O policial contou que a equipe resolveu entrar na brincadeira.
Abriram a porta traseira da viatura e disseram:
— Entra aí. Vamos levá-lo até o presidente da República. Se estiver falando a verdade, deixamos você lá para tomar umas com ele. Se estiver mentindo, vamos prendê-lo.
Segundo o policial, o homem não pensou duas vezes. Saiu andando em zigue-zague e desapareceu pela rua. Não quis mais saber de presidente, Exército nem de marcianos.
Os dois caíram na risada.
A corrida, que começara às 4h50 da manhã, havia se transformado em algo muito maior do que uma simples viagem. Em poucos quilômetros, o motorista encontrara duas histórias completamente diferentes: uma que provocava tristeza e reflexão; outra que arrancava gargalhadas.
Ao chegarem ao destino, os dois se despediram. O motorista agradeceu pelas histórias, que certamente encontrariam espaço em seu próximo livro, e cada um seguiu sua jornada.
Enquanto dirigia de volta, o peregrino pensou em algo que aprendera em suas caminhadas: às vezes, aceitamos uma corrida pensando apenas no destino, mas descobrimos, no caminho, que a verdadeira viagem está na história que encontramos pelo percurso.
Peregrino Nino Carneiro

“π começa como uma constante da circunferência, mas transcende a geometria para se tornar uma constante fundamental na descrição matemática dos fenômenos naturais.


Infinito em sua representação, irracional em sua natureza, transcendente em sua estrutura e fundamental em suas aplicações.


π conecta a matemática à descrição do universo.”

Quando falamos com uma pessoa arrogante, geralmente ela nem escuta, pois já tem uma frase certa pra retrucar com sua própria razão.