Um Texto sobre a Mulher Maravilhosa
Cordão da saudade
La vai um cordão puxado por confete e serpentina
La vai um cordão puxado por samba e marchinhas
La vai um cordão de índios, mascarados e colombinas
La vai um cordão de farra nos pés das cabrochinhas
Lá vai um cordão de ilusão de quatro dias de folia
La vai o cordão da minha saudade destes dias
Hoje sentado na janela vendo o que foi só alegria
Tornar-se sem inicio e sem final
No gosto de quero mais na nostalgia da quarta feira
Num emaranhado e desengraçado carnaval.
UM POUCO DO QUE SOU
Sou a água do coco, o doce da cocada.
Do corpo, a água de cheiro.
Morro na praia, todos os dias, depois de molhar teu corpo inteiro.
Sou a poça nas estradas, e da criançada, o poço;
sou o suor do teu rosto, a chuva, a enxurrada.
Sou o sereno da madrugada, o orvalho,
e as lágrimas dos teus olhos.
Sou a esperança dos idosos,
e a doce alegria das crianças,
sou o fiel da balança,
o ouro da torneira.
Sou o “direito”, o amor perfeito
que brota do chão,
que desce do céu;
sou bombeada,também, pelo coração.
Sou um devoto em súplicas,
estou no pássaro que voa,
sou a vida na Terra, acontecendo.
Sou uma célula pulsando em cada canto.
Estou na presa fugindo; e na ave de rapina.
Sou a fonte brotando,
água cristalina,
Juntinho dos buritis;
pra não me estender muito, sou de todos os lugares: do Planalto Central,
da Serra da Mesa, da Moeda, da Canastra...
Da Serra Geral.
Sou das veredas do Guimarães Rosa, da Serra do Curral,
do Pantanal...
sou de Minas Gerais,sou Universal:
sou vista até em Marte.
Por fim, sou a justiça qual rio a correr,
que não pode secar;
sou a vida escoando
procurando o mar.
-24.04.16
Diga me...
Qualquer um de vocês dessa galáxia.
É normal querer abrir mão de cada dia vivido com um ser amado, apenas para não sentir o vazio que fica, quando ele nos deixa?
Eu abriria mão de cada sorriso, de qualquer alegria ou descoberta. Só pra não sentir esse buraco que se abriu em meu peito, que me deixa tonta... sem chão... que me tira a fome, o ar.
Outro amor desses não quero. Quero é nascer de novo, outro ser... incapaz de amar verdadeiramente como a maioria. Ser racional, calculista. Arrotar amores eternos da boca pra fora e no coração ter toda a malícia que só tem quem usa o amor pra qualquer outra coisa menos para amar.
Soneto de um amor
O amor é um delicioso balsamo
Que perfuma a alma com afago
Traz ao coração nenhum estrago
E a doce felicidade, olhar calmo
O amor quando se realiza
Abre caminhos a emoção
A alma se veste de paixão
E a dor da solidão cicatriza
O amor desperta saudade
No carinho traz fidelidade
Na razão é ingenuidade
É poesia para o amador
De rima suave e multicor
Poetar o amor de um amor
"Seja mais ansioso pra sentir a presença de Deus do que receber bençãos. Estar em um banquete comendo com o Pai(isso é pra quem tem intimidade com o soberano Deus) pra que todos os convidados vejam que Deus está te honrando na presença dEle dizendo: ESTE É MEU FILHO AMADO. É melhor do que o Pai pagar uma pensão alimentícia pra que você coma sem Ele."
#Profético #EitaDeusTremendo #VivoDaGraça
—By Coelhinha
N em todos os dias são dias comuns
E ntre uns e outros um é bem especial
L embrando de muitos outros vividos
S abendo que sempre melhores virão
O ntem ficou no passado, e será lembrado
N o presente receba meu forte abraço!!!
B om tempos aqueles antigos domingos
A gente se juntava e sempre uma festa
I ntegravam-se todos na casa do Vô
L indas tardes de idas ao Playcenter
E nquanto chaves eram escondidas
R iamos das piadas e outras charadas
O tempo mudou, envelhecemos
Nossos filhos cresceram,
Outros rumos, fatos do tempo
Importante é a estar em família
Manter constante grande amizade
E continuar sempre comemorando
"Uma lagarta vira borboleta, um velho transforma-se em criança... O tempo completa o seu ciclo, volta aos começos. Assim é o tempo da alma, um carrossel, girando, voltando sempre ao início, o “eterno retorno”. T. S. Eliot estava certo quando disse que “o fim de todas as nossas explorações será chegar ao lugar de onde partimos e o conhecer, então, pela primeira vez”.
(em “O retorno e terno”. 8ª ed., Campinas/SP: Papirus-Speculum, 1996, p. 158.)
ECLIPSE DE AMOR
Eu, SOL, vivia procurando durante o dia um corpo celeste que me completasse. Que me acompanhasse em minha dura e solitária jornada nesse espaço vazio. Mas a busca foi árdua, quase não a encontrei. Mas de repente, algo de novo surgiu em meio ao universo. Todos os dias eu avistava um brilho à noite, e queria alcançar. Esse brilho tinha nome. Ela se chamava LUA, era muito linda, mas um pouco fria. Mas vivia muito distante de mim. Toda vez que eu chegava perto, algo nos afastava ainda mais. Já havia perdido as esperanças de alcança-la, quando aconteceu algo mágico, coisa de DEUS. Não sei bem ao certo, mas cada dia ela se aproximava mais de mim. E ficava mais próxima, e mais próxima e mais próxima. Aí dessa vez, eu fiquei bem esperançoso. Criei expectativas e comei a imaginar nós dois juntos. E finalmente a minha busca chegou ao fim. Finalmente ficamos frente a frente. Como sou um pouco devagar, ela se aproximou primeiro. Eu também criei coragem e me aproximei. O calor foi me subindo, e ela, mesmo com aquela frieza da noite, tocou a minha mão e foi controlando o meu calor, e me deixando em uma temperatura agradável. E foi aí que nos abraçamos e nos beijamos, e finalmente, nos tornamos apaixonadamente um ECLIPSE DE AMOR.
Posso não ter ficado com a LUA por muito tempo, pois assim como ela, eu também tinha minha função no universo. Mas o que posso garantir a vocês é que o tempo que eu fiquei com ela foi o mais belo e o mais intenso de toda minha existência. E esse momento, eu nunca trocarei, por nada nesse universo.
Autor: Lenilson Xavier (05/05/2016)
SINAL DE FUMAÇA PARA UM ESTUDANTE DE LETRAS PERDIDO:
Antes de mais nada queria lhe informar que sou a pessoa mais improvável para motivar, divulgar frases de pára choque de caminhão de otimismo e que também não acredito em um só fiapo de eficiência da Educação do Brasil. Infelizmente, como você, universitário perdido e desmotivado, também fui aluno da Universidade Católica do Salvador e, mais do que ninguém, posso afirmar aqui que o curso de Letras não me serviu para absolutamente nada. Um curso medíocre, com seus professores medíocres e um corpo discente igualmente medíocre. Com suas aulas já ultrapassadas há 15, 20 anos atrás, imagina o que você anda ouvindo agora, caro colega! Mas a culpa por esta situação é coletiva: de um reitor omisso, do corpo de professores que vive fora da realidade e de um alunado deslumbrado por viver num Mundinho Encantado da Universidade com suas festas de camisas coloridas, seminários de lugar algum, desfiles nos corredores, biblioteca pobre e para no fim receber um diploma que não serve nem para tentar uma vaga de atendente de telemarketing. Grandes professores já se retiraram da vida acadêmica, ou por morte natural ou por preferirem ganhar dinheiro em outras áreas mais respeitadas, e, no vácuo deixado por eles, emergiram centenas de professores horistas e/ou os divulgadores de regras linguísticas, decoradores de frases feitas de filósofos estrangeiros e tiradores de xerox. As poucas cabeças pensantes das universidades escolheram encastelar-se em suas poltronas de onde resmungam contra o PT, sobre a falência do intelecto, a farsa das cotas raciais e da recusa maciça de estudantes em virar professores. Professores de verdade se encaminham para a extinção pois são tratados pelos donos de faculdades e colégios particulares como próteses incômodas - os burros de carga que estão em salas de aula somente para adestrar os porcos que pagam as mensalidades - por isso recebem salários baixo e muito pouco incentivo para progredir em métodos pedagógicos. Professor bom é aquele que puxa muito o saco da coordenação, bajula alunos, coreografa aulas-show, mesmo cometendo impropriedades, idiotismos, solecismos, barbarismos e, principalmente, barbaridades. As universidades se tornaram currais ideológicos para adestrar alienados, vendilhões de pratos feitos. Nos cursos de pós e mestrados a situação é igual. Eu não acredito neste negócio de escrever tese sobre o parasita que dá no saco do búfalo texano e depois vir para o Brasil sem saber nada, porque num país miserável como o nosso ninguém valoriza o saber, o livro, a ideia, muito menos dentro de universidades. Você me pediu um conselho, por tanto, termine o seu curso de Letras que não vai te levar para lugar nenhum e depois vá fazer Direito, não para advogar (*pois igual ao seu curso e todos os outros, este curso elitista não forma ninguém, aliás, forma advogados deslumbrados, petulantes, ignorantes, preconceituosos e burros) mas para prestar concursos que pelo menos paguem mais do que um salário mínimo. Por tanto, meu amigo, a Educação faliu, mas não somos obrigados a compartilhar isso!"
VOCÊ DEVE SER UM CRIADOR E NÃO UM PRISIONEIRO DA
SOCIEDADE
“É estúpido e ridículo dizer a um homem que não
pode ser contratado porque tem mais de 40 anos de
idade. É como dizer que ele está pronto para o
depósito de lixo ou para o monte de ferro velho”.
(do livro em PDF: O PODER DO SUBCONSCIENTE Dr. Joseph Murphy
Título do original norte-americano:
THE POWER OF YOUR SUBCONSCIOUS MIND
Ano de lançamento: 1963)
Relacionamento photoshop- é o modelo dos relacionamentos da pós modernidade.
O photoshop é um famoso programa que ajuda à altera a imagem, criando montagens que iludem as pessoas a pensar que a imagem é verdadeira.
O relacionamento photoshop, camufla a verdade, reproduzindo uma imagem que é uma montagem, algo contrário a essência da pessoa.
É esquizofrênico viver um relacionamento de aparência, com a família, com os amigos, com a sociedade, e com Deus.
AVERSÃO
Sentimentos esquadrinha novos versos
Proeza de um não querer
Faz estrofes esbugalha entona e contorna pautas
Frases esventantes leva e dissipa em meu ser
Equilibra minha alma perpetua e congela
Silhueta vai lumiando dureza sem querer
Imploro o mono em uma nota só querer ser
Vai embora sinfonia desafina só quero viver
Se preciso definho meu esboço
Rasgo meu peito para não te ter
AMIGOS DE SEMPRE
“Quem tem muitos amigos pode congratular-se, há amigos mais chegados do que um irmão”.
Os amigos de infância, sem dúvida, marcam nossa vida, para sempre. Porque temos por eles um “quê” a mais.
Perdoem-me os demais amigos que vieram depois! Mas, não fiquem tristes, nem por isso, sois menos importantes.
Vivendo há muitos anos na terra das Alterosas, isolei-me de muito, dos ternos amigos de Campos Belos.
Quando retorno à minha região de origem, ainda encontro-me, com alguns “amigos de sempre”; mas outros, infelizmente não.
E, aqueles que não os veremos jamais:
por já terem ido para o outro lado da vida. Olha que já perdi muita gente boa, da cidade que me viu crescer. Mas, paciência, isso faz parte do ciclo natural das coisas.
Dizem que eu também estou na fila... Eu nem sabia disso. Se for verdade, espero ser o último.
Sou muito gregário. Adoro manter e fazer novas amizades a cada dia. Para ir repondo na medida do possível, as perdas irreparáveis, desses seres iluminados que, nos vão deixando, ao longo do tempo.
Cada amigo de minha terra, que parte para a eternidade, é um baque inquietante que sinto, dentro do meu já, tão sôfrego coração. E, somente com o tempo me sinto mais aliviado um pouco.
Outro dia, ao acessar o blog do jornalista Dinomar Miranda – faço isso todos os dias. Essa plataforma é um espaço de grande utilidade, não somente para o povo da região do Nordeste de Goiás. Sua importância transpõe fronteiras. - E, ao deparar-me, no topo da página, com a foto e a noticia da morte trágica do Jacinto da Costa Madureira, filho de Estevam e Iram, não pude me conter: chorei muito!... De maneira tal, que os transeuntes que passavam na rua, ouviam o meu lamento.
No último retorno ao meu reduto familiar, agarrei-me a oportunidade de rever um grande amigo de infância, que há mais de 37 anos não a via. – O Claudionor, filho de Chico Pedro, um dos primeiros pedreiros profissionais da cidade; que construíra uma das lojas de papai na Rua do Comércio, e um dos primeiros atletas do famoso e memorável time de futebol amador da cidade, o Campos Belos Futebol Clube (CBFC).
Num domingo à noite, um dia antes do meu regresso a Minas Gerais, Adão, seu irmão, me ligou para avisar-me, que o dito amigo das antigas,estava na cidade.
Nem jantei direito, e corri para vê-lo. Afinal de contas era uma oportunidade única de matar uma grande saudade.
Alegramo-nos bastante nesse encontro!...
Mas, não foi possível por toda a conversa em dia, em tão pouco tempo; nem bem começamos a parlamentarmos, fomos interrompidos por um telefonema inesperado: era o vice- prefeito municipal, diretor e radialista de uma Rádio Comunitária local, Zé Cândido Cardoso, outro amigo nosso, de infância.
Não parava de conversar e nem o crédito do seu celular, acabava; e quando soube que eu estava agarrado de prosa com Claudionor, aí pronto:
fomos intimados por ele, na mesma hora, a comparecer à sua residência, sob o risco de não alcançar, em seu tribunal, o perdão devido, caso não o atendêssemos.
E, como não se convence uma autoridade constituída, muito facilmente...
Restou-nos, naquela mesma noite, acatar as ordens dadas. Apesar das horas avançadas – já eram quase vinte e três horas.
Para a minha surpresa, fomos recebidos com as honrarias de Chefe de Estado. Como fazem verdadeiros líderes, com seus ilustres convidados.
Ainda se recuperava de um delicado problema de saúde, e se mostrava muito otimista com a vida e seus meandros.
Falou-nos de sua atuação na política local, e sobre seus projetos para o bem comum de todos, da comunidade em que vive e atua.
Demonstrou muita sensibilidade com a cultura literária local: ao relatar-me que lera no ar, em seu programa “Manhã Sertaneja”, na Rádio, um dos meus artigos jornalísticos “O pôr do Sol em Campos Belos”, publicado no Jornal O Vetor de Roberto Naborfasan, veiculado em 03.06.2015.
E, ao colocar alguns livros de escritores da cidade e região, sobre uma mesa imensa na varanda de sua casa; discorreu sobre o conteúdo de cada um, que incluem relatos inéditos, sobre a rica história de Campos Belos - GO.
E, concluiu o fechamento da prosa, desta vez, nos convidando a estarmos no seu programa na Rádio Atividade FM, 87,9 às sete horas da manhã do dia seguinte.
Mais uma vez, não pudemos deixar de comparecer... Apesar de tentar me esquivar: com a alegação de não ter preparado, previamente, algo especial para ser discorrido no evento.
Na Rádio, falamos um pouco sobre a nossa infância, na terrinha; e falei também sobre a minha trajetória de vida; incluindo, Formação Acadêmica, e Produções Literárias.
Para não fugir a regra das boas relações: o presenteei com duas Antologias em que sou um dos autores: “ANELCA em Prosa e Verso”, 8° Edição 2014, da Academia Nevense de Letras Ciências e Artes; e “ALB Em Prosa e Verso” 1° Edição 2014, da Academia de Letras do Brasil (ALB-MG/RMBH).
E, como os diletos ouvintes, desta tão conceituada Rádio, não poderiam ficar de fora, disponibilizei também, dois exemplares das obras acima, mencionadas; para serem sorteados a eles.
Viajei feliz da vida, de volta, ao reduto dos mineiros; com as energias renovadas, pelo reencontro com os velhos amigos.
Continuo cada vez mais convicto, de que, o lugar dos “os amigos de sempre” é mesmo “do lado esquerdo do peito” como diz um dos cantores, que iniciou sua trajetória musical no Clube da Esquina.
Ainda é tempo de plantar a alegria, a amizade, a fraternidade; pois, o maior patrimônio de uma cidade é mesmo o ser humano. E os amigos que nela conquistarmos.
-16.04.16
Inútil sorriso
Tão facilmente apagado
Ri pra qualquer um, sem sentido algum
E o tempo só o mostra os devaneios da vida
Sentido não há
Aquilo que hoje é presente, amanhã se apagará
Verdades são relativas, cada ser com a sua
Eufemismo para mentira
igualmente agem
O sorriso está só, e só agora viu
O tolo mesmo assim, sorriu.
Ontem sorrisos, olhares, atenção...hoje, nem aí.
Pra nós não dá mesmo. Vejo que é mais um dos meus devaneios loucos. Quando acho que vamos buscar a saída, você bate uma vez mais a porta na minha cara, fecha todos os caminhos, as estradas...parece bipolado ! Cansa, sabia ? Tou por um tris. Não é fácil viver anos após anos se entregando, se dando, se mostrando...amando só !
É aquela história; quem sonha sempre alcança. Só que no nosso caso, melhor dizendo, no meu caso: quanto mais sonho mais distante fica, mais complica. Já me repeti tanto, já me joguei tanto...em versos, em músicas, em canções. Nem sei se ainda há frases para serem ditas, letras para serem faladas, cantadas...me sinto em uma corda bamba, por um fio.
Perguntando aos meus botões se ainda vale a pena lutar, continuar...sonhando em viver meus sonhos,
será ?
Que hoje você sorria para a vida.
Que tudo que você queria para você seja um simples abraço.
Que seus pensamentos te levem bem longe, mas que seja ao lado de quem você ama.
Que seus pés corram ao encontro de seus sonhos.
Que suas mãos tenham a firmeza para concretizar suas ideias.
Mas sempre estando consciente que temos um Deus por nós!
Me vejo em um abismo
Ele nao tem fim
Me guardo no escuro
Que se guarda dentro de mim
Me fecho pelo medo
Mas nao de cair
Medo da felicidade
Que tiram de mim
Perco a juventude
Pela vida ganhar
Quando mais se ganha
Mais guardado vou estar
Olham para mim
Nao sei oque vêem
Um ser humano escravo
Ou ferramentas talvez
Me sinto esquecido
Não lembro muito bem
De como é uma conversa
Sem ter um, o que você fez?
Minha vida estou devendo?
Por tanta cobrança ter
Posso ser jovem
Uma vez no mês
Querem gratidão eterna?
Pode até ser talvez
Esperam ajoelhar?
Quando mandam, que é toda vez
Minha vida, meus pensamentos
Minha tristeza é frescura
Intolerância a felicidade
Estão me levando a loucura
Socorro! Estou gritando por dentro
Mas a pressão, não deixa a voz sair
Calo- me então.
Para a vida seguir
Neste abismo de liberdade
Tenho medo de cair
Ser feliz nesta idade
Depois dela sair
Se tento me jogar
Pessoas me puxam e repreende
Fala que isso não presta
Que é para vagabundo e pouca gente.
Todos somos diferentes
Poucas pessoas são iguais
Procuram a igualdade
Em traços irreais.
Era uma vez
No mundo de um sonhador
Se vê na vida o real valor
Colorindo os pensamentos
Nulo os descontentamentos
Com esperança, vontade
Nos abraços de amizade
O ir além do convencional
Ter no olhar a luz cordial
E quimera de fadas e magias
Na fantasia,
lá longe, numa bela cidade
Onde não se vive de idade
Só o felizes para sempre, no fim
A harmonia de criança, assim
Criando contos e ilusões
Bom ou ruim, não importa
É sempre uma boa porta
Aos escapes da sorte
E no espírito suporte:
a emoção, a paixão
Em festa no coração
Arrancando da imaginação a nudez
No epílogo da alma: Era uma vez...
Há uma palavra que ressoa
Por ela alguém entoa
E produz-me um temor:
É meu amor,é meu amor!
Por ela meu coração bate forte
Quando a vejo,não é pura sorte
É sempre o lugar aonde estou:
É meu amor,é meu amor!
Até seus passos considero
Admiro-lhe o caráter e o esmero
O seu profundo zelo e fervor:
É meu amor,é meu amor!
Por onde ela passa
Deixa suas virtudes em graça
Quero vê-la,por sorte vou:
É meu amor, é meu amor!
Por entre as flores no caminho nasce
A beleza inefável da vossa face
Produz-me um topor:
É meu amor,é meu amor!
Mas a natureza fascinada
Aclama-te bastante exaltada
O caminho que ele voltou:
É meu amor é meu amor
Mas enfim encontrei-me contigo
Quero ser teu grande amigo
E espantar todo esse pavor
Assim minha vida terá sentido
O sonho não passará despercebido
É meu amor é o meu amor!
Soneto II
Uma mão pousou em mim
Sacudiu-me do meu lugar
Fez um pobre coração enfim
Resolver ao amor se entregar
Agora vejo.A tristeza fora embora!
Aprisionou-me no calabouço escondido
Vede quão grande ironia vigora
Ao temer o passado sofrido!
Se eu conhecesse toda a verdade
Carrasco seria ao tolerar
A mudança proveniente
O castigo seria eterno
Cujo pecado mortal,a idade
Assumisse esse amor naturalmente!
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