Um dia Vamos nos Conhecer

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O Naruto pode ser um pouco duro às vezes, talvez você não saiba disso, mas o Naruto também cresceu sem pai. Na verdade ele nunca conheceu nenhum de seus pais, e nunca teve nenhum amigo em nossa aldeia. Mesmo assim eu nunca vi ele chorar, ficar zangado ou se dar por vencido, ele está sempre disposto a melhorar, ele quer ser respeitado, é o sonho dele e o Naruto daria a vida por isso sem hesitar. Meu palpite é que ele se cansou de chorar e decidiu fazer alguma coisa a respeito!

As vezes, para um artista, a diferença entre genialidade e a insanidade é o sucesso.

Se eu leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum poderia esquentá-lo, sei que isso é poesia.

Quando você joga a toalha? Admite que uma causa perdida, às vezes, é só isso? Chega um momento em que tudo é demais. Quando ficamos muito cansados pra lutar. Então, desistimos. É aí que o trabalho realmente começa. Para encontrar esperança onde parece não haver absolutamente nada.

Oração é uma ocupação adequada para um pecador, e um pecador é a melhor pessoa para exercer a oração.

A pior maneira de manter um relacionamento
é privando o outro de sua liberdade.
Se você amarrar dois pássaros, eles terão quatro asas, mas nunca conseguirão voar.

Eu tinha — e tenho — um monte de coisas pra te dizer, aquelas coisas que a gente cala quando está perto porque acha que as vibrações do corpo bastam, ou por medo, não sei.

Recall da alma

Também gostaria que me chamassem para um recall, mas não para avaliarem meu carro, mas a mim mesma. Quem me convocaria?
Ora, quem? Deus, o dono da fábrica!
Todos nós saímos da linha de montagem com alguns defeitos, mas ninguém nos avisa disso.
À medida que vamos rodando é que as avarias vão surgindo, provocando acidentes que poderiam ser evitados caso alguém tivesse nos chamado para uma revisão.
- Olha, você tem um problema de superaquecimento. Cada vez que uma pessoa discorda do seu ponto de vista, sua tendência é perder a cabeça e sair agredindo, dizendo coisas que fazem os amigos se afastarem de você. Venha cá, vamos dar uma regulada nesse seu termostato.
- O problema está na aceleração. Já reparou como você é rapidinho? Quer tudo para ontem, não deixa as coisas acontecerem no seu tempo, atropela todo mundo. Encosta ali que já resolvo isso.
- Seu retrovisor interno é muito grande! Como é que eu deixei você ir pra rua assim? Você vive olhando pra trás, tem mania de perseguição, não se livra do passado. Vou diminuir esta sua tentação de ficar vivendo de lembranças para que você ganhe uma área maior de visão frontal.
- Seu caso, vejamos: você derrapa muito. E tem folga na direção. Precisa ser mais objetivo, dizer o que pensa, não ser assim tão escorregadio. Me alcança ali a chave de fenda que eu dou um jeito nisso agorinha. Seria a glória.
Mas creio que Deus anda muito ocupado para se dedicar a consertos.
Melhor resolver nossas falhas com um manualzinho caseiro mesmo.
Claro que não vai dar para ajeitar tudo: temos alguns bons anos de uso e certas peças já não são passíveis de reposição, mas não custa fazer um autobalanceamento de vez em quando, para a gente não se estragar no meio do caminho.
Recall, só de alma.

Resumir tudo o que se passou, tudo o que se viveu em um simples adeus, isso não é possível.

Não é um sentimento egoista, e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranquila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.

Tenho seis mil setecentos e noventa e um motivos para gostar de você, e apenas um para não gostar. Entretanto, minha fraca memória só me permite lembrar os primeiros.

Ver o pôr do sol e, por um segundo, sentir uma alegria enorme. Depois, uma espécie de medo sem pergunta e a tristeza crescendo fazendo nascer a vontade de morrer. Ou de viver ainda mais, com muito mais intensidade.

Um país se faz da educação. Quem planta arma, colhe corpo no chão. Temos que acreditar nas favelas, nos cortiços, chega de morrer por migalhas, de mofar em presídios!

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe uma paladar,
Seria mais feliz um momento...
Mas eu que nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...

(Do livro O Guardador de Rebanhos Heterônimo de Fernando Pessoa)

Todos os anos a esperança se renova no coração daqueles que acreditam que ainda possa existir um mundo melhor, no coração dos desesperançosos...dos inacreditáveis...dos que também acreditam, que o espírito do Natal ainda possa transformar pequenos sonhos em grandes realidades e que se faça presente sempre não só no coração, mas também na alma do ser humano.

Acho que todos somos um pouco como Dom Quixote: certas ilusões são mais fortes que a realidade.

Para todo só,
existe um alguém.

Para toda porta fechada,
existe um abrir.

Para todo erro,
uma segunda chance há.

Para toda chegada,
uma partida existe.

Para toda dor,
existe um bálsamo.

E para toda lágrima,
existe uma recompensa.

E para todo destino,
uma estrada há.

Para todo nascer
um morrer existe.

E para cada busca,
existe um encontrar.

E para todo você,
existe um eu.

Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma ideia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: nem sempre meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime; às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna.
Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Crônica O impulso.

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Te conheço melhor que qualquer um, melhor que você mesmo. Apenas não sei o que fazer com essa informação.