O Despertar do Cérebro em Chamas Há um... Rildo Lemes

O Despertar do Cérebro em Chamas


Há um limite em que a mente, exausta, simplesmente apaga as luzes. Esse sono profundo não é repouso: é uma fornalha de demolição. Nele, o antigo "eu" se dissolve e o passado é varrido em uma limpeza implacável.
​Quando os olhos se abrem, quem desperta já não é o mesmo. A forte casca que antes sangrava com qualquer brisa ruiu. O que resta não é vulnerabilidade, mas uma energia pura, forjada na superação.
​A dor de antes não foi apagada; foi transmutada em uma força impiedosa, lúcida e indomável.