Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa
Sobre as labaredas...
Uma demarcação? Um territorialismo? Uma posse?
Talvez seja isso...
Ou quem sabe, aquela labareda, aquela chama que flui do olhar; seja apenas o reflexo do que se passa no âmago, no íntimo.
Talvez seja a proporção exacerbada da ínfima centelha brilhante que jaz dentro daquele homem. Talvez seja ele puro, desnudo, desprovido de tudo.
É o que sobra dele e só! Nada de mostrar-se ou impor-se.
É sua essência na forma mais genuína que se possa ter.
Com um punha sufoco meu coração...
E almejo uma rosa sobre teu coração...
Deixo de respirar minhas vaidades...
Unicamente para te adorar em uma superfície...
De desejo...Simples como o amor...
Que escorre nos cortes que fiz no estante...
Em que o rio de sangue derramou suas graças...
No luar que abateu se sobre minhas lagrimas...
Senti a despedida nas sombras da escuridão do teu olhar,
Deixei me por um beijo da morte que calou se
No momento que percebeu teu amor...
Diante as escadas do céu o mundo acabou...
Compreenda o florescer dos meus sonhos
Meu amor.
Existe um pensamento que intriga e nos confunde a todo instante. Tentamos não pensar sobre isso, mas, todo dia, por cada rosto que passamos, a interrogação só aumenta. Quem será a (o) dona(o) do nosso coração? Uma pergunta meio louca, visto que, o amor não possui hora, data ou local marcado para acontecer.
Franklin Oliver
By Romancista Iludido
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Um pouco mais sobre Aquele Sentimento!
A partir do momento em que alguém se apaixona por uma amiga, eles imediatamente deixam de ser amigos, e passam a torna-se pretendentes. No momento exato que isso se torna correspondido, eles deixam de ser apenas pretendentes, mas se tornam em amantes, que no momento em que um deles se declarar, e o outro corresponder tal declaração, eles vem a ser namorados e se houver um final feliz em recém casados...
Num outro ponto, quando alguém ama um amigo, e o mesmo não é correspondente desse Amor, a situação se torna outra, pois o que ama deverá restringir seu amor, e impedir que isso se torne incomodante...
Mesmo sendo um sentimento lindo, se não correspondido ele destruirá a amizade e aquele que o sente, por isso quem sente tal sentimento deve declarar-se, e se não correspondido, atentar-se para não perder a amiga(o)...
Para esse caso não ha uma resolução, pois a paixão ou amor(dependendo da pessoa) é um sentimento difícil de se livrar, e até conseguir livrar-se dele, a pessoa se sufoca silenciosamente...
O amor é uma via de mão unica, não se pode regressar, a menos que a amizade seja mais importante, do que ficar incansavelmente tentando fazer o outro se apaixonar, ai sim podemos virar e enfrentar a corrente que vem de frente e poderosamente contra você!!
Esse vai ser um pouco diferente, vou contar um pouco sobre a gente!
Lembra quando tudo começou ?
Na primeira frase trocada meu coração disparou.
Não podia te contar, que desde o primeiro "oi" sabia que ia rolar.
Agora você pode saber, que eu sempre soube que era você.
Não tente entender o que aconteceu, mas no primeiro dia já era seu.
Se afastar foi um erro pra não deixar o sentimento crescer...
e olha o que foi acontecer, me apaixonei por você.
Não consegui me controlar, tive que falar.
Você toda desconfiada disse que eu estava errado,
mal sabia você que meu sonho já era ser seu namorado.
É verdade, nada de brincadeira,
é amor da forma mais verdadeira.
A vida toda é pouco pro que vamos viver,
em várias vidas vai ser eu e você.
Não precisa ter medo, só me diz "aceito".
Segura minha mão e vem comigo,
faz dos meus braços seu abrigo.
Não liga pro que falam, estamos blindados.
Esquece tudo que passou, foca no agora... amor chegou nossa hora.
P/ela
Dia a dia...
Há sempre aqueles dias
que me sinto como um pássaro
em um voo solitário
sobre as colinas
nos finais de tarde.
Muitas vezes, desapareço
para planar sobre o mar
e como um barco
sobre ondas serenas,
navego durante dias
e me deixo levar sem rumo,
mas fervilham bolhas em pensamentos
que insistem em me acordar
e acabam me trazendo de volta
para enfrentar as tempestades
que fazem parte do dia a dia.
by/erotildes vittoria
Desabafo
Hoje, 15 de novembro, parei um pouco para refletir sobre diferentes momentos vividos pelo e no Brasil: independência? Ditadura/democracia/ditadura; corrupção, impunidade, moradia popular, saúde e educação de má qualidade; “boicote” à liberdade de expressão, devastação do meio ambiente, entre outros, acompanhados ou não de revolta popular.
Como tem sido difícil ver o povo brasileiro “encurralado” em toda a sua história: da alegria para a opressão e vice versa, esperando uma “gota” para se lançar na “chuva”!
Mudo eu, muda o Brasil, pois é uma ilusão pensar em mudar um país gigante sem a mudança de cada um de nós! Vivemos em um país cuja Bandeira traz o lema do Positivismo: "Ordem e Progresso", mas esta marca não é capaz de expropriar dos brasileiros a sua capacidade de amar e lutar por este país, que é o nosso “lar” provisório.
Cada brasileiro precisa se revisitar e tirar de si o melhor. É difícil mas não é impossível. São outros tempos, outras cabeças, outras estratégias, mas sempre vale à pena sair da inércia.
"Hoje parei para refletir um pouco
sobre o que tenho feito
e sobre o que não fiz.
Concluir que não fui feliz
fazendo aquilo que eu queria fazer. E as coisas que eu não fiz eu me arrependo de não ter feito.
Essas coisinhas me deixam tristes quando vou deitar na minha cama a noite.
Aquilo que você acredita e tambem aquilo que tem em mente, geralmente você coloca em primeiro lugar- como quem diria que "vai acontecer".
Talvez seja esse o nosso problema, colocar os pensamentos lá em cima, colocando 'muita fé', esquecendo que a vida não é aquilo que queremos ou pensamos.
Talvez devemos fazer aquilo que não queremos fazer, mais isso é contraditório, e se for, como fazer aquilo que não está pensando?
Por causa desses fazer ou não fazer, hoje eu me arrependo por ter feito aquilo que eu queria fazer."
Eu só queria uma xícara de chá
E um barquinho de papel a flutuar
Sobre as nuvens que pintei
Com o último giz de cera que deixou..
todas as cores felizes de poesia
No voar da folhas amarelas
Que brincam sobre o pequenino Jardim
De flores Brancas..
Borboletas e beija-flor..
Desenhar no chão com o dedo
Rabiscar os céus
Eu só queria uma xícara de chá
Um barquinho de papel
Talvez que sabe uma bela canção..
Espelhos d'água refletem
Miragens coloridas e simples
Onde não há ponteiros
escrever um dialeto que só Você sabe..
talvez uma flauta ou um trompete
Ao certo não é sim
o ding e o doing
mas a canção de paz ressoa
no silencio..
pouco antes de dormir..
meu único desejo é uma xícara de chá
ou quem sabe um pequenino barquinho a flutuar..Sobre as nuvens que pintei
com o giz de cera que deixou..
ou até mesmo um livro..
coisas
Um café sobre você
Numa tarde fria
O meu café
É minha única salvação
Meu cigarro apagou
E aquele gim não faço mais questão
Tal chuva que consolou
Nessa tarde fria sem você
Meu café já acabou
Meu cigarro vou reacender
Imaginando nosso reencontro
A cada esbaforada de fumaça que se vai
Olhando pro céu e lembrando
Que o amor não se desfaz...
Eu penso tanto sobre o amor,
Que às vezes esqueço de amar.
Sentir,
tornou-se um rumor,
E o sentimento: um bla-bla-bla.
Hoje domina o temor,
E o medo de tudo o que sei falar.
Padronizei o meu amor,
E não consigo mais amar.
Com versos fracos e rima pobre,
Eu deixo aqui minha tristeza.
Comandante do meu peito,
E criadora da amargueza.
Mas insisto em correr,
Sempre rumo ao meu querer.
E pelo meu desejo simples,
de algum dia poder sofrer,
Com angústia que hei de ter,
E que só o amor irá me conceder.
"Sobre uma certa música "
Estava dormindo e sonhei que tinha um coração diferente desses corações que usam nos desenhos, ele era simples (assim eu pensava), mas acabei perdendo, porém acharam ele, fizeram uma oração e salvaram das impurezas por onde teria passado.
Mostraram-me que não era tão simples.
Descobri que ele era grande, do tamanho que eu quisesse que ele fosse. Ele não era limitado à espaços e medidas iguais de uma dispensa....
Era bem maior!
Coube tantas coisas: meus pensamentos estavam dentro dele, o meu amor que pensei ter perdido, três vidas inteiras!!! uma penteadeira cheia de recordações e coisas boas.
Pois eu acordei e espero que meu coração seja assim de verdade.
Cansei de tanta falsidade, quero um coração com meu amor e espaço pra um monte de novidades.
Meu ponto de vista sobre a vida, é que nós somos apenas o inconsciente. Um inconsciente sem rumo, sem destino, perdidos em prol de nada... Mas que é controlado pelo consciente! O consciente és luz, és amor translúcido, és aprendiz do verdadeiro
É como olhar de fora pra sí. Duas partes... Interna e externa, iluminado e luminoso, erro e sabedoria, a dúvida e a certeza. O inconsciente tenta, o consciente alcança, o inconsciente pergunta, o consciente responde, o inconsciente respira, o consciente és o ar. A cria e o domador...
Nós somos o erro, a gente desconstrói. A consciência é a tentativa de nos controlar e guiar. Somente são escolhidas as consciências que conseguirem domar seu inconsciente e guiá-lo aos melhores caminhos. Sua consciência é sua alma, e nós somos a imperfeição.
Quando aqui acabar, vossa consciência será julgada. Sabe aquela voz que te livra, te responde, te diz o que é melhor? Ela é a consciência! Aqui, no final nada valerá, seu corpo é capaz de errar, ele é físico e por aqui morrerá. Já o consciente não, o consciente deseja se elevar, voar para o paraíso, conhecer o começo do infinito, onde tudo é eterno e verdadeiro.
Talvez eu tenha tido esse pensamento com o a minha consciência, ou não. Talvez meu inconsciente tenha pensado!
Essa incerteza, é o que nos restará.
Eu sou assim,
Hoje decidi falar-te sobre mim, decidi dar um empurrãozinho nesta coisa complicada que é a arte de me conheceres! Não penses que me sei toda, não, ainda ando a tentar descobrir-me, acho que todas as pessoas deveriam morrer a descobrir-se, é sinal de que estão vivas, de que recusam verdades absolutas, de que assumem que nada sabem para tudo serem! Seguramente que não sei, mas, conheço-me um pouco melhor e por isso acho que ajudar-te não seria uma má ideia de todo, pois ajuda-se a quem se quer bem, e eu te quero muito bem! Então vamos lá…eu gosto de coisas simples, de pessoas leves, de respirar ar puro, de ser útil para outros e principalmente para os meus amigos, gosto de ler bons livros, que me cativem e que despertem a minha alma e agreguem valor ao meu ser, gosto de escutar uma boa música não interessa o género, a língua, música que é boa não tem fronteiras, é universal, sente-se no coração, sou uma romântica compulsiva, por isso gosto de filmes de comédia e drama, que contem uma boa história e que abram espaço para a esperança, aprecio bastante a diversidade e liberdade, cultural, racial, de pensamentos, talvez por isso que me tenhas cativado, me tenhas atraído, tu és para mim uma ambiguidade gostosa. Gosto de abraços, há como gosto! talvez porque através deles volto à infância e sinto-me protegida, o problema é que todos sempre me viram como auto-suficiente, forte, independente, como alguém que tem solução para tudo, talvez seja um pouco de isso que projectam em mim, mas no fundo, sou uma mulher com alma de criança, e por isso tenho necessidade permanente de abraços, de ter acolhida a minha vulnerabilidade, não há nada mais gostoso do que dormir abraçada de quem gostamos, entrelaçar os pés, deixar-se acolher, sem pensar no ontem ou no amanhã…gosto de beijos lentos e fugazes, não interessa como são dados, desde que sejam dados com generosidade de quem deseja através dos fluidos entranhar-se a mim, gosto de ser acariciada da cabeça aos pés (acho que tu também! Ou não?) e que sussurrem no meu ouvido as piores intenções de amor e descobri recentemente que gosto que me toquem nas mãos, alguma vez pensaria eu que daria tanta importância a este membro? Tu fizeste-me pensar sobre isso…pois, com as mãos escrevo para mim, para ti e para o mundo, com as mãos trabalho e acima de tudo sinto-me, mas ainda estou a aprender a sentir-me, nessa matéria sou inexperiente, é um processo de auto conhecimento, de vencer a vergonha que tenho e não sei porquê!… e com as mãos também pude sentir-te, e mesmo cega poderia dizer que és belo, és puro ao meu toque, ao meu ver, não me fales de defeitos por agora e nem de imperfeições, as minhas mãos só conseguiram conhecer-te melhor através dos sinais que abundam o teu corpo! E tu enxergas as minhas imperfeições? É justo que fale delas, gostarias de saber dos físicos? São muitos, as estrias marcadas pelos nascimentos são umas delas mas enfim, é uma marca de vida, de fertilidade e de felicidade! Os emocionais são alguns, mas só vou revelar-te um ou dois, o resto deixo por tua conta e para o tempo, sou impaciente, embora hoje mais tolerante, acredito nas minhas verdades, embora hoje elas sejam menos absolutas. Mas, meu bem, deixa-me falar de outras coisas de que gosto, eu gosto que me escrevas e quando começas com uma mensagem de forma carinhosa adoro ainda mais! No entanto, fico na dúvida se escreves porque gostas de mim, se escreves porque sou tua amiga, se escreves porque és educado, se escreves para conheceres os teus limites, ou se escreves para tentares saber porquê me escreves…Meu querido irei descobrir o propósito um dia mas por agora, guarda contigo este segredo de quem eu sou, e tu quem és?
In Sheila, 6 de julho de 2015
Simplicidade
Lembro-me de uma história,
em que um homem falava sobre simplicidade,
dizia ele de como era bom fazer anjinhos na neve,
de como trazia isso a nossa inocência de volta.
E tive o prazer de sentir isso,
enquanto ao lado de alguém incrível,
admiramos o Belo Horizonte sob o Por-do-Sol.
Nesse dia não teve jeito,
a felicidade me engoliu,
Meus pensamento se foram,
quis simplesmente contemplar,
contemplar a beleza do sol,
contemplar os brilhos dos olhos refletindo em tom castanho a luz divina,
A luz do sol, obra do Criador,
No olhar da pequena serva do Senhor...
Esta a quem escrevo agora,
de que não me ha outra vontade,
Nada alem de simplesmente a fazer sorrir.
Mesmo com dois dias de conversa,
me mostrou uma bela paisagem,
e se esboçou quem era, e me fez ver que
Pequenas coisas trazem a verdadeira completude na Alma!!
-Rafael Lage Magalhães
Chega um momento na vida que você simplesmente pára,
Para refletir sobre sua vida
Seus atos
E as conseqüências deles.
O que valeu a pena e o que serviu de experiência.
Os nossos heróis da infância já não fazem mais sentindo
Vamos perdendo as certezas outrora tão seguras
A confiança nas pessoas
Só não podemos perder nossa essência
Nosso espírito
O centro
A nossa própria existência
Pecado original
Foi-me dito em minha infância sobre um tal pecado original. Mas criança que eu era e, antes disso, ainda no regaço de minha mãe, inocente, puro, indefeso, como ser portador de um pecado? Nascer pecador, eu, que sem consciência de mim nada sabia e tudo ignorava a não ser os seios que me amamentaram?!
Os anos correram ligeiro, a criança adolesceu para o mundo. E continuava sem entender o porquê do pecado. E, se nos primórdios, o pai e mãe original pecaram por degustar um fruto proibido plantado no paraíso, diga-me, porque diabos a sua árvore estava plantada no paraíso, com o selo de interdição? Seria melhor Deus não a ter plantado... E que diabos, o diabo fazia no paraíso?
O menino cresceu. Tornou-se um homem. Um homem não feito. Porque este menino-homem é um homem de incertezas. O pecado original não o aflige, ignora-o. Os outros pecados, igualmente, recebem o mesmo descrédito. O amor. Apenas o amor é originariamente necessário, magnânimo. A sua falta é uma falta verdadeira.
O homem de incertezas não se apoia em conceitos absolutos. Duvida das verdades doutrinárias e da mediocridade humana, começando por si próprio. Duvida de suas posições contra a natureza do ser, duvida de suas investidas contra o que lhe é mais humano: o desejo, a dor, o prazer e o sofrimento.
A certeza habita apenas o epílogo da morte. Entretanto, a morte não lhe é estranha. Acolhe-a como o pobrezinho de Assis, com familiaridade. A morte que não nos vem por causa do pecado. Mas, porque nos intervalos entre a vida, nascemos e morremos.
O pecado original de Adão e Eva não me importa e, ouso mais, meu Deus, porque se Você morreu por meu pecado, pelo pecado da humanidade passada, presente e futura, é necessário comunicar-lhe que as pessoas cá embaixo continuam desamando-se uns aos outros.
Se se compreende que pela falta do amor entre seus semelhantes, mataram-Lhe, verifico que, na ausência de um amor mais socialmente integrado entre os seres humanos, (com menos apetrechos legalistas e mestres déspotas das fés), nossa racionalidade e emocionalidade se descaminham e se extinguem em um inferno geográfico.
Pecado original...
"Vim esta vez falarvos sobre um fardo. Há um pesado e antigo livro que possuo e não consigo me desfazer, ele não me foi dado e sim passado, de pai para filho, é assim feito por todas as gerações, desde o primeiro homem que viveu e escreveu a primeira página, deixou gravada toda sua culpa, o livro foi ganhando páginas extras a cada geração que nascia, e evidentemente foi ficando mais pesado. Alguns não suportam seu peso, outros nem notam mais. A maioria nem ao menos se dá ao trabalho de abrir, alguns tentam lê-lo mas desistem, eu faço parte dos que resolveram abrir e folhear as páginas, cada uma pesa em média 100 kilos, não estão escritas com tinta nem em nenhuma linguagem conhecida, somente lágrimas, umas de esperança, outras de desespero e dor, mas a maioria de arrependimento, estas são as mais amargas e escuras.
No começo fiquei irritada com a similaridade das histórias, pensei comigo, como depois de milênios não aprendemos nada?! Depois tive um momento de breve luz, imaginando que o peso nos obrigaria em algum momento a agir diferente. Foi quando exausta cheguei a primeira página que eu pude ver a verdade mais cruel: havia um espelho, eu me reconheci, pude contemplar a vergonha, a fraqueza e o quão imensamente me enganei cada vez que me senti melhor ou mais merecedora da vida do que qualquer outro ser, por mais pequeno que seja. A culpa e os pecados cometidos por cada ser me esmagaram. E nesta fração de segundo admiti a verdade de quem eu sou, de quem nós somos.
O maior erro humano é querer ser Deus, acha que tem o poder de escolher quem vive e quem morre, que coloca sua própria sobrevivência e bem estar acima de tudo e de todos, e não se dá conta que não aprendeu a controlar nem a si mesmo."
O HOMEM CAMINHA SÓ OU NÃO
Ditadores de um sonho já muito sombrio
O homem caminha sobre as palavras
Na invisível rotina, que ilumina o caminho
Entre a dolorosa seta que cerca a sua alma
Descansa na sua fé de intocável mundo
Pintou de sangue a sua própria liberdade
Há noite desenhou o céu num manto branco
Nos telhados feitos de saudade ou lamento
Caminha num chão alheio ao seu corpo ferido
Guerreiro que vive já no meio da tempestade
Alquimista quando cai a noite no noturno luar
Ansiosa frente de forma na inesperada poesia
Onde falhou o poeta, o homem que não caminha
No descontentamento, emoção do deslumbramento
Árvore estéril que usou a seiva para fazer-se renascer
Inesperado olhar desajeitado, sem medo, sem barreiras
Ele queria simplesmente um amor, antes que o engolisse a terra.
Estava lendo sobre um tal exercito de luz a poucos minutos.
E na minha unidade de percepção mental vi um grupo denominado de justiceiro, vingadores. Mas, sem moral!
Tudo muito bem esquematizado para que o país do futebol, do carnaval e do samba adquira um sistema semelhante ao estado islâmico.
O exército da UNIVERSAL está se espalhando buscando os infiéis e jogando-os na fogueira santa. Todo mundo que não participa não serve, não presta.
Cuidem-se e salve-se quem puder.
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