Um Estranho Impar Poesia
IN-SONE
Insônia
Única companheira que chamo também
De refúgio da criação
Invólucro dos pesares
Caixa de Pandora aberta
Em um eterno-efêmero momento de solidão
O estar perto e longe do firmamento particular
Uma algoz que atormenta o tormento
Uma sombra iluminada por idéias que se misturam
Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons.
Vêm me buscar
quando não preciso
Me abandona quando o sim encontra o não
Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração
De quem quer o que tem e não pode ter o que quer
Penso! Penso! Penso...
Criação? Às vezes não.
A respiração predadora da alma inquieta
Não levanta sua flâmula, seu pendão branco.
E resta-me a réstia de um novo amanhecer.
Gratidão,
todos que são
tudo aquilo que dão
como o sol e a terra
e tudo quanto produz
e colhe além da vida.
Pudesse eu ser bondade
E em tua vontade seres a minha própria cruz.
Vento:
fundamenta o acalento.
Inspiração pra Saramago
Tipo
os afagos e abraços.
Quem? Tu
Carinho fluído,
cuido.
Além do romântico
Afeto,
atlântico.
Melhor assim:
maldade cordial
com
chuva torrencial.
- ana almeida
Pássaros?
Passarinhos:
ninho, cuida,
fluída.
Faz o tempo passar
dá nem pra ver, isso que é amar (?)
Energia, analogia.
Quando encostam
Prestam, existam e impressionam
Renoir
Livre, leve
faz voar
Sem problemas
meu ecossistema,
entrega,
agrega.
Fica, incentiva,
me identifica.
- ana almeida
Já parou pra pensar, o quanto podemos brincar de sonhar
Se jogar num mundo ficticio sem medo de errar
Criar nossas próprias cenas, se desligar de tudo e só imaginar
Paranóias, esquisofrenia, sei lá
Quero só um mundo onde podemos voltar a sonhar
Onde tudo vira vida, e a vida te vira do avesso
Onde o avesso te vira e sem perceber o aveso é o seu lado certo
Chega a ser esquisito se for parar pra pensar
Paranóis da minha cabeça, minha mente só quer brincar
Brincar de ser oq quero ser, sem ter alguém pra me julgar
Brincar de querer ser um músico, mesmo não tendo uma composição minha pra cantar
Brincar de escrever poesias, mesmo nem mesmo ter completado a escola.
A vida tem dessas, quero continuar com a minha alma de criança
Jamais perder a essência que é sorrir e brincar
E se eu levar um tombo, cair e me machucar
Depois do choro quero continuar a brincar
Porque nada me fortalece mais do que cair, chorar e depois se lavantar
Bora pra próxima, porque a brincadeira acabou de começar!
A ALMA DO PIRÃO DAS SEIS
Constrói-se a vida,
Sorrindo com a alma.
E a sintonia da existência,
Caminhando... enquanto se depara,
Com a certeza de terminar o dia,
Inspirado pela via da Magia.
É o Pirão das seis,
Abrindo os braços,
Abraçando os ouvintes,
Que por ele passam.
09/01/2020
Família
Ah, como eu amo minha família!
Eles me motivam sempre.
Mãe, pai, vó, vô, tio e tia,
Esses, sim, são com certeza gente da gente.
Não teria graça se não tivéssemos o tio do pavê,
Ou se não tivéssemos a tia "e as namoradinhas".
Imagino se eles vão se orgulhar de quem eu vou ser,
Ou se já se orgulham de coisas minhas.
Valorize grandiosamente a sua família,
mesmo aquele tio chato.
Juro que isso não é uma ironia,
Pela sua família, seja grato!
Quando fui te procurar
encontrei-te dispersa
por vários corpos.
Aos poucos
fui buscando cada pedaço
nos escombros do tempo,
para te recosturar
com a linha da vida,
para que quando inteira
possas novamente
teu corpo habitar.
" Ela é tão simples que isso o torna mais incrível, Deus usa as coisas simples para confundir os complicados."
- Tenho aprendido tanto.
o ruído da porta rangendo
ecoa vindo do fundo da mente
mesmo de olhos fechados
há o fato irreversível inegável
é preciso coragem
para encarar a entreaberta
porta seu feixe de luz
suas infinitas possibilidades
e da minha visão
metade é escuridão e
metade é amanhecer e
muito me faz falta a fé
para crer sem ver
nos contornos do invisível
hoje quase peguei o ônibus errado duas vezes e isso
invocou em mim as ruas labirínticas da cidade
em que o céu se desmancha
em escuridão nascente
a confusão que fiz com os nomes
não será perdoada
a memória anda ruim para coisas boas e pequenas
repentinamente a pequenez das coisas é o que importa
as pequenas ruas da cidade
Composição dum Nada
Ao som da orquestralma, que solenelucida
nossa antiga caosciladora descida,
subimos agora escada avulsa e comprida.
Tal como composição por aglutinação,
tornamo-nos um. Para isso, perdi-me
em ti, que te perdeste em mim. Por tanto,
perdemo-nos em nada. Por quê?
Somos um, somos nada.
Ser que me envolve e tem, ancião
tu és de mim. Já que sou tu,
me chame pelo teu nome;
já que és eu, fogo cru,
chamarei-te pelo meu.
Porque te necessito assim como ar.
Porque te almejo assim como andar.
Porém estou sufocada por esse nada
e paralisada por aglutinação indesejada.
Ninguém que me falou,
Eu vi, eu estava lá.
Vi a lua te observando de fininho
Querendo aprender, com meu benzinho, como ela faz pra brilhar.
Um brilho especial e verdadeiro
Brilho, tal, que iluminou meu mundo inteiro.
Olhei pra baixo e vi o mar
Resiliente, num vai e vem consciente
Estonteado! Aprendendo a dançar
Com leveza e simplicidade
Minha realeza, transborda humildade
Me embriaguei de lucidez
E nessa clareza percebi as flores
Querendo tua delicadeza , teus gostos e teus odores
E a lagarta no galho da árvore
Olhando pra você encontrou a chave.
Confiança e paciência!
E não importa o tempo que passe na ampulheta...
Quem diria, tamanha inspiração fez dela borboleta!
E com a manhã veio o Sol
Ansioso pra ver
Como os demais
Também quis aprender
Um carinhoso calor
Que até cura ferida
Ao te observar aprendeu
E me arrisco a dizer que até Deus
Só pra te ver SER nos fez vida
Tão pouco a luz,
Apenas a loucura,
Queria nadar na escuridão.
Me entregar aos seus braços,
Mergulhar em sua boca,
Abalar seu coração.
A VOLTA DO PARAÍSO
Meu mundo muda,
E extravasa a cada minuto...
Com certezas no olhar,
Cuja sombra é a penumbra
De um silêncio poético,
No qual abre as comportas do céu.
Não me canso de viver com arte,
Nem sentir o amor incondicional,
Da minha alma em livro contado,
Cuja sublimidade é uma flor que,
Nasce no campo de mim mesmo.
Fico tão perto da espiritualidade,
Na vastidão de um mar sem fim.
E numa tarde de calor,
Embebeço das montanhas,
Neste lugar tão encantador,
Despertando os sonhos mais profundos,
Libertando o meu senão comum.
Hà alguns razão para tudo isso?
Provavelmente não existe respostas
Apenas a energia da escrita atemporal.
Um dia...não tão distante,
Eu serei a poesia em tese!
Na presença real do Sagrado,
A qual muito me faz desejar
Perseguir os caminhos traçados
Por Ele em sua grandeza.
Então, fugir do que é verdadeiro,
Parece ser um erro pecaminoso.
Uma Mulher revestida do sol,
Tendo a lua debaixo de seus pés,
Toca em minha mão de poeta,
Sorrindo antes da volta do Paraíso.
11/01/2020
O Poeta sem pensar
Apenas por sentir
Fez uma troca com a vida:
"Morro de Fome.
Mas,
Não vivo sem amor."
A VIDA
Que não me falte a ilusão
De ver a vida bonita
Qual fases da lua que a gente admira
Mesmo sabendo que é a Terra que gira.
Que não me falte emoção
De ver quem ainda acredita
Em contos de amor, fantasia
Em trova, canção, poesia.
Que não me falte ambição
De ter que mostrar com alegria
Sempre que achar quem duvide
Que a magia em mim não reside.
Espero mesmo encontrar
Sem nem precisar procurar
Quem acha que a vida é bonita
Quem crê nessa fé infinita.
"É bonita, é bonita e é bonita!"
De Ré
Canto esta melodia
que ecoa com maestria
por corredores sanguíneos.
É muda, é cinza;
é vazia, é oca.
As notas Sol ficam ranzinzas
com a sonoridade louca.
Que som tenho eu?
O som que queres ouvir ou o som da minha essência?
Sinto que não me pertenço,
sem lealdade a mim mesma.
Que som tenho eu?
Soar avulso, vermelha tercina,
púrpuro Si, acorde que ilumina?
Sinto-me mas não reconheço.
Sem dignidade, saio ilesa.
Carrego o fardo de uma vida
que não é minha,
o fardo da falsa personalidade.
Carrego prédios com corredores fora de linha,
prédios dum eu sem legitimidade.
Em sonhos me surges. Por isso
Amanhã outra vez melhor me sentirei!
Muito mais consoladora ser-me-á a noite que
A saudade do dia sem esperança.
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