Uma Mao Lava Outa Ambas Lavam o Rosto
Eu abrira mão da esperança tempos atrás. Descobri muito cedo que esperança não era nada além de algo cruel e perigoso.
...
E Se meu olhos não encontrarem mais os seus
E Se minhas mão não cruzarem mais à tuas
E Se o tempo me colocar na direção oposta a tua
E não poder mais te encontrar...
Exacerbadamente me protejo da solidão, procurando em lugares longínquos o amor em contra mão, o amor das mulheres moças, dos velhos enjaulados e dos moleques que já cresceram mas permanecem infantilizados.
No meio dessa confusão, encontrei você, que de longe me abraça, coloca a mão no meu coração marcado e acalma minha mente barulhenta. Inteira e intensa, seu olhar é um convite para mergulhar em algo que nunca vivi, mas que quero ter mais perto. Me perco em seu mistério, e em você encontro o paraíso.
Eu e Tu Nessa Loucura Que Muitos Chamam De Amor! Da-me a Tua Mão e Deixa-me Mostrar Que Não Há Nada Melhor!
O amor se perdeu.
Entrou numa via de mão única e não mais voltou.
Onde está o amor quando não aceitas como ela é e tentas mudá-la e refazê-la?
A propósito, por quem terias tu se apaixonado? Por suas imperfeições perfeitas ou por quem imaginastes que poderia ser?
Optas por deixá-la presa em uma gaiola. Esqueceu-se de suas lindas asas e o seus exuberantes movimentos quando ainda voava?
Ela perdeu seu canto e encanto, quando a colocaste naquele canto contra a parede dizendo quem deveria ser, ao seu cego ver.
BH
Sou suave e triste se idolatro, posso
abaixar o céu até minha mão quando
a alma do outro à alma minha enredo.
Pena alguma não acharás mais branda.
Nenhuma como eu as mãos beija,
nem se acomoda tanto em um sonho,
nem convém outro corpo, assim pequeno,
uma alma humana de maior ternura.
Morro sobre os olhos, se os sinto
como pássaros vivos, um momento
voar baixo meus dedos brancos.
Sei a frase que encanta e que compreende,
sei calar quando a lua ascende
enorme e vermelha sobre os barrancos.
Na Mão de Deus -
Na Mão de Deus, na sua Mão Divina,
faço repousar a minha solidão,
e assim, as horas do meu pobre coração,
batem numa dor mais pequenina ...
E ai de ti, pobre mortal perdido
numa ignorância infantil,
ao dizeres por aí, com voz hostil,
que Deus é coisa vã e sem sentido!
Em Deus os sofrimentos que não saram
são correntes que desaparecem
na solidão dos rios que nunca param ...
Tudo o resto é apenas ousadia
entre tantos conceitos que se tecem
(num mundo triste) tão iguais em cada dia!
Na manhã daquele inverno chuvoso,
com a xícara de café na mão,
Olhou para as gotas que escorriam pela janela
e viu
que com a chuva
perdeu
não só o sono.
Tenho certeza que você já tinha um monte de mágoas
Mas agora tropeçou em uma mão vencedora
Você cruzou os dedos e me desejou para uma estrela cadente
E agora está lidando com um coringa
Estou na balada,
Com o copo na Mao,
Vejo jovens na pista esquecendo-se da solidão,
La dentro o que predomina é apenas diversão.
As horas passam, percebo que bebi demais,
Então algo me atrai,
Eu preciso dançar,
Assim como preciso respirar.
A noite acabou e o dia chegou,
Preenchi o vazio da minha alma,
Com bebida, drogas e música.
“Juntei os retalhos de pano, guardei junto as minhas costuras e um certo dia costurei à mão cada tecido. São bonecas de pano que vou guardar com muito carinho.”
Toinha Vicentina
A Vida tem dessas...
A mão amiga que um dia precisei,
me deu as costas!
Hoje, ela pede meus abraços.
A dúvida são as nuvens no outono, porquanto, a certeza é a semente e enxada na mão, importa saber onde olhar.
Muitas vezes é necessário abrir mão de algumas coisas, coisas que cada um sabe o que mais pesa na sua vida. Abrir mão para que possamos seguir adiante. Talvez seja necessário abandonar certas coisas, ou apenas deixar para que aquilo se realize em um futuro melhor e mais propício.
Quem deseja pequeno, pouco faz.E faz ainda menos se tiver alguém passando a mão na sua cabeça dizendo essas bobagens de “acolher ou ajudar”.
