Tomar Decisões
Respirar x Observar
Há muitas questões a serem resolvidas, por outro lado, há decisões que não precisam de muitas observações.
Alguns sinais como a falta de tempo e o silêncio são evidências claras do que não queremos enxergar propositalmente pela necessidade de viver nossa zona de conforto.
Parar e respirar com calma pode alimentar a fé e dar suporte para regar o caminho do que é extraordinário,
A noite eu vi a lua sair do meio dos coqueiros, vi também os pássaros voarem em direção a um abrigo, já o mar estava calmo, então a partir destas observações do cotidiano eu entendi que tudo caminha na direção certa, entendi também que tudo ocorre naturalmente e na medida equilibrada de como deve ser.
A análise crítica transforma indicadores em conhecimento que orienta decisões, que impulsionam planos de melhoria e elas, produzem valor.
“As decisões mais difíceis não acontecem entre o certo e o errado, mas entre duas razões que não podem ser ignoradas.”
o dado.
Dizem que existem decisões que não parecem decisões quando chegam. Parecem portas. Você olha para elas e sabe que, depois de atravessar, alguma coisa vai ficar para trás.
Naquela noite, ele colocou um dado sobre a mesa.
Era pequeno. Branco. Com os números pretos perfeitamente desenhados nas faces. Uma coisa ridiculamente simples para carregar o peso de uma vida inteira.
Você sabe como funciona - disse o homem sentado do outro lado da mesa.
Ele sabia.
Um dado justo tinha seis faces. Seis possibilidades. Cada uma com exatamente 16,67% de chance de aparecer.
Mas aquele não era um dado comum.
Cada número representava uma vida.
E para jogar, ele teria que entregar a que já tinha.
Não existia voltar depois.
O número 1 era a vida medíocre.
Não era uma vida ruim. Talvez esse fosse justamente o problema.
Ele teria trabalho, teria dinheiro suficiente para pagar as contas, algumas pessoas ao redor, alguns domingos felizes, algumas sextas-feiras vazias. Amaria alguém, talvez. Teria uma casa, um carro, fotografias de momentos que um dia pareceriam importantes. Nada seria grande o bastante para destruí-lo, mas nada seria grande o bastante para fazê-lo sentir que realmente venceu.
Uma vida inteira sem tragédia.
E sem milagre.
16,67%.
O número 2 era pior.
Uma vida onde tudo funcionava, menos aquilo que importava.
Ele teria estabilidade, mas acordaria cansado. Teria amigos, mas se sentiria sozinho no meio deles. Teria dinheiro suficiente para comprar coisas e pouco tempo para aproveitá-las. Amaria, mas sempre existiria alguma coisa faltando. Um tipo de vida que não machuca de uma vez apenas desgasta.
Aquela era a vida de quem envelhece perguntando onde foi parar o tempo.
16,67%.
O 3 era diferente.
Ali existia uma espécie de felicidade calma.
Não haveria fortuna, nem histórias dignas de filme. Mas haveria paz.
Uma pessoa esperando por ele em casa.
Um cachorro correndo pela sala.
Café feito de manhã.
Uma mesa cheia em alguns domingos.
Uma vida pequena, mas inteira.
Ele poderia olhar pela janela aos cinquenta anos e pensar:
Eu não tive tudo.
E, pela primeira vez, aquilo não seria uma reclamação.
Seria suficiente.
16,67%.
Então havia o 4.
O homem sorriu quando falou dele.
- Essa é a vida que todo mundo acha que quer.
Dinheiro.
Muito dinheiro.
Sucesso.
Viagens.
Casas enormes.
Carros.
O tipo de vida em que ninguém pergunta quanto custa.
O tipo de vida em que os problemas passam a ter números.
Mas havia uma condição.
O 4 não prometia amor.
Poderia existir.
Poderia não existir.
Ele poderia passar a vida inteira comprando coisas que não sabia com quem dividir.
16,67%.
O 5 era o mais perigoso.
Porque não prometia dinheiro.
Não prometia fama.
Prometia algo muito pior de desejar:
a possibilidade de encontrar o amor da vida.
Aquela pessoa.
Não uma pessoa boa.
Não alguém compatível.
Não alguém que simplesmente ficasse.
Aquela pessoa que faria o mundo parecer ter sido construído para que os dois se encontrassem.
O problema era que ninguém sabia quanto tempo duraria.
Talvez fosse para sempre.
Talvez fossem dez anos.
Talvez três meses.
Talvez ele tivesse a sorte de encontrá-la aos vinte e cinco e o azar de perdê-la aos trinta.
Mas a chance estava ali.
16,67%.
E então existia o 6.
O homem ficou em silêncio antes de falar.
- O seis é a morte.
Ele olhou para o dado.
Não havia metáfora.
Não havia segunda chance.
Se caísse seis, terminava.
Não existiria dinheiro.
Não existiria amor.
Não existiria arrependimento.
Não existiria amanhã.
16,67%.
Ele encarou o objeto por alguns segundos.
- Então são cinco vidas e uma morte?
- Não.
- Não?
- São seis vidas. Uma delas só termina mais cedo.
Aquilo o incomodou.
Porque era verdade.
A morte não era uma possibilidade fora do jogo.
Ela estava em uma das faces.
Como estava escondida em todas as vidas que ele poderia viver.
Ele pegou o dado.
E naquele instante percebeu a verdadeira crueldade da proposta.
Não estava jogando para ganhar.
Estava jogando para trocar.
Se escolhesse não jogar, continuaria vivendo a vida que tinha.
Com os erros que já conhecia.
Com as pessoas que já conhecia.
Com os amores que deram certo e os que deram errado.
Com o dinheiro que tinha ou não tinha.
Com os sonhos ainda distantes.
Com aquela versão de si mesmo que, apesar de tudo, continuava respirando.
Se jogasse, poderia ganhar tudo.
Poderia perder tudo.
Poderia encontrar o amor que sempre imaginou.
Poderia acordar rico.
Poderia viver uma vida tranquila.
Poderia passar décadas sentindo que escolheu a existência errada.
Ou poderia simplesmente morrer.
E talvez fosse isso que ninguém entendia sobre sorte.
A gente fala em ganhar quando aposta alguma coisa.
Mas toda aposta começa com uma perda.
Ele fechou o dado na mão.
Pensou nas manhãs que ainda não tinham acontecido.
Pensou em alguém que ainda não conhecia.
Pensou nas versões de si mesmo que nunca existiriam se ele permanecesse exatamente onde estava.
Pensou em todas as vezes em que desejou uma vida diferente sem perceber que uma vida diferente também significava perder aquela que possuía.
Então levantou a mão.
Por um segundo, o mundo inteiro coube dentro daquele pequeno objeto.
Seis faces.
Cinco futuros.
Uma morte.
E uma única certeza:
a vida que ele tinha estava sendo trocada pela possibilidade de uma vida que ele sequer conhecia.
Ele lançou o dado.
O som dele batendo na madeira pareceu alto demais.
Uma volta.
Duas.
Três.
Quatro.
O dado começou a perder força.
E, enquanto girava, ele percebeu a coisa mais assustadora de todas:
pela primeira vez na vida, ele não estava com medo do resultado.
Estava com medo de descobrir que a vida que desejava nunca foi a que estava do outro lado do dado.
Talvez fosse aquela.
A que ele estava prestes a perder.
O dado parou.
Ele não olhou imediatamente.
Ficou alguns segundos encarando aquela pequena coisa imóvel sobre a mesa.
Porque enquanto o número estivesse virado para baixo, todas as vidas ainda existiam.
O amor ainda era possível.
O dinheiro ainda era possível.
A felicidade ainda era possível.
A morte ainda não tinha acontecido.
E a vida que ele tinha...
ainda era dele.
Então ele entendeu.
Talvez o maior golpe da sorte não seja aquilo que ela pode te dar.
É fazer você perceber o valor daquilo que estava disposto a abandonar para tentar conseguir outra coisa.
Ele virou o dado.
E foi aí que a história realmente começou.
A vida exige decisões a todo momento. Entre o barulho do mundo e a minha paz, eu me escolho todos os dias.
O presente do ser que sou
Alienado por suas próprias decisões o sou se libertou o eu acordou
O certo eu sempre foi o que sou..
Mesmo diante do que fui ainda sou aquele sou eu diante do sou.
O paradoxo do infinito ser para o sou.
Me reeduquei da maneira errada.
Confiar no amor das pessoas é um erro. As pessoas são decisões ambulantes e transitórias; carregam em si o princípio da incerteza.
Quem ontem estava perto, hoje pode estar longe.
Quem está longe, às vezes deseja estar por perto.
Tudo é ilusão. A qualquer momento, você estará sozinho.
Ninguém realmente ama — apenas decide se fica ou se vai.
Aprendi a viver. Isso já não me afeta.
Posso amar, mas também sei desistir.
Não sei insistir, porque ninguém é ouro.
Carne podre sempre será carne podre.
"NEM TUDO QUE IMAGINAMOS SER BOM É. POR ISSO, DEVEMOS SER PRUDENTES EM NOSSAS DECISÕES, PARA EVITAR INCONVENIENTES" Ademar de Borba
As decisões guiadas pelo amor são a base de uma vida cheia de significado. Quando o coração escolhe, cada caminho ganha mais beleza, carinho e verdade.
A inteligência artificial aprende com aquilo que já aconteceu.As decisões que mudam uma vida começam quando escolhemos construir algo que ainda não existe nos dados.
A razão é como o Leão, que fica sempre na espreita, enquanto o coração se deleita nas decisões indecisas.
Será, que algum dia, toda a mente Humana, conseguirá ser parelha com o coração, em certas decisões?. Não havendo mais então, o lado confuso?.
"Então hoje eu resolvi não me importar, não com as pessoas, mas com suas decisões, acredito que quando pessoa quer ficar com você ela fica, e ninguém e nada do que seja dito, vai fazer que ela pense ao contrário, então é viver e continuar sabendo que se não der certo, você fez o que pode e que ninguém pode amar por dois, e a "luta solitária" não é válida. Só acho"
