Trevas
Sinta...
A minha morte na sua pele
Perdida em um mundo paralelo envolto em trevas
Lágrimas de sangue aquecem meu falecido corpo
Você assiste minha derrota com um sorriso no olhar
Se cala como um verme
Frio como a morte, surdo
Não me ouviu gritar
Tomado pelo orgulho
Um dia o mundo se voltará contra você
Ilusão de um doce mundo
Ilusão... breve solidão real
Um anjo da morte frio e silencioso
Voa em minha direção
Eles nao podem mais me ouvir
Não quero que escutem-me nesta noite
Um banho de dor e sangue
Neste quarto frio e escuro
Você se foi...
Levou consigo
O que eu costumava chamar de vida
E agora, tento me reencontrar
Mas estou perdida em um mudo paralelo
Apenas mais um plácido ser Imortal
Tentando arrastar-me para o Inferno
Ilusão.. mundo doce.. breve solidão...
ESTRADA DO VIVER
Na estrada do viver
temo pelas trevas, e pela escuridão.
Sem que possa enxergar a frente,
faltava-me coragem
para dar um passo a mais.
É necessário esperar o alvorecer
ver a chegada do brilho do sol,
e acabar as trevas da noite.
Assim fico olhando para a "estrela da manhã"
porque sei que breve nascerá um novo dia.
Escalando as montanhas do viver
muitas vezes a noite me envolveu
e apagou minha fé pra prosseguir...
Mas a mesma "estrela da manhã"
trouxe a certeza de um novo dia,
em seus brilhos e lampejos de esperança.
Certo de que o "Sol" logo iria surgir!
e era preciso apenas esperar o alvorecer
para poder prosseguir na minha luta.
onde o amor nasce, há luz, onde o amor vive há trevas, há trevas e luz quando se ama, há nós de uma paixão introvertida dessas que não se expressam, apenas se sente e sentindo somente no silêncio das despedidas que nos induz pois quando se ama há trevas, há luz!
As trevas que habitam muitos corações são fruto da ausência da Luz Divina. Mas aqueles iluminados pela Graça de Deus tornam-se faróis, dissipando toda a escuridão ao seu redor, como estrelas que guiam navegantes perdidos na imensidão da noite.
Não há comunhão entre a Luz e as trevas, nem entre o Sagrado e o profano; por isso, não espere agradar aqueles que não andam no Caminho do Senhor, pois o coração que rejeita a Verdade se incomoda com quem a vive, e a Luz de Deus sempre revela o que a escuridão tenta ocultar.
Quando as trevas do mundo quiseram me cercar, a Luz do Senhor brilhou no meu coração, a escuridão se dissipou e Deus fez de mim, um farol para iluminar o céu dos corações!
"O mundo é um lugar cheio de trevas e de maldade, e só há dois modos de se lidar com ele:
-o primeiro é fácil e errado!
Aceitá-lo e fazer parte dele.
-o segundo é difícil e certo!
Reconhecer aqueles que não são maus e ajudá-los a resistir.
Ato II: O Julgamento das Almas
Nas trevas profundas, eu os vejo,
Aqueles que suplicam por um vislumbre de luz.
Mas o que é luz neste abismo de medo,
Onde o destino de todos é cinza?
Bruxas, dizem, bruxas condenadas,
Mas onde estão as marcas do mal?
Quem entre nós não carrega pecado?
Quem pode julgar o inferno nas almas?
O malho está em minhas mãos,
Mas meu coração arde com dúvidas,
Eu, que sou o carcereiro,
Sou também prisioneiro das sombras.
Inocente sou, mas culpada estou,
Aos olhos que veem sombras nas estrelas.
Minha vida, presa a um fio de mentiras,
Minha alma, à beira do abismo da loucura.
Eles dizem que sou filha da noite,
Que meus feitiços dobram o vento e a lua,
Mas sou apenas uma alma perdida,
Afastada da luz que se esvaiu.
Não sou eu a bruxa,
Sou a chama que implora por redenção,
E, em ti, vejo a última esperança,
Será que me condenarás também?"*
Teus olhos me atravessam como lâminas,
Tu imploras por justiça, mas que justiça posso dar?
Sou eu, também, uma vítima da lei,
E na minha fraqueza, sou prisioneiro de ferro."
Sou a flor no inverno,
Cortada pelo gelo da noite.
Meu destino é frio, é morte,
A menos que tua compaixão me salve."
Nas tuas palavras vejo verdade,
Mas a verdade é sempre um espelho quebrado.
Como posso salvar uma alma,
Quando minha própria está presa ao abismo?"
"No abismo do julgamento, a luz e as trevas se entrelaçam, e aqueles que condenam são tão perdidos quanto aqueles que suplicam por redenção."
'SOMBRAS'
Possui lugares imprescindíveis quando os homens te nascem.
Imortal como trevas pedindo fluorescências.
Oculto entre atalhos deméritos,
cabanas,
fissuras.
Aparência obscura,
és profundeza de almas,
oceanos.
Fantasmas...
Atrofia solidão submersa no peito,
aposentos.
Cultivas segredos,
passos.
Suspira luxúria,
dispersão.
Tirania minguante quando o sol expira,
imitação.
Penúria...
Embarcado nos movimentos,
sombrio.
És vestígio de aproximação ausente,
travesseiro.
Opaco como as veias que à sombra do pulsar respira vida,
receio.
Intrínseco aos homens falecendo dias.
Amordaçando loucuras,
paixões,
perfumes,
melodias...
