Uma Menina Simplesmente Apaixonada

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“O difícil não é contar uma história, porque toda gente tem uma história — seja ela feliz ou triste — para contar, porém, o difícil mesmo é encontrar ouvidos que estejam disponíveis para ouvir a história”.

Há sempre um caminho a se tomar
Mesmo diante da estrada escura
Onde há uma lâmpada prestes a apagar
Pois se a luz externa cessar
A tua chama há de reinar

Uma palavra de conforto. O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. Fez vir a fome sobre eles
e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; tu, que ouvistes censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar

Não devemos esquecer o dever, por causa de uma paixão.

Uma das coisas mais tristes deste mundo é ajoelhar-se, adorar e dirigir orações a uma pessoa, atribuindo-lhe o título de Deus.

FILHAÇÃO

Filhação não é uma religião, mas uma nova episteme. Através dela, o Espírito Divino do Pai conclama cada ser humano em todo o mundo, em escala global, a se filhar a ele, visto que todos perdemos a condição de filhos dele, desde que nossos ancestrais abandonaram o Reino Divino do Pai. Este chamado expande-se a todos os seres humanos, independentemente de nacionalidade, riqueza e pobreza, identidade de gênero e demais e quaisquer coisas afins. (Hunaldo, 16 de junho de 2026, pelo Divino Mentor).

⁠É preciso ir longe, pelo menos uma vez na vida, para descobrir o prazer de estar de volta. Para separar o supérfluo do essencial, saber quem são as pessoas que nos fazem falta. É preciso completar a travessia para descobrir que o sentido de toda viagem está no ponto de partida.

Tamara Klink
Nós: o Atlântico em solitário. São Paulo: Companhia das Letras, 2023.

Eis que a gota d'água chegou
Que tipo de homem bloqueia uma mulher de dia e a desbloqueia a noite
É chegada a hora
Não dá para viver enquanto se morre
A dor não é menor do que a falta de compreensão de amor
Não pode bloquear e depois voltar como se nada tivesse acontecido
E simplesmente dizer "vou passar na sua casa e te usar", como se fosse um objeto de posse que decide a hora de usar e guardar.
Chega de migalhas
Pingo de água no deserto não mata a sede
Agora eu tenho fome de ir embora
Fome de encontrar quem ame, quem demonstre.
Escrevo aqui o que a ninguém vou contar
O que corre por dentro e que ninguém vê por fora.

Entre a vida e a morte, há uma biblioteca. E, dentro dessa biblioteca, as prateleiras não têm fim. Cada livro oferece uma oportunidade de experimentar outra vida que você poderia ter vivido. De ver como as coisas seriam se tivesse feito outras escolhas... Você teria feito algo diferente, se houvesse a chance de desfazer tudo de que se arrepende?

"Uma atitude sábia é tratar bem qualquer cozinheiro."
— Anderson Silva

Quem engana os outros, usando a confiança deles, não vai ter uma vida boa.
Essa pessoa pode não ser feliz, nem saber amar de verdade.
Talvez nem mereça a gente.
E a gente devia até agradecer por se livrar de quem só atrapalha.
Não sei bem, nunca fui bom para dar conselhos.
Quem sabe a vida dá um jeito de castigar quem brinca com o coração dos outros.
Não tenho certeza.
Mas, mesmo assim, deseje de volta o mal que a pessoa fez.
Não por vingança.
Só para ver se ela aguenta o que você aguentou.


Alexandre Sefardi

Tragédia é uma tragédia porque o destino não nos pertence.


⁠18/06/2026

A trilha

Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.

A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.

Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.

Subiram.

E a montanha os recebeu.

Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.

Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.

Então veio a descida.

E com ela, o amanhecer.

O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.

A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.

Pararam.

Um café quente fumegava entre as mãos.

E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.

A mãe tomou um gole.

Depois outro.

E pediu mais um.

Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.

O filho estava ali.

O sol estava ali.

A montanha estava ali.

E Deus também.

Guardando em silêncio aquele instante perfeito.

Anos passarão…

As trilhas mudarão.

As pegadas desaparecerão da terra.

Mas jamais do coração.

Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.

Foi o amor caminhando lado a lado.

Foi o frio que virou lembrança.

Foi a luz vencendo a escuridão.

Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.

E foi aquele segundo café…

Que tinha gosto de amanhecer.

Gosto de conquista.

Gosto de saudade antes mesmo de acabar.

Mas, acima de tudo,

gosto de amor.

Daquele amor raro,

que não precisa de palavras,

porque aprendeu a ser eterno.

O Segundo Café

Naquela madrugada gelada de montanha,
uma mãe e seu filho caminhavam juntos,
sem saber que estavam escrevendo uma lembrança
que o tempo jamais seria capaz de apagar.

O frio era cruel.

Daqueles que atravessam a roupa, a pele e os ossos.
Às nove da noite, deitaram-se na barraca para descansar.
Precisavam acordar às três da manhã para continuar a subida.
Mas o vento cortava a escuridão com tanta força,
e o frio era tão intenso, tão absurdo,
que dormir se tornou impossível.

Ali, no silêncio da montanha,
quando o corpo implorava por conforto,
a mãe olhava para o filho.
E o filho olhava para a mãe.

Sem muitas palavras, encontravam força um no outro.

Quando a hora chegou, levantaram-se.

Congelados. Cansados. Desafiados.

Mas seguiram.

Passo após passo, pedra após pedra,
vencendo o medo, o cansaço e a própria vontade de parar.

Até que chegaram ao topo.

O Pico das Agulhas Negras estava diante deles.

O frio continuava impiedoso,
mas naquele instante já não importava.

Porque existem conquistas que aquecem a alma.

E nenhuma vista era mais bonita do que a certeza
de terem chegado juntos.

Na descida, o céu começou a clarear.

A escuridão deu lugar aos primeiros raios de sol,
que tocaram seus rostos cansados como um abraço.

Depois de uma noite quase insuportável,
o calor parecia um presente.

Pararam para tomar um café.

A mãe segurou a caneca com as duas mãos,
sentindo o calor voltar lentamente ao corpo.

Tomou um gole.

Depois outro.

E resolveu pedir mais um.

Talvez porque aquele café estivesse especialmente gostoso.

Ou talvez porque ela soubesse que alguns momentos merecem durar um pouco mais.

Porque naquele segundo café havia algo além do sabor.

Havia a gratidão por estar viva.

Havia a felicidade de ter vencido a montanha.

Havia a alegria silenciosa de dividir tudo aquilo com o filho.

Anos passarão.

O frio será apenas uma lembrança distante.

As dores da subida desaparecerão.

Mas a mãe jamais esquecerá aquele amanhecer.

Jamais esquecerá o sol aquecendo a pele depois da noite mais fria.

Jamais esquecerá o filho ao seu lado.

E jamais esquecerá aquele segundo café.

Porque, às vezes, a felicidade não está no topo da montanha.

Está no privilégio de viver a jornada ao lado de quem amamos.

E foi exatamente isso que aquela mãe levou para casa:

Não apenas a conquista de uma trilha.

Mas uma memória eterna com seu filho.

As pessoas acreditam que uma vida de muito luxo envolve grandes viagens internacionais pelo mundo em ilhas belas, passeios sofisticados de navios, turismos ou de carro luxo mesmo, joias caras, relógios de marcas famosas, sapatos de grifes e elegantes, ternos italianos de grandes estilistas, os melhores vinhos do mundo em seu paladar, jantar que custa fortunas para os simples mortais como eu. O luxo está na simplicidades de um simples farmacêutico de um balcão de farmácias conhecer seus filhos pelo nome, saber de suas alegrias e seu medo na hora de aplicar uma injeção. Entregar os seus medicamentos no seu endereço em casa, cuidando da sua saúde, prolongando a vida. Simplicidade não tem preço.

"A vida é uma página em branco, você tem a caneta e o tempo."

A verdadeira oração não é uma exibição diante dos homens, mas um encontro transformador na presença de Deus.

Mais uma vez me peguei pensando em você, reconstruindo na mente tudo o que poderia ter sido se eu não tivesse jogado fora, se não tivesse destruído com as próprias mãos aquilo que lutei tanto para conquistar. Hoje sangro por uma escolha que foi só minha, mas sigo forçando um sorriso, dizendo que está tudo bem, enquanto o peito vazio denuncia que não sobrou coração depois de tanta dor. Talvez um dia você consiga me perdoar pela ferida que deixei em você, e quem sabe ainda acredite naquela promessa que fiz encarando teus olhos, você seria a única. E mesmo quando minha vida acabar, mesmo quando o mundo apagar minhas pegadas, eu vou continuar te amando.

Mais uma vez me peguei chorando, desejando, no silêncio do meu quarto, que a morte me levasse de uma vez, porque a dor e a solidão já me consomem por inteiro, é um cansaço que não é do corpo, é da alma, um peso que aperta o peito, sufoca os pensamentos e transforma cada dia em uma batalha que eu já começo derrotado. Estou cercado de pessoas que dizem gostar de mim, mas as palavras soam vazias, como ecos sem verdade. Sinto que falam por educação, por costume, não por sentimento e eu continuo ali, no meio da multidão, me sentindo invisível, deslocado, julgado em silêncio, diminuído em cada olhar, é uma solidão que não depende de estar sozinho, é estar rodeado e, ainda assim, não pertencer a lugar nenhum, é carregar por dentro um grito que nunca sai, uma dor que ninguém vê, uma ferida que não fecha. Às vezes, tudo o que eu faço é esperar e esperar que o tempo passe, esperar que algo mude, esperar que essa dor finalmente se cale. Mas o que mais machuca é sentir que estou apenas sobrevivendo, contando os dias, como se aguardasse o momento em que tudo isso termine e o sofrimento, enfim acabe.

A beleza de um sorriso…algo aparentemente tão simples, mas que carrega uma força gigantesca, é impressionante como ele transforma o nosso dia em segundos, como ilumina o que estava escuro e refresca uma alma exausta pelo peso da rotina e das batalhas silenciosas, um sorriso verdadeiro tem o poder de atravessar qualquer tempestade interior, um simples sorriso nos faz ir às nuvens e voltar, faz-nos sentir leves, acolhidos, amados, ele nos devolve a esperança, renova a coragem e sussurra, sem palavras, que estamos no caminho certo, tudo isso porque, por um instante, vimos o sorriso de quem amamos, e naquele instante o mundo inteiro pareceu fazer sentido.