Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
QUARTO ESCURO
POR: José Luiz Mak.
As palavras do poeta correram em minhas veias como um sopro sonoro.
Fizeram os Espíritos estremecerem; evocaram minh´alma, que ainda
Flutua incerta no éter infinito da poesia e do romantismo
Restos de vida, palavras ao vento, amores calados , abraço como acalento
Te espero em um quarto escuro e sem vida
Abro as janelas do pecado, insinuar o prazer, esperar um suspiro
Um sim que fará o mais frio dos frios sentimentos arder
Sentimentos que caem dos meus olhos e escorrem na alma
Brilho acentuado em meu olhar ao te ver passar
Mexe delicadamente com minha essência
deixando balbúrdia em minha mente
Tua silueta muda meu rumo tira a seriedade da vida
Meus pensamentos que dormiam tranqüilos florescem
Luxuoso aroma de perfume invade meus pulmões
Falta de ar e suspiro profundo deixando calada minha voz
Aperto profundo em meu coração e chagas em minh´alma
Não sabes a dimensão da dor que poderia cessar com um toque em seus lábios
Não sabes a imensidão da luz que permanecerá em meu caminho.
O Sudoeste e a Casuarina
Entre a fuga do vento Nordeste e o primeiro sopro frio do Sudoeste, há um instante vazio e ansioso: as cigarras calam, se eriçam as águas da lagoa e as casuarinas, que se balançavam indolentes, imobilizam-se na rigidez morta e reta dos ciprestes. Os urubus debandam das palmeiras, os pescadores recolhem as velas, e daqui da varanda vejo os lagartos procurarem medrosos os seus esconderijos. “É o sudoeste”, penso, e logo ele chega carpindo penas e desgraças que não são suas.
“Estou vindo do mar alto, trago histórias”, diz ele com a sua voz agourenta. Ao que responde, enfastiada, a Casuarina:
“Detesto as tuas histórias”.
Também eu, porque sei o que significa pra mim o pranto desatado e frio. Logo esta varanda, que o Nordeste amornara para o meu sono, estará tomada por tudo o que o vento ruim traz consigo: a baba do oceano doente, a escuma amarela e pútrida, o calhau sangrento, o grito derradeiro dos náufragos, os olhos esbugalhados das crianças afogadas que não entenderam o último instante, o hálito pesado do marinheiro que morreu bêbado e blasfemo, o lamento do grumete que o mastaréu partido matou e atirou ao mar.
Assim são as histórias do Sudoeste. Ouvindo-as (e tenho de ouvi-las, como se elas viessem de dentro de mim, como se por dentro eu tivesse mil frinchas por entre as quais o Sudoeste passa e geme) ressuscito os meus mortos e minhas tristezas e a eles incorporo a amargura dos incertos e a angústia sobressaltada dos que têm medo – tão minhas agora. E vejo, destacada na escuridão como uma medusa no mar, a mão lívida do meu pai morto, imobilizada no gesto, talvez amigo, que não chegou a ser feito; e os pequenos dentes do meu irmão Francisco, que morreu sorrindo; e escuto, nos soluços do vento, aquele terrível convulso regougar de Maria que a morte levou num mar de sangue e vômito; e tremo e me apavoro, não por receio de não ter enterrado para sempre meus mortos, mas por medo de tê-los enterrado antes de ter pago tudo o que lhes devia.
MOCO BROCO
Com esse sopro
e esse mal gosto,
soprando sob agosto...
O degustar fica insosso
... O reto fica torto
o outro, coloca-se roco...
Enquanto um escorrega e cai
... O moco fica broco.
Antonio Montes
O mesmo sopro de vida que Deus deu há um,deu a todos.Da mesma forma a morte será para todos, então nisso somos iguais !
Se a gente de alguma maneira pudesse evitar a hora do adeus. Se pudessemos com apenas um sopro mudar a direção das coisas para que nenhum fim fosse triste, ou melhor para que não tivesse fim.
Ah quem dera estivesse no alcance de nossas mãos eternizar a presença, assim como eternizamos o amor, as fotografias e a memória.
Eterno é o instante que nasce de um sopro musical, ele é como um belo sorriso que traz luz aos becos escuros das grandes avenidas da vida. Bom é sentir a força desse sopro nutrido de musicalidade e harmonia - é o despertar de um estado sagrado em que o ser não é apenas humano.
Temos a PERMISSÃO de viver. A vida não nos pertence, o sopro vital (espírito/alma) é nos dado e tirado sem a nossa interferência.
E num sopro tudo caba, tudo terá passado e já não estaremos mais aqui. Então não devemos permitir que nos façam mal, que nos abalem, que façam de nós capachos. Saber e mostrar nosso valor nos acercando dos que nos querem bem, nos toleram e se sentem felizes com nossa companhia, nos faz melhores e mais felizes. Que consigamos nos afastar de pessoas pesadas que precisam ser carregadas nas costas mesmo já sabendo a andar por si próprias. Que consigamos nos melhorar pra deixar sempre bem e feliz quem está a nossa volta, e nos sentirmos felizes também com o Outro da nossa jornada. Nossa existência é muito curta pra deixar os que nos cercam sem saber da sua real importância pra nós. Demonstremos mais gratidão, atenção, cuidados, gentilezas e afeição. Que amemos mais nossos filhos antes de nós mesmos, nossos parceiros de vida, nossos amigos, nosso irmão. E que acima de tudo sejamos gratos, reconheçamos o valor de cada um por te-los na nossa estrada. Pois que nascemos sozinhos, e sozinhos morreremos é certo, é fato. Mas a vida sem a família, sem um amor, sem Amigos é muito triste, muito monótona, muito pesada pra levar.
Sigo o sopro do caminho, do sul para o norte!
Mas a viagem termina quando o sopro se esvai, e sobra apenas o caminho.
Afinal, caminho sem trajetória é um desperdício...
É andar sem sentido nem vontade, em busca de um destino perdido.
Silêncio é a maviosa melodia, inaudível aos ouvidos humanos, tocada por instrumentos de sopro vindos do plano espiritual.
O mesmo sopro que derruba aquele que pouco tem,também derruba quem muito tem. Então nisso se aponta q ninguém é melhor q ninguém
Nunca se esqueça de agradecer a Deus pelo sopro da vida pelo ar q se inspira hoje,Porque O senhor nos deu a vida.
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