Tragédia Humana
A tragédia da Humanidade, consiste na caótica e irônica manifestação de duas características exclusivas da nossa “autodenominada“especie de “Homens Sábios”.
A primeira é a Passionalidade, pois os homens possuem ilimitada capacidade para amar, todavia também para odiar…
Pertinente ambivalência também se demostra trágica em outra característica exclusiva humana, ou seja em sua “Perfectibilidade “, pois podemos aprender, aperfeiçoar e praticar habilmente as mais nobres virtudes, ou os mais abomináveis vícios em nossas ações e condutas
A grande miséria humana é que justamente em tempos difíceis negligenciamos a tragédia alheia, pois preferimos jantar com víboras a não matar as serpentes
A grande tragédia humana é basicamente construir ilusões sob a égide do efêmero e traçar planos ditos concretos em conceitos abstratos
A maior tragédia humana
Que pode acontecer
É quando a consciência
Vem e excede o poder.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
04 Março 2025
Pode ajudar na compreensão das questões humanas ter uma noção clara de que a maioria dos grandes triunfos e tragédias é provocada não porque as pessoas são fundamentalmente boas ou más, mas porque são fundamentalmente pessoas.
Na Praça da Sé estava um anjo a resguardar.
Humildemente humano ali no seu lugar.
As forças do mal foram atentar o anjo correndo a mulher foi a salvar
Mas a carne humana é fraca foi de falhar.
Mas o anjo se contentou com o seu lugar de volta para o céu onde deve estar.
A tragédia não fala de dilemas seculares que podem ser resolvidos pela inovação racional, mas do viés inalterável em direção à desumanidade e à destruição na deriva do mundo.
Sofro, logo existo
Silogismo
1- Ansiamos obstinadamente por saber desde que nos damos por humano (''o que *não cessa* de *se escrever*'').
2- A coisa em si é inacessível (''o que *não cessa* de *não se escrever*'').
3- A verdade se apresenta apenas como possibilidade (''o que *cessa* de se *escrever*) e tudo isto nos causa angústia.
Esclarecendo
Me refiro a verdade da coisa e do real enquanto todo. A nossa relação com a verdade, real enquanto todo, é de angústia e ela marca seu impossível através da contingência, gerando pela lembrança sofrimento, pois o conjunto aberto nos causa incômodo, como prova, perguntar algo e ouvir uma resposta que não responde, além de termos uma necessidade não só orgânica, mas também em pathos pela verdade, por significados, sentidos e porquês. Uma das possíveis formas de elucidar que a verdade se apresenta a nós como possibilidade, mesmo ela sendo impossível, é o fato de tudo isto ser questionável, sendo assim, talvez a verdade nunca se apresenta, mas apenas a nós é representada enquanto impossível através de nossa linguagem insuficiente. Como a linguagem e a razão é o que nos define como humano, pois é o que nos diferencia, e sendo tudo isto seu grande marcador de realidade e desejo, podemos assim concluir por equivalência ou analogamente a regra da cadeia que sofremos, portanto, existimos.
Obs: Talvez este não seja o grande desejo da razão, principalmente no seu primórdio, talvez seja apenas meu objeto a, mas se atendo que é ela e a sua busca que nos define como humano, mesmo ela sendo um subproduto de uma complexa circuitaria neural ou detentora de uma substância pensante, ela é nós e nós somos ela em essência; só não nos damos conta de tudo isso porque o afeto não emerge a todo momento, até porque não desejamos, daí a fuga do tédio através do divertimento como retratou bem Pascal, mas este de fato é o nosso ser.
Esse é o momento exato em que a humanidade mais precisa de mim, de nós. Para dar sentido a essa tragédia. Digam, em um momento como este, existe alguém mais importante que o artista?
Desastres Ambientais ... ser humano desastrado...
Eu me preocupo com todos esses frequentes desastres ambientais,
da mesma forma que me atemorizo com toda a banalização
com que o ser humano reage diante de tais desastres,
como se fossem considerados fenômenos corriqueiros.
Vivemos uma era de graves e irremediáveis tragédias ecológicas
onde somos uma sociedade que com profundo desinteresse superficialmente se interessa do clamor da notícia e nada mais.
É preocupante a tragédia interior dos poderosos derramada sobre os povos, ela simplesmente fomenta divisões e gera uma onda indomável de fanáticos.
Se um excursionista se perde nas montanhas, as pessoas organizam uma busca. Se um trem colide, as pessoas fazem fila para doar sangue. Se um terremoto arrasa uma cidade, as pessoas em todo o mundo mandam suprimentos de emergência. Isso é tão fundamentalmente humano que é encontrado em todas as culturas, sem exceção. Sim, existem babacas que não se importam, mas são uma ínfima minoria.
Muitos dizem seguir Jesus e colocam no discurso Deus "primeiro de tudo", mas sem compromisso com a vida humana. Que tragédia!
Ele é também uma figura trágica, cujas falhas pessoais levam à sua própria ruína e sofrimento. Em sua jornada, cada passo errado se entrelaça com sua natureza imperfeita, desenhando um caminho marcado por desafios e desenlaces dolorosos. Esse trágico herói nos lembra que, mesmo na grandeza, há sombras que, se não reconhecidas, podem causar a queda mais profunda.
