Trecho sobre Mães
Somente consegue-se manter a história viva se o interessado em manter vivo determinado trecho da história tiver tempo para voltar constantemente aos locais dos fatos para lembrar e fazer lembrar, caso contrário, o destino é o esquecimento.
Trecho de um diário:
Era um dia chuvoso — e eu sempre amei a chuva. No final da tarde, preparei um chá, peguei um livro e me sentei no alpendre, nos fundos da minha casa. O livro era Meu Amor é Você, de Rebecca Winters, edição de 1993. Fazia parte da série Sabrina, tão querida por leitores jovens e adultos pelos seus enredos românticos e envolventes.
Folheei algumas páginas, mergulhei por instantes naquela leitura suave... então pensei: ele não vem hoje. Mas me enganei. Pouco depois, ouvi seus passos ao fundo do quintal. Ele se aproximou, e eu sorri instintivamente. Corri em sua direção e pulei em seu colo, enlaçando-o com os braços e as pernas — como fazia todas as vezes em que ele chegava.
Encostei meu rosto no dele, senti seu cheiro e distribuí pequenos beijos, enquanto ele me carregava para dentro de casa.
Alguns momentos são eternos. E esse, para mim, ainda vive aqui dentro do peito.
Era só um instante. Mas era tudo.
_Janete Galvão
Há um trecho bíblico que diz que "aqueles que esperam no senhor andam e não se cansam.". Eu só não entendo é como a gente espera andando, e se esperar "no" senhor é estar em cima ou dentro dele. Pq estou sempre extremamente cansada.
TRECHO DO CONTO: UM ADEUS A LUA
.. Com os olhos nublados, engoli o sussurro. Por enquanto sentada na areia, ainda a olho pensativa, olho atentamente aos desenhos que crio dentro dela. Conto os passos devagar e aos poucos se retiro. Adeus lua amada, adeus ao colostro que encontrava em meus sonhos guardados por ti. Adeus ao que eu sentia quando tu me mostravas o reflexo do amor. Porém, te falo adeus por esse momento. Pois, mais tarde me renovarei e contarei novos segredos a ti, quanto estiver bela e novamente faceira. Mas agora, digo apenas.
“Adeus lua amada.”
Não olho mais a lua. Não espero os raios do sol. Mas estou construindo, um novo caminho cercado de estrelas. Construindo um dia feliz, uma noite feliz. Construindo um novo mar, um mar que certamente encontrará o rio.
Lene Dantas —
www.lene-dantas.blogspot.com
Releia suas redações e, onde quer que se depare com um trecho que lhe pareça particularmente brilhante, risque-o.
Trecho Indomável, Glennon Doyle - "Sentir todos os sentimentos é muito difícil, mas é pra isso que eles existem. Os sentimentos são para serem sentidos. Todos eles. Mesmo os difíceis... Eu não sabia que todos os sentimentos são para sentir. Eu não sabia que era para eu sentir tudo.Achei que era para eu me sentir feliz.Achava que felicidade era para se sentir e que a dor era para consertar e entorpecer e evotar esconder e ignorar. Achei que, quando a vida ficava difícil era porque eu tinha feito alguma coisa errada em algum ponto. Achei que a dor era uma fraqueza e que era para eu engolir o choro... Ser totalmente humano não tem a ver com sentir felicidade, te a ver com sentir TUDO".
Tava me perguntando sobre um trecho que li na página de uma amiga, "Ser poeta é amar todo dia um bocadinho", como seria isso? Sempre tive vontade de invadir o mundo dos poetas, falar bonito, não pensar nas palavras porque elas fluem, olhar com ternura e já declamar, olhar uma flor e brotar uma frase romântica, olhar um lindo pano e me cobrir com um texto, ver um mar e derramar versos, ver um violão e cantar prosas, como eu queria ter nascido com esse dom.... Apenas leio, ouço, assisto, participo e vibro com todos os meus companheiros e mais fiéis amigos poetas e escritores. Amo todos os dias e não consigo ser poeta, quanto mais amo menos poeta sou. O que tem de errado na frase escrita acima? Ser poeta e amar todos os dias ou, amar todos os dias e ser poeta? Nãoooooo ser poeta "é" amar todos os dias um pouquinho. Porque em tudo o poeta vê amor e beleza. Por isso ele, o poeta é amor e a poesia é amar.
Trecho do livro "O poeta, o amor e a inveja" - Julio Aukay
"...Com isso o poeta salientava.... Se expressando para o amor no compor de suas
palavras e a dona inveja se irritava, tentava de qualquer forma rebater as doces
palavras rimadas.
A dona inveja não aprendia, quanto mais atrapalhava, mais os sentimentos cresciam e
o poeta não se importava, porque as suas palavras eram blindadas.
Não havia o retroceder, com todo sacrifício o poeta só pensava em escrever....
Escrever as suas verdades para que o amor pudesse acreditar o quanto ele tinha
caráter
E via que as suas atitudes se comprometiam em construir uma história, na qual
pudesse ser vivida! E o poeta imaginava.... Se o amor habitasse em todas as casas?
Não, mais haveria a desunião, somente o carinho de mãos dadas com a compaixão e a
felicidade estaria mais presente, pois o amor amansaria o coração de toda a gente.
Mas por algum motivo não está, por isso a dona inveja se prontificou a gargalhar
debochando das palavras do poeta.... Dizia: a felicidade não pode viver um amor de
indiretas, porque a felicidade sem dinheiro nunca será duradoura e o amor fica sem
respeito será sempre um amor meia-boca. Duvidando do poeta e insinuando que o
amor é igual a dona inveja..."
Quando você está lendo aquele trecho de A República de Platão e lembra que ele viveu 400 anos antes de Jesus você toma um choque de realidade.
Platão diz: “Se um homem moralmente PERFEITO viesse ao nosso mundo, o povo o humilharia e, por fim, depois de todo tipo de SOFRIMENTO, o CRUCIFICARIAM.” Platão, A Republica, livro II, 361e-362ª.
Dito isto, você ainda acha que é preciso ser ateu para ser intelectual ou inteligente?
TRECHO DE UM ROMANCE
Eu a conheci dentro de um ônibus, que ia do Gama, cidade satélite de Brasília para o plano piloto, cidade administrativa do Distrito Federal, Capital do Brasil. Eu vinha, não sei bem de onde, só me lembro que a vi, pela primeira vez neste dia. Eu ia descer na quadra 13 do Gama, e ela iria continuar a viagem. Ela estava acompanhada do então marido, um músico que eu havia conhecido, fazia meses, contudo nada sabia da vida desse amigo, não tinha ideia que ele vivia com aquela encantadora mulher.
Não me lembro que roupa ela usava, todavia posso fantasiar, que ela usava uma calça jeans, blusa de crochê amarela, isso era bem possível, e hoje, sabendo seu gosto e estilo, posso até apostar que era isso que ela usava. Eu era um tanto distraído, mas percebi seus olhos negros, que à primeira vista me causou espanto. Como eu ainda não conhecia o mar, nesta época, não posso assegurar que seus olhos tinha naquele tempo algo de mar, um encanto e uma beleza agreste, um mistério insondável. Mas ao descer, ao me despedir do casal, senti um fogo a queimar minha alma, num olhar fulminante, como quem me dizia, “quero te ver de novo”.
Desci do ônibus, e toquei minha vida. Neste tempo eu tocava em um bar, bem perto de onde eu morava com minha esposa e meu filho. Não sabia se voltaria a vê-la, também não fiquei pensando naquele olhar tão imprevisto. Não sabia eu que minha vida teria em breve uma reviravolta, não demorou mais que um ano, e tudo estava diferente. Eu me separei, comecei viajar para tocar longe de Brasília, eu ia e vinha de mês em mês para ver meu filho, que no início da separação ficara com a mãe.
Neste período que fiquei solteiro, recém separado voltei à vida antiga, tornei-me um conquistador, e era namorada daqui e dali, artista, solteiro, nem precisava ter dinheiro para arrumar mulheres nos bares da vida onde fiquei por um tempo, antes de encontrar meu verdadeiro amor e destino.
Em uma noite dessas, em que músicos se reuniam para conversar, depois de cumprir nosso mudando compromisso de animar as almas perdidas da noite, reencontrei meu amigo, o músico, que não sei se por vontade de Deus ou obra do acaso me levaria ao segundo encontro, com aqueles olhos negros determinados a me dominar.
Aquele que lê, ouve e pratica as palavras de Deus, mesmo sendo um pequeno trecho das Escrituras ou mais capítulos por dia, é o escohido do Senhor para falar, agir, pregar e testemunhar em Seu nome.
Talvez a gente se esbarre,em um trecho de um livro,ou na cena de um filme qual o final não nos pertence.
Tem gente que é como um trecho de livro.
Que nossos olhos choram,e agradecem,
Pelo instante vivido.
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
ENTENDENDO O PAI NOSSO
No trecho que diz: "livrai-nos do mal", pensamos logo no mal que alguém possa nos fazer e esquecemos que o pior mal é o que pode estar dentro de nós.
Bem que me disseram o jogo vira, informaram-me se tem entrada tem saída... Trecho da música vem ver o que é amor.
Trecho da Música Som do Trabalhador.
Autoria: Dênisson Hélder Dinéh.
O Swing da vida, som do amor. Batida do povo trabalhador, expressa alegria e a correria rotina vivida pela maioria.
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