Trabalho Noturno
Cair noturno
Enquanto digito no meu teclado
Imaginando quaisquer pecados
Que um padre, por aí, perdoou
Estou certo de que ele já amou
Afinal a humanidade é uma só
Bem como cada ser é individual
Todos erramos e até repetimos
Fugindo de um lado intelectual
Aparências caem no cair noturno
Cada um demonstra o que ele é
A essência convive com o existir
Conheçamos ou não um Maomé
Ignorando os credos, seguimos
Com a força da bênção interior
A realidade nem sempre é dura
Basta uma reflexão a todo vapor
Olho a mim mesmo, me conheço
Todavia perco-me em pleno ar
Conspirando sobre o outro lado
Como um marinheiro sem mar
Não queremos dedos apontados
Precisamos de abraços de perdão
Somos sempre jovens insensatos
Apenas romancistas sem religião.
Encanto noturno, lindo sorriso, beijo da noite, o fogo astuto de um espírito liberto no tom intenso de um vermelho gracioso, além de um olhar vívido, audacioso, portanto, peculiaridades de uma mulher incrível, de um ser profundamente valioso.
Céu noturno abrilhantado pela lua na sua versão dourada, beleza majestosa, talvez, uma menção honrosa a tua graça, mulher maravilhosa, arte delicada, atraente que simplesmente se destaca com teus traços caprichosos e o calor amável da tua alma.
Bela adormecida, embevecida no equilíbrio noturno, uma natureza vívida, simples e atraente sob o efeito tranquilo de sono profundo que tanto admiro por alguns valiosos minutos e em breve, também irei dormir, na esperança de sonhar contigo, um encontro aprazível nos teus sonhos com direito a beijos, palavras, afetos e suspiros, usando o tempo que for necessário para que estes sonhos venham a ser repetidos até que sejam parte de um fato.
A Rainha da noite, flor inexplicável com o seu florescer noturno, majestoso, encanto enigmático, possuindo uma graciosidade que é discreta durante o dia, mas que causa um grande impacto quando anoitece, tendo em vista que a sua essencialidade desperta elegantemente como a chegada da lua com o seu luar resplandecente, expondo as suas belas formas precisas, pétalas atraentes, deslumbrando com o avançar das horas até que o sol nascente traga a manhã para que ela possa volver novamente para sua postura introvertida até o próximo anoitecer, florescendo ainda mais linda.
Charme poderoso que à noite fica mais vivo como se ela fosse uma felina de hábitos noturnos, de belos atrativos, sorriso esplendoroso, olhar imensamente expressivo, cabelos caindo sobre seus ombros, traços precisos de um corpo delicado, sentimentos impetuosos, um ar atrevido, emocionado e ao mesmo tempo misterioso, uma poesia de fortes instintos, coração abrasado, mulher certamente incrível, cuja paixão é imensurável.
Atrevimento terno que sob o deslumbramento noturno se revela em uma natureza venusta, intensa, primazia farta, que apresenta uma certa suavidade em cada fragmento de sua estrutura, formas e essência, a viveza de um desejo insaciável, fogo que não se apaga nem debaixo de uma forte chuva, por consequência, sua delicadeza é atraente assim como a impetuosidade de sua desenvoltura, arte que fica exposta na mente, uma loucura poética, presença que deixa a noite ainda mais veemente, dando um fôlego de vitalidade, efeito muito pertinente, naturalmente, benéfico em vários detalhes.
És uma linda borboleta
de hábitos noturnos,
de uma alma intensa
e sentimentos profundos,
que alimenta-se de liberdade,
a noite é o teu cenário,
transforma a tua insegurança
em serenidade,
a tua beleza se destaca, a tua intensidade resplandece
num lindo vôo de vivacidade.
Partilhando o destaque noturno com a lua, vem a calmaria vestida de vivacidade com traços repletos de charme e formosura, uma arte fascinante de lindas curvas que está debaixo do encanto da noite e sobre o brilho fascinante da chuva que tocou o chão com um manto feito das suas gotas, resultando em uma composição sedutora de tamanha simplicidade, doçura, romantismo, fogosidade em cada fragmento, de fato, um justo fascínio, um presente deste tempo.
Há momentos que é possível
estarnum ambiente noturno
e nublado,
adentrando pouco a pouco
em um mar de armagos pensamentos,
indo cada vez mais fundo
ao refletir muito sobre si mesmo.
Até que é necessário o diálogo
com o próprio ego, entretanto,
precisa ser de um jeito saudável,
não se deve ficar muito tempo submerso e existe um limite
de profundidade que precisa
ser respeitado.
Um fato sob um aspecto
que considero
que não pode ser contrariado
caso contrário, pode haver
um afogamento em desespero
ou um mínimo de resultado indesejado
de acordo com o meu leigo entendimento com base
nas horas inoportunas
nas quais estive acordado.
Em um mundo lúdico,
os pensamentos são seres de hábitos noturnos
que se alimentam da insônia
e são transformados em sonhos pelo o sono.
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
A seguir um surto...
Astros quebrados que vagam pelo céu escuro noturno...Me dê as respostas que nunca tive e me devolva os meus sonhos roubados que dei aos falsos e me diga qual é o lugar daqueles que não têm um Lar...?
Ass: insônia
Triste é o homem que não aprendeu a admirar as estrelas do céu noturno. Suas noites são verdadeiramente mais escuras do que a dos demais.
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
DELÍRIO NOTURNO
Dorme, dorme o meu amor,
no silencioso abrigo do meu coração.
Nesta noite de afago eterno,
queria tanto estar nos sonhos dela.
Mas quem pode imaginar
O que ela sonha?
Se com um príncipe ou com um plebeu.
Enquanto ela dorme eu penso no que seria de mim
Longe dessa imensidão do mar que nos separa.
Se pudesse toca-la e afagar seu cabelo
Se mesmo em sonho
Eu pudesse revelar todo meu amor,
e o meu desvelo.
Mas há a noite e o meu delirar noturno.
Um mar e uma eternidade entre nós.
Inspirado na obra Noturnos de Chopin
Noite é da cor do café, noite na coberta esquenta como café. Os bons sonhos noturnos viciam como cafeína. Pra depois acordar cedo com aroma de café, e tomar o café-da-manhã.
Dizem que a noite inspira as corujas do apagão noturno, mas a cidade por si só fica radiantemente iluminada, como o sol em meio ao universo, esplendida capacidade de acender-se diante as escuridões.
"Sob o manto do silêncio noturno, o vento narra contos de terras longinquas e eras passadas, entrelaçando-os à dança das árvores."
NOTURNO
Não sou o que te quer. Sou o que desce
a ti, veia por veia, e se derrama
à cata de si mesmo e do que é chama
e em cinza se reúne e se arrefece.
Anoitece contigo. E me anoitece
o lume do que é findo e me reclama.
Abro as mãos no obscuro, toco a trama
que lacuna a lacuna amor se tece.
Repousa em ti o espanto que em mim dói,
noturno. E te revolvo. E estás pousada,
pomba de pura sombra que me rói.
E mordo o teu silêncio corrosivo,
chupo o que flui, amor, sei que estou vivo
e sou teu salto em mim suspenso em nada.
