Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
"A história que Deus escreveu pra você no livro da vida, borracha nenhuma do diabo poderá apagar. Isso é mistério do nosso Senhor."
─By Coelhinha
A dor me faz triste. Cada fibra em mim lateja memórias que nem a medicina apaga. Sou um retrato ambulante de perdas, do movimento, da autonomia, da esperança. E assim… Atristeza brota sem cessar,
como uma secura interna que nenhum afago alcança.
O tempo não apaga a dor, mas revela a força escondida em lugares que por mim, eram desconhecidos. No pulso sereno das horas, uma resistência silenciosa floresce, como raiz que cresce invisível sob a terra.
O amor por mim
o teu peito ocupa,
e tornou-me tua
almenara radiante
que ninguém apaga
no alto da atalaia
em madrugada fria.
No topo do mundo
tenho de colocado,
o meu coração
não anda sossegado,
te quero o tempo
todo do meu lado.
O amor por tua
presença longe
de ser a luz da Lua
que ocultará Lira
em noite de chuva
de lirídeas erguida,
há de ser a doce
sentença da vida.
No topo do mundo
estou te guardando,
o meu coração
por ti anda contente,
se há futuro para nós:
ao Universo pertence.
Da lembrança nada
apaga as memórias
nem tão românticas,
nas linhas atlânticas
tenho me distraído
porque sei que tudo
na vida pode mudar.
Com a esperança
convivo com o quê
insiste em caçar
as minhas utopias,
a fé e a leal crença
de que não se deve
perder a essência
de tudo o quê me
fez resistir até aqui.
Da temperança nada
e ninguém me tira,
do desejo de ter você
comigo além desta
Lua Cheia de abril
plantada como rosa
no jardim sidéreo:
do destino és mistério.
Longe de quem insiste
em furtar no mundo
a misericórdia, o sorriso
e a bondade da gente;
resolvi quebrar a corrente
com o quê faz respirar
para o coração continuar
como um refrão de amor
para você me encontrar.
O Eco da Eternidade
Sou o traço que o tempo não apaga,
o sussurro do vento em terras antigas,
sou a chama que dança na escuridão,
o sonho que resiste às madrugadas frias.
Minha alma é feita de auroras e tempestades,
caminha entre luz e sombras secretas,
desenha caminhos onde antes era o nada,
e faz do impossível apenas uma promessa.
Trago em mim o mistério das estrelas,
o peso do silêncio e a força do verbo,
um coração que pulsa na imensidão,
um espírito livre, imortal e eterno.
A Epifanía
que jamais
ninguém
na vida apaga,
É sinal que
nos impele
por quem sofre
nos sótãos,
calabouços
e com a privação
vivenciada
pela periferia.
O Império não
obterá vitória
seja por fogo
ou discórdia.
A minh'alma
poética como
um luciérnaga
insiste e busca
por notícias
dos Generais
que estão presos
injustamente
em Fuerte Tiuna.
Enquanto uns
desfilam egos
e afastando
a verdadeira paz.
Caxambu do Sul
Onde o perfume de melancia
não se apaga da memória,
A minha poesia tem memória
originária e italiana,
Caxambu do Sul és minha Pátria.
Onde os ventos do Oeste
assobiam a melodia da História,
O meu poema é tambor enorme,
Caxambu do Sul eu honro o teu nome.
Onde as músicas levantaram
lavouras, cuidaram de rebanhos
e alimentaram peixes
que até hoje alimentaram gerações,
Assim és cheia de amores e paixões.
Onde os ventos do Oeste melodiam
todos os meus caminhos levam
os meus versos que beijam cada um
que se deu e ergueu por esta cidade:
- Caxambu do Sul, te amo de verdade!
Chapecó Poética
Minha Chapecó Poética,
minha poesia caingangue
nada apaga esta herança
do teu heróico sangue.
Minha Chapecó Poética,
meu avistamento profundo
do caminho da roça
da onde me enredo
de amores por cada aurora.
Minha Chapecó Poética,
minha poesia crioula,
estância de paz concreta
e de honra duradoura.
Minha Chapecó Poética,
onde o Rio Uruguai trata
de ti com reverência,
ergueste em ti fortaleza
e cresceste com beleza.
Pelos teus olhos que
iluminam como
Órion a minha noite,
a poesia almenara
que não se apaga
está mais a cada dia
mais forte em mim
para viver em ti
amorosa e apaixonada.
A glória do café brasileiro
ninguém apaga da História,
Dos acordos de paz,
Das canções e do elogio
de quando uma menina
se tornava moça era
chamada de flor do cafezal,
O café brasileiro sempre
será a inabalável paixão nacional.
Sob o Sol que acende
e apaga amavelmente
o Céu de Citrino da aurora
e o Céu de Citrino do poente
da nossa Pátria Austral,
Devoto uma prece amorosa
para dar coragem e fortaleza
à todos aqueles que nos
protegem de todo o Mal;
Porque para cada nós existir
sempre tem alguém que
não deve ser desencorajado
de zelar por cada um de nós,
Não importa as tempestades
ou quanto sejam os nós,
não devemos permitir
que todos nos sintamos sós.
Raml Zayta
Pelos campos verdejantes
e ondulantes de Raml Zayta
o tempo não apaga a dádiva
de ter os teus olhos lindos
se cruzando com os meus,
Onde os caminhos hão de se
cruzar e as memórias voltarão
a florescer no mesmo lugar,
Sem a gente perceber o amor
sempre esteve por dois a nos dar
nos detalhes inesquecíveis a sinalizar.
A minha poesia
é vela votiva
que não se apaga
pedindo proteção
para as tropas
da nossa sagrada
Nação pedindo
integral proteção
e paz aos Afuzilados
como manda a tradição,
para que nenhuma guerra
nunca finque os pés
na nossa Amada Terra.
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