Trechos do Realismo
Meu passado foi pavimentado de idealismo, meu presente vai sendo calcado de realismo e preto e branco.
O encanto de um realismo impressionante, criado aos poucos a partir de uma inspiração grandiosa, apaixonante, um mar incrível, de muitas ondas, águas transparentes de um azul rico, tudo numa harmonia de detalhes muito imponente, que transforma o lúdico em uma bela realidade estática, fascinante com tintas numa tela, fruto de uma persistência imprescindível, uma paciência que pode ser percebida em cada traço, portanto, um resultado genuíno, profundo, emocionante, que produz um sentimento aprazível, arte realista profusamente significante.
Aceitar que "a vida é o que é" não é realismo, é uma desistência assinada por quem tem preguiça de evoluir.
O pessimismo é apenas o realismo de quem já foi ferido demais pela expectativa e hoje prefere a segurança da observação.
Sobre todas as coisas que retém os sentimentos há verdades que desatam o coração com realismo e sinceridade entre carinhos;
O amor transpõe qual quer revolução que esteja submergido além do que possa entender;
Mas entretanto pode-se captar a importância que direciona ao jubilo da felicidade;
Para reconhecer que se sabe amar com infinidade sem dúvidas consequente;
O pessimismo nos leva ao desânimo e à inação, enquanto o realismo nos permite navegar pelos desafios com cautela
O deslumbre do realismo ressoa no Iluminismo, enquanto a arte cubista aflora conceitos, experiências e linguagens no ambiente. As cores — vivas, mortas ou sombrias — despertam sensações e revelam dimensões para a contemplação do quadro, expondo a alma do artista.
Metáforas, sombras e dimensões notáveis oferecem a noção psicológica do pintor no instante exato da criação. A cada renovação, damos livre-arbítrio à evolução existencial, que reluta contra a superficialidade em busca de um olhar profundo, mesclando sensação e percepção.
A imersão dos valores éticos na cor deforma o sentido e instiga a surpresa; é a transição do espectro visual para o mosaico cubista, moldando uma realidade alternativa. Torna-se, assim, o reflexo instável da entropia humana, congelado no tempo.
Uma cadeira de balanço ou o olhar de uma velha mulher transpõem o tempo e o espaço, reluzindo nas rachaduras da tinta, no ar pesado do chumbo e na terra misturada à pigmentação. A geometria do mosaico cubista se renova e aflora. O espírito renascentista surge em palavras lançadas como imagens em uma folha seca.
Olhos fixos, perdidos e focalizados emanam uma energia massiva no contraste dos contornos, evoluindo para sombras desfocadas que traduzem o primor da época. Esta obra-prima busca o equilíbrio emocional na dobra das pinceladas, evocando o ar rústico da arte barroca. Erguem-se muros de cores abstratas numa fonética dramática: aqui, o autor à beira da loucura cortou a própria orelha; ali, outro pintou sua musa. A arte ressoa da loucura à própria existência magnânima.
Instável, assimilada como reflexo da entropia do tempo, a arte viaja através das eras — assim como meus escritos. Muitas vezes vejo cenários para os quais evoluímos por um simples pingo: a assinatura da própria arte.
A tinta respira enquanto o thinner ou o solvente secam. A ação do catalisador e a secagem revelam um processo lento e doloroso, pois a obra exige constante retoque e reconstrução; muitas vezes, a evolução existencial da arte é apenas o sentimento do artista registrado em seu diário visual.
— Por Celso Roberto Nadilo
REALISMO (ESCOLA LITERÁRIA) *TRABALHO (2010)
Instinto
Destino, esse é o deles
Os olhares trocados, as palavras ditas
Palavras não ditas pela boca desejada
Ditas sim pelos olhos com vontade
Na igreja, marido e esposa...
A mulher bonita atrai olhares
Ah! Como ela adora
O homem só e belo que ajoelhado ali ao lado ora
Em todo lugar aquele...
Que segue os passos e pensamentos da moça
Mesmo sem querer se encontram
Rezando, ainda assim fantasiam, desejam, sonham
A mente, o corpo, o tato
Ela só pensa no moço, no ato...
É nisso que dá casamento arranjado
O amor onde está? Não existe... O esposo interesseiro é traído
O marido agradece a herança da mulher, reza de olhos fechados
Sente-se feliz tendo a linda e riquíssima moça ao lado
O instinto fala mais alto, grita
Ela fecha os olhos, mas não reza, deseja o tal homem só
A força instintiva a faz cometer o adultério, junta seus corpos
Trêmulos, arrepiados, molhados de suor
As suas mãos passeiam sobre suas peles
Com despolidez, como uma serpente rastejando...
Não podem mudar nada
Ninguém controla as fantasias da mulher adúltera
Jamais esquecerão daquela noite quase impossível
Suas sensações e perfeitas simetrias
O desejo, o sonho... Não há mais
Aconteceu, é possível... O destino não muda
O que deve ser, é, será
A esposa aproveita os prazeres da vida.
O pessimismo é para os desesperados, o otimismo para os sonhadores e o realismo para os conscientes.
O realismo objetivo em ciência política não consiste em abster-nos de juízos de valor -- o que é aliás impossível --, mas em impedir que os nossos temores, desejos e esperanças obscureçam a nossa visão da realidade.
A crença ou fé não deixa de ser uma abstração da realidade. A falta delas, talvez seja um realismo absoluto, mas torna a vida sem sentido. É uma música sem melodia, sem poesia.
Um realismo transcrito pode ser minimalista ou uma loucura controlada, o que o define parte de seu interlocutor.
A loucura da terra - Ygor Mattenhauer
A verdade exiSte para poucos...muItoS TEM olhos e não vêem ...A mentira é o realismo,a verdade vira mito, demônio ou ameaça.
Não existe pessimismo. Existe o realismo. Quando entro em meu casulo realista posso ver a verdade do mundo: tanta maldade, desigualdade, injustiça, enganos, erros irreparáveis, tanta merda e tanta coisa errada e ninguém vê nada. Eu me pergunto: será que só eu vejo a realidade? Todas as pessoas parecem otimistas ao negarem a realidade cruel. E ninguém faz nada...
