Um dia a Gente se Conheceu
'Recebi um abraço pela manhã e a vontade era disseminá-lo. Um simples abraço deixa o dia mais ensolarado e radiante. Não deve ficar na gaveta, empoeirado. Deve ser repassado, para que outras pessoas se contagiem e compartilhem...'
Um dia perceberá a felicidade. Porém, a vida falou tanto o contrário que você acabou buscando-a incessantemente. E às vezes cansado, não compreendeu que ela estava ao lado por tanto tempo. Te chamando.
Para que o meu dia não seja totalmente perdido, escreverei um poema. Falarei de amor. Paixão. Solidão. Algo que deixe meu coração mais patético. Mais corroído. Mais solitário e banal.
'CERTO DIA'
No fim das contas ela sabia de tudo! Sabia que iria para um lugar que ninguém sonha. Lugar de pessoas medonhas. Ninguém se importam muito umas com as outras. Estão muito ocupadas para isso. Quando se tem tempo, gasta-se como quer, plantando e espalhando cicatrizes paradoxas...
Não dá para ignorar os infortúnios da vida! Eles veem quando menos esperamos. Logo ela que, creio, não merecia! Lavou, passou, fazia comidas das mais agradáveis quando pudia. Era atenciosa com o homem da casa. Sem perceber, as doenças lhe atacara. Tinha vida pacata, exceto por um vício que nunca deixara...
Todo mundo tem vícios, pensara! Pelo menos um deve-se ter nesse corre corre contemporâneo. Homem sem vícios parece não ter muito sentido. Não teve filhos como a maioria das mulheres. Não sei se, seu futuro rebento agradeceria-lhe, mas confessou-me algum dia: falta ou diferença pouco fazia. Colocar filho no mundo e tentar moldar-lhe não é tarefa fácil...
Já cuidara de crianças de outros pais e dera muito amor de mãe. Seus caminhos findaram como a água de poço no verão. Sua face não esbanjava felicidade. Isso soa meio clichê, talvez constrangido. Não se fala de algo que parece tão distante dos olhos. Ela sorria feito criança, brincara nas calçadas da vida. Sempre próxima, parecia distante...
Dia atrás, o mundo virou-lhe às costas. Não parecia ser grande problema. O emblema é que: o mundo sempre deixa-nos à ver navios. Isso acontecerá com todos, sempre dissera! Apenas acho que ela não teve muita sorte com o tempo. Bem, ela poderia estar entre os sortudos. Desses que apostam tudo, e não têm medo das consequências...
Certo dia seus olhos fecharam de vez e hoje, depois de algum tempo, não é muito lembrada. Talvez isso faça ou não faça alguma diferença. A receita para vida se aprende em pouco tempo. O amanhã é coisa que não nos pertence. Os aprendizados tornam-se palavra de bolso, sem muita praticidade. Mas a verdade é que, o vilão sempre será o tempo, correndo nas mãos...
Tentara de tudo, desde jogar as pedras que tinha nas mangas e beijar o infinito, mas não foi mais possível. Deitada, descobrira que seus ciúmes fora em vão. Que suas raivas não tinham sentidos. O seu lar ainda esconde imenso aprendizado, não ensinados em faculdades. Perdeu todas as arrogâncias e os bens que planejou. Seus pés não mais tocam os chãos, e os seus braços não abraçam. Perdera àquilo que nunca ganhou...
Mas as frase de bolso ainda perduram em alguns corações. A vida parece tão, mas tão pequena! Um dia sentiremos falta dos amores que nunca tivemos e da essência das flores que não cheiramos. Falta dos abraços das crianças ainda vivas no peito. Falta da vida, dessa que sempre sonhamos. O hoje será esquecimento. Amor findo. Brisa leve jorrando solidão. Algo nada inspirador no escurecer...
NAS NUVENS [PRAÇAS]
Um dia ficara adulto e percebeu não ser criança.
Semelhante aos demais,
a vida lúgubre.
Passou a andar rude nas praças.
A olhar para o céu,
'bestiado' porque as nuvens nunca caem...
Talvez elas declinem nas suas formas várias - pensara!
Exuberantes e tão tempestuosas.
Nuvens de poeira e algodão doce ficadas para trás.
Como a vida metaforizada,
nuvens levadas ao ermo...
A praça estar vazia.
Nos céus,
nuvens de orações e tecnologias.
Sem perceber,
as praças caíra no esquecimento,
surrupiadas e expostas nos ventos,
sem ar...
Tudo perde a graça ao olhar para o céu sem granizos.
E todo o tempo as nuvens sempre caem em chuviscos.
Das praças mirando ao alto,
as nuvens já são tão repetitivas.
Menos as células abaixo,
enferrujadas envelhecendo sorrisos...
As pessoas só veem aqui [praça] por algum tempo,
quando tem a liberdade de fitar os olhos nas suas tempestades.
Após,
se aprisionam em outros espaços caóticos,
nuvens de areia impactando-se...
Na praça há multidões,
chuvas ácidas.
Nas nuvens,
simplórios corações dualistas.
Seres matando expectativas sem antes abraçá-las...
Sempre se olha para as nuvens asfixiando conquistas.
E as praças em preto e branco,
já não tão mais otimista,
lembra saudade e solidão...
Sem um amor violador dos anos 90. Fitando 20 horas por dia excessivos monitores. Respirando tecnologias, perceptíveis datagramas, morfologias. Tantas outras dores...
1 minuto tem 60 segundos;
1 hora tem 3600 segundos;
1 dia tem 86400 segundos;
Digitar um '0i' para um amigo leva apenas '1 segundo'...
Veja quanto tempo te sobra e vc fala que não teve tempo? Não seja hipócrita pelo menos uma vez na vida. Fala que não tava é mesmo afim de falar com você e que vc é um mero contato é não um amigo.
"Se você deseja que Deus um dia tenha um relacionamento de amizade contigo, será necessário pagar um preço de oração e santidade".
Anderson Silva
No espelho.
Se um dia eu puder
Vou te pedir
que descreva
O que foi que sentiu
A cada vez
que um beijo chegou no vento
Um sorriso num pensamento
Um apelo numa oração
Coisas que precisava dizer
e não podia
Por favor
Se puder
descreva para mim
O que foi que sentiu
Quando finalmente percebeu
aquele amor
Que distante vivia
E que às vezes pedia
Pra Lua entregar um recado
Te avisando que eu existia
E desejava de verdade
descobrir
Em qual cidade se escondia
Me conta também
Se aquele sonho que te mandei
Me fez o favor de te avisar
Pra olhar pro Céu,
quando acordasse
Pois as nuvens que aqui passavam
me disseram que te conheciam
Outras vezes eu havia mandado
Que a luz do Sol
Fulgisse no teu espelho
e te desse o meu beijo
Feito de brilho
Eu sabia que teu recato
Faria teu rosto assumir
um tom a mais de vermelho
Eu quero
que saiba que fui eu
que acreditei muitas vezes
No milagre
de um feliz desenlace
E você
finalmente descobrisse
que eu existia
Pois tudo isso eu fiz
Eu te juro que fiz assim
Porque queria que você
Também gostasse de mim
Edson Ricardo Paiva
Um dia
Eu pensei que sabia
Tanta coisa
Que hoje eu sei que não sei
Pode até parecer
Que não haja diferença alguma
Mas quando a gente sabe
Que não sabe
Aquilo que sabe não saber
de certa forma
Os nossos olhos se abrem
Pra uma visão mais profunda
Uma segunda opinião
Inunda o coração de certezas
Aclaram-se as incertezas
Pois não há como por-se à distância
de tanta coisa que se ignora
Agora
Reconheço a importância
de saber
Acerca da ignorância que me cerca
Reconheço
Que desconheço as palavras certas
Que elucidam essas dúvidas mudas
E muda o jeito de pensar e aprender
As coisas que se sabe não saber
Nem sempre
O importante é saber o certo
Antes reconhecer
O jeito errado
De quem pensava
Possuir um certo saber
Que absolutamente lhe pertencia
Pois agora eu me sinto mais perto
de algo que não possui nada de igual
Àquele deserto no qual vivia
Certo de não saber
Tanta coisa que um dia
Eu pensei que sabia.
Edson Ricardo Paiva.
Evite escolher demais
Nunca chegue antes no lugar
Por medo de se atrasar
Um dia teus olhos
Haverão de perceber
Que tanto quem fez
Quanto quem não fez
Ambos
Não fizeram nada
Nada bom
Nada perfeito
Somente aquilo
Que ninguém queria feito
...além de ter feito errado
Mas isso você só vai saber
Quando tudo estiver pronto.
...e tudo estiver perdido
Cedo demais ou atrasado
O fato é
Que seria melhor não ter ido
Não importa quantos lugares
existem neste mundo
Um dia, pra você
Todos eles vão estar ocupados
Evite fazer escolhas
Nem se deixe ser escolhido
Viva a sua vida
Aprendendo sempre e todo dia
Mas procure esconder o que sabe
e chorar no escuro
e... se for pra sorrir
Sorria em lugar reservado
O mundo odeia quem sabe,
e despreza quem chora e quem ri
Evite ser odiado
Este mundo tem ódio
e desprezo demais
Procure não ser o culpado.
Edson Ricardo Paiva.
A Arte de Viver.
Estrelas
No Céu da noite
Um fino véu azul
Ornamentando a luz do dia
A ultravioleta decanta em clorofila
Meus pés, sempre no chão
É que me dão
A firmeza de um voar
Sem rumo e nem medo
Inexplorado Universo invisível
Cintilando ao alcance dos dedos
Sem dar chance de ser percebido
Pelos cegos e surdos sentidos que vejo
Sentindo-se
Sabedores de tudo
Cumprindo o que estava escrito
Ases de paus, nos baralhos do mundo
Arcaicos retalhos de vida
A sua visão em mosaico faz lembrar
A lente suja e desfocada
Dum caleidoscópio de brinquedo
E eu me sinto sozinho no mundo
Enquanto a mente flutua em segredo
Meu olhar alcança a Lua
Sua luz refletida no chão
Eu vejo um pouco...bem pouco
Do muito que todo mundo pensa ver
...e não vê
Nem sequer imagina que existe
Atarefado e atarantado mundo,
Não pode dedicar-lhe
Sequer um ínfimo instante
O chão sob meus pés,
Muito acima do olhar
Firmamento infinito
Bonito é o momento
E eu o levo comigo
No abrigo do peito
Consciente e acordado
Pro fato que existo
Entre um Céu e uma Terra
A arte da vida ensinou
Em silêncio, a fazer parte
do conjunto das coisas
Que excedem, ultrapassam e existem
Aquilo tudo que em nenhum dia
Nem sequer sonhou em sonhar
As coisas que supõe saber
A vossa vã filosofia.
Edson Ricardo Paiva.
Numa Tarde Qualquer.
Numa tarde qualquer
de um dia mais qualquer ainda
Talvez um vento no rosto
Um resto de saudade
Pesadas lembranças
Que o peso dos anos
Não suavizou
Uma dor no peito
O manso jeito
de olhar o mundo
Nunca mais foi o mesmo
Aquele tempo leve
Algo levou
Passou
Foi tão breve
Pode ser que hoje
Você reveja os motivos
Por tantos anos se esquivou
de lembranças tão vivas
Não te cabia
Mas sabe
Que um dia
Numa tarde qualquer
de um lindo dia
Ainda assim
Um dia mais qualquer ainda
Acaba
Tudo finda.
Edson Ricardo Paiva
Um dia
Uma Mente Superior
Sem nome
À Qual se dá muitos nomes
Aponta a cada um de nós
Um lugar no Universo
Uma pequena esfera azul
e que gira
E diz
Por fazeres parte desse imenso todo
Ficarás naquele lugar
Durante alguns giros que ele der
Mas saiba
Que quando menos esperares
Mandarei te buscar
Será um tempo bem curto
Que às vezes te parecerá infinito
Independente
de quantas vezes girar
Aquele pequeno lugar
Que às vezes
Te parecerá bem grande
Algumas vezes
Irás desejar e pedir
E serás atendido sempre
Portanto
Cuidado com o que deseja
Veja
Que cada um que lá se encontra
Se encontra exatamente onde pediu
Pois não saberás pedir, desejar ou receber
Às vezes vais pensar
Ser melhor ou ser pior
Maior ou menor
Mais e menos
Saiba que tudo é ilusão
E estarás sendo constantemente avaliado
Pois nesse lugar é tudo uma ilusão
Apesar de parecer que não
Pensarás-te esquecido de vez em quando
E agraciado noutras vezes
Nesses momentos
Pense sempre na ilusão
Nem uma coisa nem outra
Mais e menos
Acima ou abaixo
Deixo contigo
A companhia dos pensamentos
Pense
Medite
Escute
E aprenda
Erre bastante
Arrependa-se a cada instante
Que serão bem curtos
Somente algumas voltas
Nenhuma a menos
Nem uma sequer a mais
Agora vai e fique em paz
Mas não se esqueça
Que um dia eu mando te buscar.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia o dia nasce
Como nascem os dias
Todo dia
Mas conforme o tempo passa
Vemos que se vão caindo
As vendas de nossos olhos
Os dias passam
Assim compreendemos
As lendas do passado no presente
Ou não
Isso é uma decisão só da gente
Compreender
A profundidade da vida e do Mundo
Podemos apenas passar por eles
Ser mais um
O Mundo prossegue girando
E não pára pra esperar ninguém
O vento carrega as folhas e o pó
Depende da minha vontade
Ser folha, ser só isso
Conhecer ou não
A verdade que me aguarda
No pouco que eu puder mudar
Em tudo isso
Os dias nascem
E vão continuar a nascer todo dia
Sem que a imensa maioria
Faça conta ou questão
De entender o motivo disso tudo
Mas saiba
Existe sim uma razão
Isso
É você que deve descobrir
Ou não.
Edson Ricardo Paiva.
Pra cada dia uma noite
Uma morte a cada vida
E pra cada norte um rumo
Vários ventos sem direção
Em cada mar, muitos naufrágios
A saudade que se vê tão só
A pá de terra sobre o tempo
O erro que me acerta
A resposta certa eu nunca soube
A tarde que não me cabe
Antes que o Céu
Desabe por sobre essas nuvens
Há pra cada chuva, um Céu
Mas não sei dizer
de quantos Céus há sobre nós
Sob meus pés
Estrada e pó
Simplesmente mais nada
Pra cada vida
Uma morte apenas
Viver de espera
Termina
Na serena morte
De sorte que ela vence no final
Pra cada um
Há outro igual
Só não se sabe onde.
Edson Ricardo Paiva
Amanhece o dia
A loucura, sorridente e imperativa
Tenta um dedo de prosa
A mostrar-se combalida
Procura fingir-se amiga
Loucura que me engana
no final da noite
Besta-fera que me espera
Me acorda de voz suave
Não concordo
Há grave briga
Me abandona de madrugada
Loucura falsa e verdadeira
Com sua face fingida
E tua urgência imperiosa
Inadiável, quando é tua
Se pudesse, eu te curava
Mas creio ser
Da tua natureza
Esse poder
De apodrecer a tudo que toca
Loucura louca
Que me faz só e com medo
Chorar em segredo
Imerso em solidão
Entardece agora
Daqui a pouco, noite escura
Penso em você como outro louco
Sempre odiando mais um pouco
Loucura verdadeira, voz fingida
Eu só queria compreender
Tamanho mal que fiz pra Deus
Te colocar na minha vida.
Edson Ricardo Paiva
Eu tenho um pé de acerola no quintal. Todo dia ele amanhece carregado, eu vou lá e colho o máximo que posso. Amanhã vai estar cheio de novo. No dia que eu me cansar e parar de colher, ele vai parar de amanhecer carregado. As coisas são desse jeito.
Eu conheço um mendigo chamado João. Sempre que o vejo eu converso com ele. Se eu lhe oferecer alguma coisa, ele aceita. Se eu não oferecer, ele não pede nada. Ele é mendigo há muitos anos e me contou que no início usava a voz pra mendigar as coisas na rua. Um dia ele percebeu que as pessoas não estão tão preocupadas umas com as outras como dizem estar. Então ele se cansou de acreditar e parou de mendigar. Continua mendigo, mas só pra si mesmo, pois compreendeu, após a passagem de anos, que a vida o esqueceu no dia que ele se esqueceu da vida. As coisas são da maneira que são.
Edson Ricardo Paiva.
Um dia depois do fim do mundo
A Lua ainda vai estar lá
Vai nascer um dia lindo
Em Plutão
Todas as fotos de cometas
Terão explodido
Juntamente com as gavetas
Armários e arquivos
Mas um cometa vai passar no Céu
Lançando um breve olhar furtivo
Sobre um espaço vazio
Que ficou no vazio do espaço
Então, alguém que estiver distante
Vai pensar na gente
De um jeito que ninguém pensou
Pois
Por mais tempo um povo viva
Nunca se vive o bastante
Um dia depois do fim do mundo
Toda a existência
Não terá passado de instante
Passado.
Edson Ricardo Paiva
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