Trevas
Por vez meu poema vai até o inferno das emoções para que o leitor que está na escuridão do entendimento, nas trevas do pensamento, se identifique naquela situação e aí, como em um poema-armadilha do Bem, caia com sua alma aflita na rede eletromagnética que o resgata e o trás para um nível mais consciente e elevado.
A Profecia 2
A caminho da sua jornada final,
Vai à busca de seu destino traçado,
Um castelo negro impede sua passagem,
A única maneira é velha de sempre,
Nos braços trajando sua velha espada,
E seu escudo com sinal de guerreiro
Amaldiçoado pelo tempo,
Vaga no castelo combatendo seus inimigos,
Fogo santo para uma cidade de luz o espera,
Guardado por monstro que a espera gasta seus últimos suspiros no ar doce das trevas.
Heróis que acalentamos e amamos neste mundo, cravado por uma espada entrelaçada em seus corações.
Sangue por todas as parte
Espalhando meu ódio por essa imensidão
Você consegue ver?
Ninguém pode me tirar completamente da escuridão Sempre haverá uma parte de mim
Que insistira em permanecer assim
Solitária e obscura
Sempre a procura de um caminho
Para me impulsionar
A fazer coisas ruins
Mas não vou deixar que ele vença
Apesar de gostar tanto desse lado
Ele precisa permanece calado...
Ouço ruídos estranhos durante a vaga e silenciosa noite. Quando o tic-tac do maldito relógio que soa em eco pelo corredor deserto faz minha mente oscilar. Realmente posso estar vulnerável à morte. De fato pessoa nenhuma poderá me salvar enquanto meu corpo estiver queimando, quando o sangue borbulhante escorre sobre meus braços e em pingos tocam o cálido solo das trevas.
O sangue é gosto da vida dos mortais...
O sangue é sentido da saudade...
O sangue é silencio de tantas atitudes...
O sangue é passado de tantas ilusões...
O sangue é o alimento da alma...
O sangue é a vida nessa morte,
O sangue é gosto perdido de nossos sonhos,
Ferozmente o desejo clama faminto por valores,
que nunca foram apenas passaram de fronteiras
aonde estiver o proposito da fome infinita...
diga que nunca foi faminto pelo desejo?
diga nunca sentiu vontade de beber a vida?
sendo assassino de tuas vontades...mortas,
como as verdades que consome a alma.
Da mesma forma que quando a luz chega você descobre que o escuro nunca foi alguém, mas a ausência de alguém, assim também é Jesus na nossa vida: quando compreendemos a Graça, enxergamos a liberdade que está sobre nós e descobrimos que na verdade sempre fomos escravos de nossa própria ignorância.
Existe por acaso uma fonte que jorra água doce e água salgada?
-- E como você pode achar que uma pessoa que canta prostituição, morte, lascívia, ódio; pode também cantar fidelidade, vida, pureza, e amor?
Com os valores mudados, hoje temos a frase:
"Os Filhos de Deus aguardam ansiosamente a manifestação dos do filhos mundo."
Se nos arrastam para o abismo é porque atrás de nós, sem que saibamos, a Luz avança para sua Vitória definitiva e natural, tal como o Sol que todas as manhãs vence a angústia da Noite.
("Natal: a Grande Luz brilhou nas Trevas", 24/12/2013 em http://ebrael.wordpress.com)
Um sopro divino acalenta o coração:
E se a lua serena, imensa não se mostrar
e se as estrelas tímidas esquecerem de brilhar
E se a escuridão da noite ocultar teu sorriso,
Eu ainda estarei aqui a te iluminar.
Serei a luz que dissipa as trevas
Serei o amor que te sustentará
Serei a verdade dita pelos teus olhos
Serei o afago que te faz respirar.
És amor, és vida!
Estás aqui, estás em todo lugar.
Eu vou parar de procurar a redenção quando eu acreditar que não há nada para ser encontrado. Eu não consigo parar de acreditar no que eu me tornei. Então me faça um favor para de procurar luz onde só há trevas.
Toda pessoa tem um lado escuro que em contato com a nossa luz se ilumina. Então, que sejamos luz na vida dos outros e não trevas.
O indício básico da ignorância é não reconhecer-se ignorante. Todo ignorante é vítima do que ignora. Ele precisa vencer suas trevas e ser feliz de verdade.
Matinas
Pai inalcançável, quando nós fomos originalmente
expulsos do paraíso, você criou
uma réplica, um lugar de alguma maneira
diferente do paraíso, sendo
planejado para ensinar uma lição: por outro lado
a mesma – beleza em cada lado, beleza
sem alternativas – Exceto que
por não sabermos qual era a lição. Deixados sós,
nós exaurimos uns aos outros. Seguiram-se
anos de trevas; nos revezamos
trabalhando no jardim, as primeiras lágrimas
encheram nossos olhos conforme a Terra
ficou turva com pétalas, algumas
vermelho-escuras, outras cor de carne –
Nós nunca pensamos em você
a quem aprendíamos a venerar.
Nós apenas sabíamos que não é da natureza humana amar
somente aquilo que retribui o amor.
Lançaram-me ao vale
Desonrando à minha integridade
Desmerecendo minha capacidade
desmotivam-me para a ruína.
De certo, desfalecerei todos os dias
Como hei de sair desse vale?
Se o que me inspirava,
agora assombra-me.
O que os meus olhos escondem
Revelam-se em lágrimas,
Desesperadas, desrespeitadas
No vale, você não vale nada.
A dor na queda, a dor na procela
Feridas, julgam a descautela
E sob o escuro nada se enxerga,
Não há luz para os que estão nas trevas.
Hoje lembrei das águas que escorriam
Acompanhadas de belas palavras
Dos sentimentos manuscritos
Das músicas dedicadas aos nossos momentos
Hoje lembro de cada detalhe
Memórias não se apagam
E a imaginação não tem limites
Hoje mais um lado do globo
Foi iluminado pelo sol
O sentimento dos primeiros feixes de luz
Esquentando calmamente
As belas cataratas que haviam congelado
Com o tempo, acostuma-se com todos os padrões
Sejam quais forem
E assim, espero mais um lado do globo
Ser irradiado
